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Comentários de leitores

7 comentários

Depois relendo meu comentário...

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

me pareceu meio confuso, aclarando: concordo com o Ramiro, não com o articulista!! rsrs

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

Concordo plenamente com tudo!!

Que tal o Judiciário mudar primeiro?

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Continuando o comentário abaixo:
Terminei agora uma petição onde discorria, e sei que inutilmente, sobre isto. O Judiciário é o maior responsável por sua própria carga de trabalho, e não adianta querer a violação de tratados internacionais sobre direitos humanos... O Brasil continuará sofrendo punições da Corte Interamericana quer por decisões judiciais demoradas em excesso, quer por falta de fundamentação das decisões, e assim será enquanto não mudarem mentalidades.
O dia que uma empresa ao agir de má-fé tomar uma condenação de acima de cem salários mínimos, o "contencioso de escala" com sua carteira de duzentos, trezentos mil processos a "preço justo" vai acabar.
Onde já se viu querer contratar advogado pagando menos do que profissões como porteiro noturno?
O dia que a litigância de má-fé seja punida de fato, mas na contrapartida os danos morais punitivos atingirem as empresas que são recordistas em ações judiciais como Rés atingirem o equilíbrio econômico das mesmas, imediatamente serão as empresas que hoje em qualquer audiência instruem seus advogados a afirmarem que "não há possibilidade de acordo", serão estas empresas que irão se apressar em resolver administrativamente os problemas dos seus clientes, e por aí vai.
Agora manter serviços ruins, menoscabo pela cidadania, sinceramente, parece que os Magistrados perderam a noção, estão dizendo ao povo que se está começando a faltar o pão mofado da prestação juridisdicional estatal que comam brioches da caríssima arbitragem. Arbitragem só é mais barata para grandes empresas...
Os meus clientes quando me cobram que os processos não andam, ou do valor irrisório das sentenças, o que estes falam do Judiciário, se eu replicasse aqui estaria condenado em danos morais...

Conversa mole para tentar embalar sono de bovinos

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Essa história está começando a ficar chata, extremamente chata. O sujeito gasta, algum comentarista falou ter gasto mais de trinta mil em preparação para concurso público, o sujeito gasta não apenas dinheiro, mas esforços, coloca a cabeça na forma, então aprova. Chega e vai ser juiz. E de repente vê que não é molezinha não!
Então começam historinhas, conversinhas moles para adormecer sono de bovino, uma delas é a conciliação... O Judiciário falar de conciliação... soa não querer mais trabalhar.
Vejamos uns fatos. Há uma indústria, com administração de know-how, tecnologia, mão de obra e insumos, a indústria do contencioso de escala. Legião de advogados mal pagos, na faixa de R$ 1.200,00 a R$ 1.800,00 por mês, trabalhando como audiencistas, e outros cargos no tal do contencioso em escala. O fato de existirem escritórios de contencioso de escala com suas planilhas de redução de custos e custo benefício por ação, "seu processo a um preço justo", já é uma tremenda indicação de teratologias.
Há no Judiciário uma mentalidade de submissos ao capital, uma mentalidade de dominados, de que não se pode enriquecer o lesado pelo dano sofrido. O resultado? Previsibilidade atuarial, uma previsibilidade aturial dos custos de afrontas à lei. As empresas sabem que o Judiciário, os Juízes não querem julgar mais nada, que se julgam os oprimidos, os explorados, os coitados da sociedade, mas contribuem para sua própria carga de trabalho.
Quem tem previsibilidade atuarial e sabe que é barato litigar, continuar litigando ao invés de gerir bem seu empreendimento, qual o motivo para conciliar?
Nos EUA todos temem a prolação de uma sentença, pois sabem que os danos punitivos podem causar prejuízos às empresas e aos litigantes de má-fé.

Inimigos do povo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O que a população brasileira precisa entender, na verdade, é que todo esse pessoal sem legitimidade popular que tenta impor ao povo decisões parciais visando favorecer o Estado e o poder econômico, ou mesmo "conciliações fajutas" na base do "aceita ou deverá aguardar mil anos", são todos inimigos do povo, notadamente dos cidadãos honestos e cumpridores de seus deveres. Esse pessoal com esse discurso de que "há muitos litígios", "devemos buscar soluções", etc., simplesmente estão seguindo um script engendrado pelos proprietários da República para retardar as reformas que o Poder Judiciário precisam. A partir dos movimentos de rua de 2013 eles ficam assustados. Temem que na evolução da sociedade brasileira se descubra que a causa primária de nossos problemas são os concursos públicos da magistratura manipulados, a falta de juízes, a fraca formação dos magistrados. Temem que com o estudo e reflexão a população descubra os prejuízos que a manipulação da verba de sucumbência causa ao Judiciário e ao País como um todo. Assim, conforme vem sendo feito há 500 anos, criaram essa de que os problemas judiciários serão solucionados simplesmente "não usando" o Judiciário, como se houve de fato entre os contumazes violadores da lei (Estado e poder econômico) alguma intenção real de se resolver algum litígio. Não vemos nos enganar: por detrás desse discurso hipócrita existem apenas fantoches do poder econômico e dos abusos estatais tentando iludir as massas.

Mentalidade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Deixe-me ver se entendi direito essa de "aceitar conciliação". Digamos que o cidadão comum tenha a receber 100 mil do Estado ou do poder econômico, situação comum no Judiciário de hoje. Aí chega um "conciliador" e diz: "melhor você aceitar 5 mil, porque senão o processo vai durar 15 anos e o sr. irá morrer sem receber o que está aqui reclamando". Logo após o lesado diz: "aceito que dos 100 mil que eu tenho a receber 95 mil fique com o Estado e com o poder econômico, uma vez que eu sou palhaço e nessa situação devo aceitar qualquer solução do litígio que os magistrados sem legitimidade popular tentam me empurrar". É essa a "mentalidade" que o Articulista preconiza?

o problema é a justiça gratuita

daniel (Outros - Administrativa)

Ou seja, vale a pena empurrar os processos com a barriga, principalmente o réu (que perde quase sempre), por causa da justiça gratuita.

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