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Comentários de leitores

4 comentários

Na volta de feriado prolongado local...

Marcelo Francisco (Procurador do Município)

... encontro duas respostas para coisas que me incomodavam.
No texto vejo que o Supremo deve evoluir para um Tribunal Constitucional. Basta ler o texto...
E estou achando (desculpa, mas é palpite) que essa tal discricionariedade não existe nem no Direito Administrativo. Acho que algum brasileiro já escreveu sobre isso.
Abraço.

São dois olhos, dois ouvidos, duas narinas e... só uma boca!

FNeto (Funcionário público)

Dizem por aí que a sabedoria oriental prega o silêncio como possível caminho à sabedoria, a qual seria construída na travessia do andarilho. Outra interpretação seria a aplicação da proporcionalidade. Vejam só! Ela, a proporcionalidade (mas sem qualquer ponderação de naipe alexyano; argumento "ab auctoritate" é isolante, deixa o debatedor falando sozinho com sua autoridade). Afinal, o ser humano tem dois ouvidos e uma boca, devendo usá-los nessa proporção, segundo a sabedoria chinesa. Seria algo como a proibição da proteção deficiente ("Untermassverbot") e a proibição de excesso ("Übermassverbot"). Devemos nos proteger...! Conquanto o ser humano possua duas mãos, essa linha de raciocínio como travessia ao desenvolvimento pode e deve ser aplicada à fluidez de teclar comentários na internet, espaço virtual da intersubjetividade. Escrever é andar por aí, arriscar-se em caminhos, mais das vezes, desconhecidos. Precisamos estar preparados para essas andanças, pois há predadores endógenos e exógenos. Por exemplo, um jogador de futebol deve treinar bastante e/ou ter muito talento, deve entrar em campo fardado, observar as regras do jogo, não cometer faltas, etc. Caso não tenha essa pré-estrutura compreensiva estará fadado ao insucesso ou sequer entrará em campo...! Isso tudo no nível hermenêutico. Caso opte, apofanticamente, por permanecer na sua tentativa de jogar futebol, poderá acabar jogando botão, manipulando objetos. A linguagem será uma mera palheta, como terceira coisa que se interpõe entre o sujeito-jogador e o objeto-botão. Toda a complexidade envolvida em um verdadeiro jogo de futebol, a qual se notabiliza em uma final de campeonato, fica velada. PS: Andé, Gadamer e Lenio já escreveram mais de 1780 caracteres, limite aos comentários nesta ConJur.

Decepcionante

FNunes (Defensor Público Estadual)

É realmente lamentável ver um nome tão forte no Direito, como é o caso de Alexy, não conseguir compreender algumas páginas de Gadamer. E falo isso porque basta ler poucas páginas de Verdade e Método para (se começar a compreender até onde vai redundar a sua crítica ao método nas ciências do espírito. E se percebe logo que não vai dar em um relativismo ou em algo aberto em que nunca se chega a uma resposta. E essa da ponderação dentro da integridade... arg! É algo realmente tão assustador quanto o desconhecimento da obra de Gadamer! Como compatibilizar a ponderação com a necessária exigência de coerência em Dworkin? Realmente não sei. Comentários como esse certamente mais atrapalham do que ajudam a sua própria teoria. Transformar tudo em ponderação é levar a sua teoria a um caminho que vai redundar em discricionarismo puro e sem volta. Alexy está destruindo a própria teoria que teve tanto trabalho para construir.

Alexy não sabe de nada... Só o lênio

Ector Bonilha (Administrador)

Incrível como se pega um jurista do naipe de Alexy, e simplesmente se diz que ele não sabe do que está falando.
Como assim, meus caros? Falta-lhe bagagem filosófica, é isso? Então não dá para escolher a filosofia analítica como suposto da abordagem do direito em uma país de origem romanística?
É simples fazer crítica no Brasil. Você diz que ninguém lê nada - se leu, não compreendeu - e que toda a interpretação da obra de um autor estrangeiro decorre de equívocos na compreensão.
Parece-me, com a devida vênia, tarefa mais fácil que esquematizar o direito - função, aliás, tremendamente criticada por um dos autores do post.

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