Consultor Jurídico

Colunas

Justiça Tributária

Impostos, latas de lixo e cozidos nos Poderes da República

Comentários de leitores

5 comentários

Nada exagerado - realidade

Renato A. Marques (Contabilista)

Concordo plenamente com Dr. Mário Jr. Não entendi o texto como uma insinuação para não pagamento de impostos. O articulista expõe de forma clara o que acontece e termina com uma frase para refletirmos sobre o quanto não compensa a carga que carregamos x os serviços públicos que temos como retorno. Deduzo que nosso amigo Serventuário gsantos seja um profissional que trabalha honestamente e que cumpre seu papel de servir bem ao público. Por isto talvez, não tenha entendido intrinsecamente o que o texto quis nos trazer. Uma boa releitura elucidará que não houve ma fé nem insinuação para não pagarmos impostos. Leio religiosamente os artigos do ilustre Dr. Haidar e posso afirmar categoricamente que seus artigos deixam e vão deixar um legado imensurável para o presente e futuro da nossa Pátria amada. Se quisermos democracia no literal da palavra, devemos fazer de suas opiniões uma cartilha para justiça, não só tributária, mas como um todo.

Manah

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Ai vem os beneficiários desta receita macabra para defender o indefensável. Este é outro problema que enfrentamos na terra da jaboticaba . Os macunaímas comedores do manah , não enxergam o problema e não abrem mão dos 5 - antes 4 - meses de impostos que abocanham de quem realmente produz. Na terra do 7 x 1 é salve-se quem puder !

Apenas silogismo

Roberto Melo (Jornalista)

Creio que a intenção do autor, a mais primária possível, do ponto de vista semântico e hermenêutico, foi a de apresentar o argumento de que sob toda esta situação permanente de "desvios funcionais" (apenas para utilizar a figura do eufemismo) dos ocupantes de estrutura do "Estado organizado" (sic), como expressão histórica e cultural de poder, dever-se-ia continuar a pagar impostos, já que são jogados à lata do lixo ou incorporados aos cozidos, isto é, não resultam em benefícios concretos e correspondentes às demandas da sociedade, nem sequer da relação de seus indivíduos, na condição de meros contribuintes. Sendo assim, a obrigação do contribuinte de pagar impostos estaria relacionada, de forma intrínseca, à função legal do Estado em revertê-los a seu favor (dela, sociedade) e não deles (o aparelho de Estado e seus ocupantes, temporários ou vitalícios).

Além de arrecadar demais, o estado parasitado investe mal

Mario Jr. (Advogado Autônomo)

Releia o texto, gsantos. Eu penso que sua leitura do texto comete injustiça contra o articulista, que expôs de forma clara e com sarcasmo refinado o que pensa. Há dois pontos importantes levantados no artigo que caracterizam a injustiça do sistema tributário: um, a complexa e alta carga tributária nutre burocratas parasitando a riqueza do país; dois, esses burocratas investem mal o dinheiro e por vezes deixam de se atentar a interesses republicanos. Nesse sentido, vem a pergunta retórica: vale a pena pagar impostos, isto é, vale a pena sustentar o sistema do jeito que está? De modo nenhum, esta pergunta significa dizer que o articulista defende o não pagamento de tributos como política para combater as injustiças apontadas. Ele não diz isto nem sugere (a sugestão implícita é para que o leitor faça um juízo de valor acerca do sistema vigente). Em suma, o artigo é a favor de que os tributos sejam pagos com a finalidade de atender ao interesse público.

Mario Jr.

Exagerado

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Artigo generalizante, que ao fim põe em xeque o próprio pagamento de tributos. Como se a corrupção fosse salvo-conduto para o cidadão se esquivar de seu dever de contribuir para a viabilidade dos serviços públicos.
-
O articulista quer boas escolas e bons hospitais públicos, mas não quer pagar impostos. Como se consegue tal proeza?
-
O rol de atentados à coisa pública exposto no artigo não nos exime dos deveres ínsitos à convivência em um Estado organizado.
-
Devemos lutar para que a República seja bem administrada, mas pagar tributos é ônus da vida numa sociedade organizada.
-

Comentar

Comentários encerrados em 2/09/2014.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.