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Segurança e controle

Polícia Federal vai gastar R$ 90 milhões na Copa do Mundo

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A Polícia Federal recebeu R$ 90 milhões do Planalto para ações articuladas para a Copa do Mundo no Brasil, o que inclui segurança de aeroportos, controle de imigrantes, atividades antiterroristas e acompanhamento das delegações estrangeiras. O custo foi apresentado pelo delegado Felipe Tavares Seixas, coordenador de segurança de grandes eventos do Departamento de Polícia Federal, durante o 6º Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que ocorre entre 2 e 5 de abril, nas cidades de Vitória e Vila Velha (ES). Será a maior operação da PF já realizada no país, segundo Seixas, com 6.700 servidores em atuação durante o evento. 

O valor total para gastos com segurança pública é de R$ 1 bilhão, como afirmou o secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Andreis Augusto Passos Rodrigues, cuja área é vinculada ao Ministério da Justiça. Também delegado federal e participante do evento, promovido pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Rodrigues disse que os investimentos começaram em 2012 e chegaram em R$ 374 milhões neste ano. O montante não envolve ações de Defesa, que terão orçamento próprio. Para a Olimpíada de 2016, serão mais R$ 500 milhões.

O secretário disse que todos os equipamentos e as experiências adquiridos ficarão como legado da competição. Defendeu ainda a forma como policiais serão destinados para o evento. “Às vezes surge o debate de que a Polícia Federal perde seu foco para cuidar de jogo, sai de suas responsabilidades. A polícia não se afastará um milímetro de suas obrigações legais”, disse Rodrigues.

Foi montada uma estrutura paralela para atuar na Copa, com uma hierarquia própria. A operação Copa tem regras específicas sobre vestuário e postura dos servidores recrutados – assistir a vários jogos e pegar autógrafos está fora de cogitação. Trinta e dois delegados atuarão como chefes de segurança das delegações, o que Rodrigues chamou de “joia da coroa” entre as atividades listadas. A ideia é que os órgãos de segurança atuem de forma integrada, com centros de controle regionais ligados às 12 cidades-sede coordenados pela secretaria.

*O repórter viajou a convite da ADPF.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 4 de abril de 2014, 18h28

Comentários de leitores

6 comentários

Pergunte a Esfinge!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Quanto de dinheiro público custará essa megalomania do Lula jogada no colo da Presidente Dilma? Porque ela não disse não a essa insensatez, se todos tinham plena consciência da incapacidade financeira, técnica e de pessoal qualificado de nosso país para levar adiante um evento dessa magnitude? É uma pergunta que não quer calar.

Delegados são gestores??

Paulo de Faria (Outros)

Delegados são especialistas em administração ou direito?! Todos sabemos a “qualidade” da tradição política brasileira, e essa é uma das pérolas: nosso “direito consuetudinário” consagra equivocadamente delegados federais como chefes da PF. Constitucionalmente, estão vinculados à presidência de IPL (inquérito Policial). E ponto. Mas como não gostam de “tocar” inquéritos (isso quando sabem) e sendo certo que o IPL cedo ou tarde vai acabar (anacrônico, é uma fonte de impunidade e já não existe em países evoluídos - só atrasa a Justiça e encarece o sistema), então agarram-se como carrapatos a todas as chefias do DPF (inclusive de sub-setores de delegacias que nem IPL tem) e patrocinam com todas as forças projetos absurdos como a PEC-37. Instituições sérias de POLÍCIA, como o FBI, se fazem com carreira única, e as chefias são conquistadas com antiguidade e mérito.

Incoerência ....

FlávioA (Outros)

Parece contraditória a informação de que os órgãos de segurança só atuarão dentro de suas atribuições e a atribuição de chefes de segurança das delegações. Vamos lá, a Copa é organizada pela FIFA, que é entidade privada. As delegações são parte das confederações de futebol de seus países. Essas confederações são entidades privadas. Logo, se os órgãos de segurança atuarem na segurança dessas delegações estarão prestando serviço à entidade PRIVADA. O que CERTAMENTE NÃO É ATRIBUIÇÃO DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS BRASILEIROS.

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