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Candidatos a concurso

CNJ amplia hipóteses de comprovação do exercício da advocacia

A comprovação do exercício da advocacia para os candidatos ao concurso para notários e oficiais de registro do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios pode seguir, além da hipótese de comprovação de exercício da advocacia prevista no Edital 1/2013, a forma expressa no artigo 5º do Estatuto Geral da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil. Essa foi a decisão liminar da conselheira Luiza Cristina Frischeisen, do Conselho Nacional de Justiça, ao ampliar as formas de comprovação do exercício.

Para comprovar o exercício da advocacia, o edital do concurso exige a demonstração do recolhimento previdenciário e uma declaração do contratante ou beneficiário do serviço prestado. As exigências, segundo um dos candidatos ao concurso, violaria o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994) e o Regulamento Geral da OAB.

De acordo com o candidato, autor de um pedido de abertura de Procedimento de Controle Administrativo questionando o edital, o artigo 5º do Estatuto da Advocacia diz que a comprovação do exercício da advocacia pelo profissional liberal deve ser feita por meio de “certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais”, “cópia autenticada de atos privativos” ou “certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do seu ofício, indicando os atos praticados”.

Em sua decisão, a conselheira afirma que o edital previu hipótese diversa de exercício da advocacia do que a estabelecida no regulamento da profissão. “Desse modo, considerando tratar-se de comprovação de atividade de advocacia que o próprio Regulamento da Lei 8.906/1994 prevê, necessária a retificação do certame de modo a dispor sobre tais hipóteses de caracterização do exercício da advocacia”, afirma a conselheira.

A liminar terá validade até que o Plenário do CNJ se manifeste sobre a decisão da relatora, na sessão do dia 8 de abril. O Plenário pode manter ou não a medida. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2014, 15h56

Comentários de leitores

1 comentário

Até uma criança percebe a arbitrariedade dessa decisão!

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

É evidente que essa exigência contraria a ordem legal e constitui mais um ato abusivo do Poder Judiciário que a expediu. Na verdade, querem dificultar que advogados compitam com juízes nesses concursos, pois muitos estão levando os melhores cartórios.
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É uma VERGONHA quando um órgão jurisdicional age de forma arbitrária, sem deixar nada a desejar aos mais repugnantes ditadores autoritários de que se tem conhecimento, subestimando a inteligência de todos.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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