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25º réu

Justiça do Rio ouve o último réu do caso Amarildo

A 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro fez, nesta segunda- feira (28/4), a última audiência de Instrução de Julgamento (AIJ) prevista na ação que apura o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, ocorrido no dia 14 de julho de 2013, na favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Nas audiências anteriores, foram ouvidos os outros 24 acusados dos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha.

O policial militar Dejan Marcos de Andrade Ricardo negou as acusações a que responde feitas nos autos do processo. Segundo seu depoimento, ele recebeu ordem de entrar num contêiner na base da UPP instalada na Rocinha e não sair. Lá dentro, ouviu barulhos e vozes, mas disse não saber identificar de quem eram nem o que falavam. Da ocasião, o PM afirmou lembrar-se, ainda, que chovia e que as soldados femininas Dézia Juliana Costa Souza e Carolina Andrade, arroladas na ação como testemunhas de acusação, ficaram bastante nervosas com o que ouviam. Mesmo assim, ele não saiu de dentro do contêiner para averiguar o que acontecia do lado de fora, pois estaria descumprindo ordem de um superior hierárquico.

Com oito meses de corporação à época dos acontecimentos e atuando na mediação de conflitos entre moradores da Rocinha, Dejan Ricardo disse também que, ao sair do contêiner, não viu nenhum dos acusados pelo desaparecimento de Amarildo de Souza. Quanto às câmeras de vigilância quebradas na entrada da sede da UPP, o policial militar disse que, ao chegar no trabalho, na tarde do domingo 14 de julho, foi informado do problema.

Concluída a fase de oitivas das testemunhas de acusação e defesa e interrogatório dos réus, a juíza Daniella Alvarez Prado aguarda agora a juntada do laudo pericial de voz já requerido nos autos e por demais diligências já deferidas. A conclusão da instrução criminal está condicionada à análise desse material. Só então a sentença será proferida. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Processo nº 0271912-17.2013.8.19.0001

Revista Consultor Jurídico, 29 de abril de 2014, 18h23

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