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Palestra para advogados

"Não existe democracia com intolerância", diz Cármen Lúcia

A ministra Carmen Lúcia do Supremo Tribunal Federal conclamou sociedade a ser mais tolerante para assim ser possível exercer a democracia de fato. A afirmação foi feita durante conferência magna de encerramento das atividades do Congresso Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. A conferência encerrou o evento que aconteceu no Cine-Theatro Central de Juiz de Fora nessa quinta e sexta-feira (10 e 11 de abril) e apresentou seis painéis sobre diversos temas ligados à advocacia. 

Segundo a ministra, “não existe democracia com qualquer tipo de intolerância. Precisamos amadurecer nossa democracia para, enfim, exercê-la de fato. É preciso que a sociedade se constitucionalize, com um movimento que demonstre que sabe quem é e para onde quer ir. É preciso trabalhar para se ter o Brasil que se merece”, afirmou.

Disse ainda que estamos vivendo um momento peculiar. “Cada geração quer o melhor para si e para as gerações que virão. O que era justo para meus bisavós, pode não ser para mim. Uma sociedade deve saber e buscar o que é justo para si. Os senhores me pagam, enquanto cidadãos, para que eu exerça essa justiça. Cada cidadão deve pensar sobre si mesmo, com o outro e sobre o outro, para amadurecer a ideia de que sociedade temos e qual queremos ter. E ainda devemos entrar no mérito de qual sociedade merecemos pelo que fazemos”, propôs.

No início do evento, foi exibido o vídeo oficial de promoção da XXII Conferência Nacional dos Advogados, que acontecerá de 20 a 23 de outubro de 2014 no Rio de Janeiro, e deve reunir mais de 20 mil profissionais e estudantes. Nesse intuito, o Congresso Nacional da OAB serviu para conferir os ajustes finais no temário da Conferência.

Carmen Lúcia ainda recebeu de Silva Chaves, em nome do presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, uma placa em homenagem aos trabalhos jurídicos prestados ao país.

Compuseram a mesa os membros honorários vitalícios da OAB, Marcelo Lavenère e Roberto Antônio Busato; o presidente da seccional mineira, Luis Claudio Silva Chaves; o conselheiro federal pela OAB-MG, Paulo Roberto de Gouvêa Medina; o vice-presidente da Caixa de Assistência aos Advogados da OAB-MG, Wagner Parrot; a secretária-geral da OAB-MG, Helena Delamônica; e a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-MG, Valquíria Valadão. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Federal da OAB.

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2014, 15h51

Comentários de leitores

2 comentários

Democracia e expressões de sentimento humano.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

A dd ministra carmen lúcia, data máxima vênia, misturou tudo! Sim, porque tolerância nada tem a ver com a democracia, no sentido de que, sem ela- a tolerância- não existiria democracia. Aliás, uma das características da democracia é não exigir a unanimidade. E a unanimidade é aquela expressão em que não há oposições. Todos pensam e agem da mesma forma. A tolerância tem pertinência com a emoção ou a percepção do pensamento. Mas a democracia está sobre ela, porque no seio da democracia há espaço para a intolerância, para a tolerância, para a paciência, a impaciência, a compreensão e a incompreensão.
Destarte, como é possível que nos conduzamos em consonância com a constituição, quando a constituição brasileira é um poço sem fundo de incoerências e inconsistências, que nem ós próprios ministros, colegas da dd. Ministra carmen lúcia, todos de notório saber, conseguem compreender?
Assim, dd. Ministra, na democracia existem os crimes, exatamente porque, como ocorre na mecânica, muitas vezes a quantidade de desvios (tolerância) que um cidadão consegue suportar ultrapassa sua base de dados e ele explode, criminalizando-se. Daí, ínclita ministra, na democracia ocorre a intolerância e a tolerância. Mas o segredo é que o cidadão democrata tem uma capacidade de suportar desvios plenamente controlável, por exemplo, quando assiste decisões de sua corte constitucional em completa dissonância com os próprios princípios que se presumia existentes na constituição.
Dd. Ministra. V. Exa. Tem merecido, em muitas ocasiões, o respeito da república e, portanto, dos cidadãos brasileiros, mas é mister que seus conceitos se ajustem à realidade do país e se sintonizem com os parâmetros de uma república, na conceituação que nos dá norberto bobbio.

Intolerância

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tudo bem, tia Cármen Lúcia, vamos ser tolerantes com as ações judiciais que duram 1.000 anos, inclusive no STF, com a criminalidade que domina o Estado brasileiro, e com a insegurança jurídica que faz de nós cidadãos honestos verdadeiros bobos da corte.

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