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Comentários de leitores

5 comentários

Ordem jurídica

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, prezado Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo), nós não estamos aqui defendendo o Líder Grevista, mas sim o respeito às instituições democráticas. Ora, o decreto prisional por um suposto "crime político" ocorrido há vários anos sobreveio justamente no momento em que uma nova greve era organizada e estava em curso. Uma greve, como sabemos, não é organizada nem determinada por um único homem. Se os policiais cruzaram os braços, o fizeram por vontade própria após as deliberações sindicais cabíveis, obviamente sob a influência do Líder. Mas não podemos imaginar que todos os policiais baianos são fantoches nas mãos do sindicato, e agem sob seu comando. A prisão só se justifica após a sentença condenatória transitada em julgado, sendo absolutamente sem nenhuma base lógica ou legal determinar-se a prisão de alguém visando tolher sua atividade sindical por suposto delito ocorrido há muitos meses.

E viva a anarquia e os anarquistas?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Com a devida vênia, ouso discordar dos preclaros comentaristas que me antecederam. Tenho inúmeros familiares em Salvador(BA), e pelo menos duas vezes por ano costumo visitá-los, e a coisa não é tão romântica quando se propõe a defender o tal líder grevista. Não tenho a menor dúvida que o decreto de prisão foi justo e legal. Na verdade, trata-se de uma liderança muito mais apegada a causas pessoais (e políticas!) do que aos verdadeiros anseios da tropa. Visitem Salvador(BA) e conversem com os cidadãos de bem e comprovarão a insatisfação da sociedade com o questionado movimento grevista e a sua agressiva liderança.

Eu estive presente em todas greves

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

O que se via era o terror praticado pelos próprios grevistas, passando em estabelecimentos comerciais pedindo para fecharem as portas, porque haveria muito derramamento de sangue; enviando mensagens em redes sociais, que diziam que o governo não quis negociar e agora a população veria uma guerra civil; homens armados que tomavam ônibus, entre outras coisas.
A Bahia viu do que os nossos policiais são capazes, felizmente não são todos, mas são muitos, e esses mancharam completamente a imagem da corporação.
Infelizmente, hoje, a Bahia não confia mais em sua polícia, eles se mostraram mais perigosos do que os meliantes que eles deveriam prender.
Daí conseguimos entender porque a CF veda o direito de greve da categoria.

Está tudo dominado

JUNIOR - CONSULTOR NEGÓCIOS (Professor)

Vive-se no Brasil uma ditadura jurisidicional, como bem alertou o dr. Pintar. Tudo em pról da "ordem pública" e de um grupo dominante, restringindo absolutamente direitos reconhecidos em nossa Carta Maior. Paga-se salário de Bangladesh miséria ao policial militar, seja ele de qualquer Estado da federação, salvo aquele do DF, e querem cobrar segurança pública "padrão Fifa", da Suiça. Salve-se quem puder!

Ditadura jurisdicional

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O sistema ditadorial de repressão às manifestações legítimas da sociedade hoje é mais eficaz do que na época da Ditadura Militar. Ora, prender-se alguém nos dias de hoje porque ele é líder de uma classe em greve? Onde estão os sindicatos? Porque ainda não forma à OIT?

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