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Senso Incomum

Benzo caneta e vade mecum para OAB e concursos

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27 comentários

Isso não é nada, Prof. Lênio, há muito mais...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Permito-me não ingressar ao mérito da questão que o insigne articulista aborda, por motivos mais que óbvios e a partir de uma premissa insofismável: esse episódio nada representa, quando associado ao universo da ignorância plena de docentes e discentes (tanto de graduação como de pós-graduação).
Tudo não passa de um patético "faz-de-conta", onde "sábios juristas" dizem "ensinar" e alheados acadêmicos (ou graduados, nos casos de pós-graduação), entre um bocejo e outro, contam ansiosos os minutos que faltam para finalizar a "aula".
O trinômio missioneiro da Universidade - pesquisar, ensinar e difundir -, esteio do desenvolvimento de uma nação, foi jogado ao latão de lixo. A fama (não raro infundada) passou a substituir o estrito e verdadeiro conhecimento, ao passo que o aprender transformou-se em leviano suportar uma diuturna contagem regressiva de ansiosa expectativa pelo gongo salvador.
Como afirma Romero Sánchez, tudo deriva da tradição universitária (de grado e de pós-grado) e do papel do docente que, de tão arcaico este último, veste bem o papel de "gata borralheira" da Universidade (Justo Nieto): "na promoção do professorado, conta muito pouco ser um bom docente".
O resto é decorrência mais que lógica desse deprimente cenário - com as costumeiras e raras exceções, claro.

Brilhante

Izimar Dalboni Cunha (Professor Universitário - Criminal)

Parabéns pela brilhante exposição. Por sorte tive você como professor de Hermenêutica no mestrado.

Inveja mata?

Arantes, M. (Professor Universitário - Dano Moral)

É duro ver um Doutor chegando a este nível por conta de 2 questões em uma prova, onde se um dia ele conseguir ser professor de um bom cursinho (é isso que ele quer) vai ter no máximo 2 aulas por curso, e isso deve refletir na atual conjuntura menos de mil reais.
A Procuradoria do RS deve pagar muito pouco para o ilustre procurador chegar a este nível. lamentável.

Processo

Homer Asiático (Outros)

É evidente que o Curso Alcance tem que processar o articulista.

Como modificar a lógica (perversa) dos concursos públicos?

Leandro H. M. Bento (Outros)

Acho essa a coluna mais importante do ano, até o presente momento, porque denuncia também a lógica perversa dos concursos públicos (lógica essa que envolve muita grana, envolvendo faculdades, cursinhos preparatórios, livros, apostilas, etc!). Ocorre que todas essas questões sobre a mediocridade do ensino jurídico têm também a ver com a mediocridade das provas da OAB e de concursos. Enquanto a forma dos concursos não mudar, os empreendedores do (muito lucrativo!) ensino jurídico não mudarão seu jeito de fazer as coisas. Esperar que os que mais lucram com essa farra toda parem de levar isso adiante, de uma ora para outra, é ingenuidade. Lenio Streck já deu a letra: "É só não fazer perguntas imbecis!". Ocorre que parece não haver interesse político para tanto... Só isso.

Brilhantismo

Tandara Martins (Estudante de Direito)

Sou aluna da Profa. Flaviane na UFOP. Foi por meio dela e do Prof. Bruno Camilloto, principalmente, que conheci o professor! Estou no terceiro ano de Direito ainda, há muito por aprender! Mas sou grata por ter acesso aos seus textos e brilhantismo crítico. É muito empolgante! Obrigada professor!

Lenio, eu te odeio!

Alex Bittencourt (Servidor)

Por culpa sua, eu tive que parar para refletir, encarar a mediocridade do meu conhecimento e reconhecer a minha completa falta de domínio de conceitos básicos da área jurídica.
Como seria melhor continuar no meu maravilhoso mundo do autoengano, no qual me nutria com doses diárias de manuais simplificados descomplicados e apenas repetia acriticamente o que diziam ser necessário saber para passar em concurso público. Afinal, é tudo o que importa, não? Tudo era muito mais fácil!
Eu era feliz, mas agora tenho que conviver diariamente com essa angústia crônica que habita o meu ser depois de contemplar a vastidão do horizonte do conhecimento, que é infinito. Depois disso, descobri que por mais que eu estude todas os segundos da minha vida, apenas vou apreender uma minúscula fração de tudo que se tem pra saber. Ficou a sensação de impotência, de insignificância e limitação.
"Obrigado" por ter arruinado a minha vida!

Ainda nos resta esperança?

JeaneABXavier (Funcionário público)

Sou aluna de Direito em uma faculdade particular, e essa semana presenciei uma cena vergonhosa. Um professor ditou um conceito, e sendo ele muito extenso (e por vezes mal formulado a ponto de o "mestre" mandar colocar vírgulas somente quando o seu fôlego acabava), os alunos choramingaram e ele resolveu "resumir" o que havia dito, pra ficar mais fácil os alunos decorarem, ops, estudarem pra prova. Depois ainda disse que ficava feliz com o nosso sucesso. Eu disse que aquilo não podia ser verdade e acabei sendo criticada, veja só, pelos colegas acríticos. Esse mesmo professor um dia, citando Michel Foucault, escreveu "Fucoult". Ainda nos resta esperança?
Meu bunker já está quase pronto.

