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Fuga para o Brasil

Senador boliviano presta depoimento à Justiça brasileira

O senador boliviano de oposição Roger Pinto Molina prestará nesta quarta-feira (11/9), pela primeira vez, depoimento à Justiça do Brasil desde que chegou ao país há duas semanas. O parlamentar será ouvido às 14h30, na 4ª Vara da Justiça, em Brasília. O testemunho faz parte do processo de sua retirada da Bolívia, no último dia 22, coordenado pelo encarregado de Negócios do Brasil em La Paz, Eduardo Saboia.

O advogado Ophir Cavalcante Junior, que defende o diplomata Eduardo Saboia, solicitou à Justiça o depoimento de Pinto Molina. “É muito importante ouvi-lo para que ele possa relatar tudo o que viveu nos 15 meses em que ficou na Embaixada do Brasil na Bolívia. O depoimento é fundamental para a defesa do Sr. Saboia”, disse.

Pinto Molina ficou 455 dias abrigado na Embaixada. Ele foi retirado da Bolívia rumo ao Brasil, em uma operação organizada por Saboia, desencadeando uma crise diplomática. O então chanceler Antonio Patriota foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado. Em junho de 2012, o Brasil concedeu asilo diplomático ao senador, mas o governo boliviano não deu o salvo-conduto para ele deixar o país.

No Brasil há 15 dias, Pinto Molina é classificado como um “delinquente comum” pelo governo boliviano. O senador nega as acusações relativas a desvios de recursos públicos e corrupção. No total, são mais de 20 processos.

Na semana passada, esteve em Brasília uma missão boliviana de alto nível, formada por três ministros integrantes do Ministério Público, que apresentou documentos ao Ministério da Justiça sobre os processos judiciais envolvendo Pinto Molina.

Paralelamente, Saboia é alvo de investigações de uma comissão de sindicância, formada por dois embaixadores e um auditor da Receita Federal. O grupo apura as responsabilidades do diplomata na retirada de Pinto Molina da Embaixada. O ex-encarregado de Negócios é acusado de quebra de hierarquia. A defesa nega. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2013, 13h24

Comentários de leitores

1 comentário

Ressarcimento

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Impressionante como no Brasil o dinheiro público é usado como se fosse folhas ao vento. Ora, não há nada a fazer neste caso senão enviar o cidadão boliviano imediatamente de volta, pela forma mais barata possível, e ingressar-se imediatamente com a ação cível de ressarcimento e a ação penal contra todos os responsáveis pela ação delituosa. Muito provavelmente, esse crime já deve ter custado ao cidadão brasileiro, considerando a imensa movimentação do aparato público, algo em torno de 2 ou 3 milhões de reais enquanto faltam escolas, hospitais, médicos, estradas, etc., etc. Prendam-se os bandidos, condene-os às penas prevista no Código Penal e ponto final.

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