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Comentários de leitores

8 comentários

O amor ao estudo e em socializá-lo

Ruy Samuel Espíndola (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)

Ao grande professor e inexcedível jurista e magistrado Néviton Guedes, que conheço há mais de 20 anos, e tenho o privilégio de sua amizade e da rica interlocução, registro, nesta coluna, o meu agradecimento à sua nobilitante homenagem. Sei que é um homem que não se dá a elogios fáceis e é rigoroso em suas análises e julgamentos, como demonstram, "a mais não poder", os textos desta coluna. E conheço esses seus característicos não só a partir deste rico espaço de reflexão pública. O que faz com que a honra da homenagem nos impute ainda mais responsabilidades diante de nossos contemporâneos.

A referência da cadeira de número 14 da Academia Catarinense de Letas Jurídicas - ACALE, que tem como patrono Acácio Bernardes, o maior tribuno do júri da história de Santa Catarina e um de seus mais afamados advogados criminalistas, que fora meu professor e com o qual convivi nos anos de minha residência em Blumenau, na FURB, graduação em direito, homenageia a mim, seu primeiro ocupante, o imortal Patrono e a ACALEJ.

E o valor desta homenagem se agiganta, pela qualidade do homenageante, modelar nas letras jurídicas brasileiras, com texto que nos enriquece o espírito e a percepção.

Acácio Bernardes também tinha esse amor das letras e o gosto de socializar reflexão, debate público, leitor de filosofia e amante de livros, qualidades tão pródigas em nosso articulista mor.

Em meu nome, da memória do Patrono da cadeira 14 Acácio Bernardes e da Academia Catarinense de Letras Jurídicas - ACALEJ -, cujo douto Presidente é nosso professor comum (meu e do nosso Prof. Néviton Guedes), Cesar Luiz Pasold, registro, calorosa e fraternalmente, o meu preito de gratidão.

“honor et onus”

Instigante

Fabíola Pereira (Servidor)

Belo artigo! É sempre bem-vindo um texto que instiga a crítica sobre certos conceitos adquiridos ao longo de nossas experiências e desprovidos de qualquer comprovação, especialmente em matéria de direito penal.

O artigo é estupendo.

Democrata Republicano (Outros)

As agruras decorrentes do embate entre cientistas e filósofos...tema genuíno!
"Daqui de baixo", não propugno a precedência de uma em detrimento de outra (falo de filosofia e ciência), haja vista eu ser suspeito, parcial em direção daquela. Mas é inegável repensar a produção científica, no particular na seara jurídica, que anda claudicante, ao passo que os estudos da Filosofia do (ou no?) Direito se desenvolvem notavelmente.
Parabéns ao articulista!

Ótimo artigo

Rodrigo Beleza (Outro)

Sem desmerecer nada do que o sr. expôs, diria apenas que os tais intelectuais e especialistas não são nem intelectuais nem especialistas. Só o Direito mantém uma atitude de distância com pesquisa e estatística. É verdadeira ignorância. Outros campos de estudo sérios, como Ciências Sociais, Ciência Política e Economia, usam tais instrumentos... há séculos.
Os profissionais do Direito aqui em pátria amada mal conhecem as falácias informais... como a generalização, falsa indução, falsa equidade, etc.
Mesmo para Popper, Direito e Criminologia caem no campo da não- ciência, tal qual Marxismo e Freudianismo. Como fazer previsões falsificáveis, sem modelos matemáticos ou pesquisa estatística?
E, só para provocar, diante das referências popperianas... como falar em períodos de normalidade, crise e revolução paradigmática em Direito ou Criminologia? (mandando um T. Kuhn só pra contrariar).

Maravilha!

Bernar (Advogado Sócio de Escritório)

Que maravilha! Ainda temos pensadores! Obrigada pelo texto e por nos recordar dessas coisas.

Excelente atigo.

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente e oportuno artigo, que transpõe o universo das ciências jurídicas para alcançar toda e qualquer forma do que se pode chamar de 'as ciências', sobretudo as denominadas 'ciências humanas', justamente as que não se sujeitam aos experimentos, tão próprios às ciências exatas. Deve ser explicitado, para que não pairem dúvidas, que o conceito de 'individual' (conhecimento adquirido via processo indutivo) compreende --- quero entender, com todo respeito ao articulista --- o conceito de 'classe social', esta dotada de realidade capaz de produzir seus próprios 'conhecimentos' e de propor 'generalizações' sobre o mundo que as informa.

Tema atual.

Marcelo Francisco (Procurador do Município)

Prof.,
O tema abordado deve ser o mais atual para nós.
Andamos repetindo coisas de origem duvidosa, e não apenas nós! Pessoas importantes da comunidade jurídica.
Enfim, o dedo foi fundo na ferida aberta e antes o dedo foi bem salgado, mas sempre com a elegância de seus textos (o que para mim é um elogio!).
Abraço.

Genial.

milward (Advogado Autônomo)

Como sempre, excelente texto!

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