Se aprovam esses alunos, então cobram o conteúdo aprendido

Luís Guilherme Marques (Estudante de Direito)

As colunas cada dia me surpreendem mais, não vemos professores dizendo essas verdades (não imagino um professor com a sinceridade do ilustre João Bosco Pinto Lara, perfeito seu texto esta semana).
Não se discute o nível baixo da educação em geral no Brasil, muito ruim, não só na graduação, pois em minha opinião as faculdades sofrem os reflexos da má iniciação dos alunos no ensino fundamental, como da péssima formação dos jovens, é ilustrada a precariedade na prova de filosofia.
O ponto que não consigo entender é o nível tão ruim, os professores dizendo bobagem, com alunos cada vez mais adeptos aos resumos e esquematizados, em contra partida o sucesso desses instrumentos, desses professores, os resultado e aprovações comprovados nos concursos mais difíceis do Brasil, obtidos justamente por estas pessoas.
Não seria mais adequado o pensamento no que diz respeito à cobrança das bancas nos certames por todo o Brasil? Pois isso é lógico, não haveria uma epidemia desse pensamento por todos os cursinhos, materiais resumidos e esquematizados sem os resultados comprovados pelos alunos aprovados.
A massa pode ser burra, mas percebe os resultados e meios para alcançar os objetivos.
É evidente que os cursinhos criticados veementemente no senso incomum possuem resultados nos mais difíceis concursos do Brasil.
Não quero dizer que esses cursinhos, autores e professores estão certos, muito menos aferir o nível dos aprovados nas mais diferentes teorias jurídicas, mas também não consigo dizer que estão errados.
Vendem o que é cobrado, caso contrário não fariam o sucesso que fazem. Será que o problema não esteja no próprio sistema que cobra a prova?

Ainda nos resta esperança?

JeaneABXavier (Funcionário público)

Sou aluna de Direito em uma faculdade particular, e essa semana presenciei uma cena vergonhosa. Um professor ditou um conceito, e sendo ele muito extenso (e por vezes mal formulado a ponto de o "mestre" mandar colocar vírgulas somente quando o seu fôlego acabava), os alunos choramingaram e ele resolveu "resumir" o que havia dito, pra ficar mais fácil os alunos decorarem, ops, estudarem pra prova. Depois ainda disse que ficava feliz com o nosso sucesso. Eu disse que aquilo não podia ser verdade e acabei sendo criticada, veja só, pelos colegas acríticos. Esse mesmo professor um dia, citando Michel Foucault, escreveu "Fucoult". Ainda nos resto esperança?
Meu bunker já está quase pronto.

Até quando??

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

As bancas de concursos tem criado Direitos paralelos, não interessa que a lei diz, interessa o que eles dizem.
Nós achamos normal se falar em "estudo da BANCA".
Pior, é ver o descaso quanto ao tema, quando se utiliza a doutrina o faz de forma deturpada.
Mas não é só, nossas bancas não conseguem fazer uma mínima interpretação de texto: a banca do trt2, conseguiu inferir do artigo 307 do CC, que a eficácia do pagamento depende da transmissão da propriedade, nem vou falar das diversas formas de pagamento.
Prosseguiram: incompetência em razão do lugar deve ser arguida em contestação; É prevento, na JT, o juízo que despachou primeiro (nem há despacho inicial na JT); Grupo ecônomico, na JT, sem coordenação nem subordinação; Alteridade é o empregado prestar serviços que se reverterão em favor se outrem; Os procuradores do Estado e do DF fazem parte da AGU; Modificou a denominação do Princípio Jurídico (Arruda Alvim) para Princípio Jurídico da Eficiência, entre outras.
Mas o nosso judiciário diz não poder substituir a banca na correção das questões. Até onde iremos?

Aconteceu comigo

João Henrique Tavares Lopes Cardoso (Estudante de Direito)

Professor L. Streck, estudo no Uni-RN e diariamente passo por situações como essa que o senhor relatou no texto. Na ultima semana meu professor de recursos veio com a seguinte pérola, depois que o interpelei dizendo-lhe que tinha autonomia para pensar e colocar uma "doutrina distinta da que ele havia ensinado" na prova: "você não tem que pensar nada! você só vai pensar alguma coisa quando for pos-doutor, doutor, mestre... Aqui você vai ser doutrinado!". Tive que engolir seco e ir com essa para casa.

Erros banais, mas comuns.

