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Direito Empresarial é área com menor índice de aprovação

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Direito Empresarial foi a área que teve o menor índice de aprovação de todas as matérias cobradas na primeira fase no XI Exame de Ordem Unificado, aplicado em agosto de 2013. Santa Catarina é o estado com melhor desempenho na área, mas obteve apenas 19% de aprovação. Em situação oposta, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil foi a matéria que menos reprovou, com mais de 66% de aprovação em todo o Brasil.

A porcentagem de aprovação de cada área cobrada no Exame de Ordem é resultado de um estudo feito pela Coordenação de Exame Unificado do Conselho Federal da OAB. O estudo mostra o índice geral de aprovação e cada instituição de ensino e detalha qual o resultado em cada área. Na primeira fase — composta por provas objetivas de 16 áreas do Direito e mais o Estatuto da OAB — o índice de aprovação geral foi de 19,6%.

Ao todo, foram avaliados os resultados de estudantes de Direito de 1.291 campi universitários. Desses, apenas sete conseguiram aprovar todos os examinados [veja abaixo]. Em compensação, 126 campi não tiveram nenhum candidato aprovado na segunda etapa.

“É um procedimento inovador (resultado por áreas). Queremos contribuir na formação do futuro advogado, uma vez que as instituições poderão aperfeiçoar o seus processos de ensino e aprendizagem em relação a possíveis deficiências”, pondera o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

Essa opinião é compartilhada pelo coordenador-geral de Exame Unificado de Ordem, Leonardo Avelino Duarte. “Essa metodologia permite que as universidades percebam em quais matérias, especificamente, o ensino não vai bem. Por outro lado, serve para avaliar também o trabalho feito com maestria. A OAB quer contribuir  para a formação de um ensino jurídico de qualidade”, avalia.

Na análise unificada por Instituições de Ensino Superior (IES), o destaque entre as instituições federais vai para o campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP): 88,46% dos 26 candidatos foram aprovados. Ao todo, 126 campi não tiveram nenhum candidato aprovado na segunda etapa. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Clique aqui para ler o estudo detalhado. 

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 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2014, 16h18

Comentários de leitores

4 comentários

econômicosociais

Expedito Ferraz (Estudante de Direito - Família)

É fato sobejamento conhecido, por mais que advoguem em contrário os seus defensores, que o exame de ordem da OAB, mero instrumento caça nique a explorar a combalida economia popular, a serviço de uma insana política de reserva de mercado, não mede o conhecimento de ninguém. Exemplo disso é a expressão "econômicosociais", gravado por profissional de direito, conforme atesta comentário anterior, fazendo Camões dar reviravoltas em seu jazigo. Antes de tudo, faz-se imperativo cuidar da língua pátria, maior patrimônio cultural de um povo.

Mudança de conteúdo

Honyldo (Consultor)

Felizmente o Direito Ambiental se fez presente na prova. Faltou o Direito Urbanístico, principalmente em razão da conurbação urbana e o crescimento dos conflitos urbanísticos.
As faculdades deveriam estender o ensinamento dessas matérias para que advogados, juízes, promotores, desembargadores e ministro, atuais e futuros, tenham mais condição de apreciá-las dentro do contexto jurisdicional.
Hoje, o sistema jurídico do país julga bem ações de execução, direito de família, direito criminal, e só. O restante, é crítica a forma abordada.

Ensino fraquíssimo. Professores muito fracos!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Sabem, milagres não existem!
As faculdades não têm um corpo docente à altura das carências dos alunos. E os alunos, como são carentes! Mas a carência a que me refiro é a de conhecimentos. É a carência de reflexões sobre as relações sociais e econômicosociais.
Milagres? __ não,não existem!
Lançaram no mercado do direito brasileiro dezenas de doutores e mestres!
Doutores, mestres?
Brinicadeira, né!
Já relatei aqui que, certa feita, tentei fazer um mestrado. Sim, porque pretendia me candidatar a transmitir a minha experiência em direito empresarial, em estruturação de negócios e de empresas. Vivi uma época em que tudo foi criado. A época da resolução 63, do banco central; a época dos primeiros fundos contábeis para a criação de fundações de previdência privada; a época de formação dos shoppings centers; a época em que se confundia joint ventures, existentes em outros países, com a necessidade, no brasil, de instrumentaliza-las através da criação de empresas. A época dos grandes projetos de privatização e de desenvolvimento de várias outras atividades. Creio que poderia transmitir experiências e reflexões que contribuiram para levar vários destes institutos à realidade que são hoje. Mas, para tudo isso, precisava de um diploma de mestre ou doutor! __ criou-se, no brasil, o corporativismo dos títulos. A diferença é que meus professores, que eram, sim, doutores sem título, professores como hoje não se encontra, não tinham tais títulos, e eram muito melhores dos que aqueles que temos hoje! __ todavia, após seis meses de mestrado, desisti. Desisti por ver a falta de competência e de capacidade dos mestres e doutores que ministravam, numa faculdade conhecida, o curso. E o que sempre vejo são titulados sem competência!

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