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Comentários de leitores

4 comentários

Proibir o que é necessário? Privilegiar os já estabelecidos?

Lucas Faria (Advogado Autônomo)

Tenho duas sugestões para o novo CED, fruto de meus estudos na área:
1) No tocante à publicidade, entrar em contato com profissionais de Marketing de Serviços para obter estudo sobre o que é necessário para um profissional ter seu negócio reconhecido. Desse modo, o novo CED será multidisciplinar. E o que for necessário deverá ser incentivado e, em alguns casos, não poderá ser proibido, porque faz parte da propria sobrevivencia e arenagem da profissão. Se a publicidade não é enganosa ela privilegia o bom advogado e o cliente.
2) Estudar a figura do MEI (Micro empreendedor Individual) para advogados, porque hoje as sociedades pagam menos tributos que o advogado individual, o que privilegia os já estabelecidos e cria barreira para os novos advogados. Desse modo, já prever no CED que a advocacia em pessoa juridica individual e sua responsabilidade perante a sociedade.
Tentei anexar o artigo científico fruto de um estudo que realizei acerca dos julgados do TED OAB/SP de 2000 a 2010, no tocante à publicidade. Esse estudo foi base do livro que publicamos posteriormente, chamado Marketing Jurídico - Os dois lados da Moeda.

Regras de dominação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

As regras ditadas pelos proprietários da Ordem são bem claras. Veda-se aos advogados "comuns" qualquer espécie de publicidade, ao passo que os ocupantes de cargos e funções na Ordem possuem seus rostos estampados aos quatro ventos, embora muitos deles nada façam de útil à classe ocupando cargos na OAB.

Questão delicada.

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Verdade que o CED/OAB faz restrições, mas enquanto persistem as restrições, sobressai a competência individual de cada Advogado, isoladamente.
Médicos firmados, por exemplo, há tempos deixaram de atender planos de saúde e cobram pelo seu trabalho o quanto entendem que ele vale.
A situação terá uma reviravolta em prol do potencial econômico se houver liberação da publicidade. Grandes escritórios anunciando em cadernos jornalísticos específicos; escritórios de médio porte buscando os mais variados tipos de "parcerias", inclusive com políticos etc.
E certamente o potencial do Advogado individual que é capaz de se destacar pela sua produção e não pela aparência (aparência da roupagem, da embalagem de um suposto produto) será praticamente sepultado.

Isso ai!

Igor M. (Outros)

Enquanto a tendência em grande parte do mundo, principalmente EUA e Europa, é diminuir as restrições ao marketing e publicidade dos advogados, no Brasil a gente vai restringir mais ainda, dificultando ainda mais a vida do profissional. Vai andar na contramão... mais uma vez...

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