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Comentários de leitores

11 comentários

Regras de Trato Social

Rafael J. Dias (Advogado Sócio de Escritório)

E são esses tipos de comportamento que tornam o Judiciário a ultima ratio.
Não é, simplesmente, novos institutos jurídicos ou novos órgãos, mas o bom e velho, e sempre eficaz, por favor, com licença, obrigado e não há de que!
O respeito ao ser humano, e a capacidade de se colocar no lugar do próximo.
Enriquecendo, ipso facto, o Homo Juridicus moderno.

Promotor lidava com fatos mais pitorescos nos anos 70

Carlos Jordão-Carvalho (Advogado Sócio de Escritório - Família)

Era assim mesmo, lembro-me bem e com saudades, pois integrei o MP de São Paulo de 1965 a 1993. Do lado do Promotor também havia episódios curiosos, lembrando-me de um colega de comarca próxima a Fernandópolis/SP, com 3 anos de carreira, que receberia a visita do então “bravo” e “temido” Dr. Werner Rodrigues Nogueira, o Corregedor Geral do Ministério Público, também fora Procurador Geral de Justiça. Consta que durante semanas expediu as intimações (convites, na realidade) para que as partes comparecessem às 13 horas do dia marcado para a correição. Quando o Dr. Werner chegou, tinha gente saindo pelas janelas, muitos pendurados na escada, um mundão de gente, enfim. Só que o expediente de nosso colega não era novidade alguma, já havia sido antes utilizado.

Não mudou

Gini (Servidor)

Doutor Vladimir, Dr. F. Tourinho Neto,
ainda É assim no interior do Nordeste. Os relatos são de tempos atrás, mas no interior ainda tem muito disso. Achei muito interessante o texto e morri de rir.

Depoimento Poético!

Humberto M.O. (Advogado Autônomo - Civil)

Prezada Professor Vladimir,
Quero agradecer-lhe por proporcionar-me leitura tão agradável e didática. Retiro das descritas experiências rico aprendizado e, apesar de se tratar de descrição fidedigna doutras épocas, acredito que os personagens descritos subsistem nos rincões deste nosso Brasil.
Digo isso porque sou natural do interior de Minas Gerais e, apesar de contar com a mesma idade de V. Sa. contava naquele contexto, já presenciei várias situações similares, já convivi com várias pessoas aparentemente sem educação e sem instrução para a vida, mas ricas de boa vontade, ávidas por um pequeno gesto de amparo, uma orientação simples.
Essas pessoas ainda existem e esse mesmo espírito que você tão bem descreve, presente na maioria dos Promotores de Justiça (ainda atualmente), é que inspira, me instiga e me cativa nessa bela função. Estou a tentar ingresso na carreira, e, dentre os vários atrativos, e dentre as várias atribuições (muitos inimagináveis àquela época), promover a justiça junto à essa gente simples do interior é para mim um objetivo de vida.
Por tudo isso, o sincero agradecimento, de quem espera ler mais depoimentos poéticos da vida real, quem sabe não de tempos passados, mas em tempo presente, de modo a aquecer a esperança em tempos futuros!
Um abraço,
Humberto Mendes Oliveira.

Lembranças do passado profissional

pmsc (Outros)

Doutor Vladimir, como sempre, escrevendo bem com textos agradáveis de ler. O meu caso pitoresco foi quando um preso pediu-me para conduzir uma cruz por motivos religiosos, fora do xadrez. Quando deferi sob condição de condução algemada, ele respondeu: então estou desistindo doutor ....

Nossa lida

Selma Magda Pereira Barbosa Barreto (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Excelentíssimo colega,
Ainda estou longe da aposentadoria, mas vejo, com grata satisfação, que as experiências se repetem, em São Paulo, em Pernambuco, onde atuo, ou nos variados recantos do País. Sinto saudades dos tempos em que ingressei no MP (18 anos atrás), vivia essas situações e as resolvia com uma conversa séria. Certa vez, uma mulher me procurou com os pés de uma galinha que um grupo de meninos roubara de seu quintal no final da noite de brincadeiras e fez um churrasco, que regalou a todos. A mulher sofria porque era a melhor galinha que possuía. Perguntada quantas teria, ela disse que era a única. Convidados os adolescentes e os pais, compomos o conflito, com a substituição da "falecida" por outra de igual porte; os jovens tiveram que se submeter ao ECA, para não mais saírem à noite comendo as aves dos quintais alheios! Muitas outras situações hilárias fizeram de meu múnus uma alegria diária, da qual sinto saudades nesses tempos dos black blocs, da internet e dos smartphones, que não permitem mais a convivência real das pessoas. (Selma Magda Barreto-PE)

"Promotor lidava com fatos mais pitorescos nos anos 70"

Fernando Tourinho Neto (Advogado Autônomo - Criminal)

Vladimir conta uma realidade. Fui Promotor Público no sertão da Bahia na última década de 60 e era exatamente assim como Vladimir narra. Tourinho Neto

Elogios atrasados

Bernardo Lubambo (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Venho acompanhando sua coluna há algum tempo, mas confesso que sempre tinha preguiça para efetuar o cadastro prévio indispensável para poder comentar. Hoje, num domingo, sobrou um pouco mais de tempo. Parabéns atrasados pelas sempre razoáveis palavras, fruto de valiosa experiência. Lembro de sua coluna sobre a vocação para ser magistrado, com a qual me senti muito bem, e também de uma mais recente, em que o senhor fala, entre outras coisas, sobre receber o corregedor no aeroporto, opinião alias que foi abordada pelo também (ótimo) colunista Lênio Streck, que dela discordou. O que o senhor disse na ocasião foi o que é. O que Streck disse foi o que deveria ser. Ambas as percepções são importantes. No mais, quero-lhe encorajar a continuar transmitindo aos mais jovens aquilo que jamais encontraremos nos livros: experiência de vida. Cordiais saudações.

Interessante!

Joel RN (Outros)

Aos domingos não posso deixar de ler os artigos desse nobre desembargador! Ensina muito, sem palavras difíceis ou sinônimos desnecessários, tendo por base situações cotidianas e curiosas. Os nobres candidatos à magistratura não podem deixar de ler seus ensinamentos, pois o que se enfrenta no dia à dia são as mesmas situações de outrora, porém adaptadas aos nossos dias. Parabéns!

Bons tempos

Amaralsantista (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Esta semana o Prof. Vladimir nos fez voltar num período em que os operadores do Direito laboravam com alegria e havia respeito mutuo entre advogados, promotores públicos e magistrados, todos na mesma linha hierárquica. Me desculpem os mais novos, mas só os mas antigos sabem o que foi aquela época. Saudosismo á parte, este artigo foi uma lição de experiência e humildade. Que todos nós reflitamos ao debruçarmos nos "causos" aqui relatados com certeza poucos de muitos vividos. Uma história de vida. Espero que o Professor nos presenteie com artigos desse naipe sempre que se inspirar e recordar dos "bons tempos". Parabéns e até a próxima coluna...........

"Causos" engraçados

Voluntária (Administrador)

É sempre bom, em um ambiente tão sério como o forense, ter casos como esses para aliviar a tensão e dar boas risadas. Da vida nada se leva.

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