FNunes (Defensor Público Estadual)

"Disse, também, coisas como: 'Ronald Dworkin começou trabalhando com princípios e depois a sua teoria foi aperfeiçoada por Alexy'."
Isso é uma atrocidade, mas o pior é que não apenas esse, mas muitos professores, acreditam nisso. E vivem reproduzindo essa bobagem em todo lugar que passa. E essa de Kelsen ser um exegeta, então, é outra bobagem que vivem propagando por aí.

o cego do conjur

afixa (Administrador)

Sera que os alunos do sul nao fazem Enade. Conta ai professor como é o Enade ? Conta o que acontece se o alunos forem mal. Na internet é muito facil ser sabichão....
Vida de gado? Leia uma coluna e repita. Repita. Repita.
Procurem saber o que é Enade.

ótimo!

R. G. (Advogado Autônomo)

A crise no ensino do direito é flagrante. Mudemos o modo dos concursos ou as bizarrices só se multiplicarão!

Lenio, eu te amo!

Vyca (Funcionário público)

Professor, apesar de não ser o "pai tício", você adivinha meus pensamentos e traduz meus sentimentos. Sou estudante de direito de uma faculdade particular e tem dias que tenho que sair da sala porque não aguento ouvir tanta cretinice. Outro dia uma aluna, na aula de prática recursal, reclamou que na aula de Direito do Trabalho só se fala de direitos do trabalhador, que parece que o Direito do Trabalho só protege o trabalhador. E o professor concordou. E ainda disse que as coisas estavam melhorando, que os juízes mais novos já traziam uma visão mais "neutra". Como assim? Não sei se me mato ou se me suicido. Talvez seja melhor largar a faculdade... E estocar comida, bons livros e bons filmes.

LeandroRoth (Oficial de Justiça)

Observador.. (Economista)

Para mim, assim como o do senhor aamonteiro (Advogado Assalariado - Civil), são ótimos comentários.Fulcrais.
Há certa discussão que poderia surgir adiante, após se atacar o problema real.
Que são os concursos, a vontade de "encostar no estado" sem qualquer vocação e o "treino" (como bem usou o professor do tal Alcance em sua tosca sinceridade)sofrido por nossos alunos.Em todos os níveis.
Estamos assistindo a uma vulgarização do país e a criação de toda uma casta estatal dependente das benesses de um "Estado-mãe"(ou será pai?) e, por isso, silenciosa diante dos desmandos e da vulgarização ideológica da nossa educação.
Havia uma música que falava, no passado, em um povo-gado.Um povo bovino e marcado.Um povo (que pensa ser)feliz.É nisto que estão nos transformando há anos.

Regras do jogo.

Giancarlo (Advogado Assalariado)

Infelizmente, a verdade é esta: as regras dos concursos estão postas e quem quiser brincar que se submeta a elas. Faço um cursinho tradicional em São Paulo e estudei também numa universidade muito conceituada. Passei na OAB com tranquilidade e sem cursinho, o que atribuo à dedicação durante a graduação. No entanto, se eu pretendo ingressar num concurso público, tenho que me submeter ao que as provas exigem e "saber" as matérias do modo como as bancas querem, concordando ou não. E nesse ponto meus professores no cursinho são bem honestos, o que me surpreendeu. Muitos dizem: "Isso aqui é assim porque o STJ entende assim. Mas está errado por causa de X, Y e Z. Porém, na prova respondam como o STJ, depois que você passarem defendam o que você acham certo." Muitos professores se ressentem disso (um deles, inclusive, nos recomendou ler um artigo do Prof. Lênio Streck aqui no Conjur), pois o problema da qualidade do ensino do direito e das decisões dos tribunais afetam a todos. Mas o que se há de fazer se os concursos perguntam sobre pessoas-lagarto, Tício e Mévio e Ladra Jane? Pois que mudem as regras do jogo.

Dúvidas... Filosofia ou Fanque?

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

O Professor que aplicou a prova disse foi uma ironia.
Mas aí lembrei-me das aulas de Filosofia no ensino médio e fiz uma comparação com os professores que estão preenchendo espaço na mídia. E nessa comparação, constatei uma diferença brutal na didática... Uns são chatos, dão sono (os meus professores do ensino médio); outros conseguem chamar a atenção dos ouvintes, inserindo fatos passados (os filósofos da antiguidade) no contexto da atualidade. Bingo! Passa-se a entender a matéria e a ver a sua utilidade prática. Pena que fora da sala de aula...
Dúvidas:
Foi realmente uma ironia?
Foi um modo de dar um pontinho para que os alunos (eventualmente desanimados com a disciplina) pudesse tirar a nota mínima?
E se o aluno, além de não gostar de (não entender) Filosofia, também não apreciar (não ouvir) fanque? Provavelmente vai errar a letra da "canção" (porque é fanque!) e vai errar o ponto relativo à Filosofia da "Profa. Popuzada" pois, seja lá qual for a linha de pensamento, o aluno também não aprecia a matéria Filosofia em qualquer uma das suas vertentes.
E aí? Não conseguiu nota por não gostar da matéria ou não conseguiu nota por não gostar/ouvir fanque?

Nota da Redação - comentário ofensivo Comentário editado

João Corrêa (Estagiário - Previdenciária)

Comentário ofensivo removido por violar a política do site.

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