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Prova de sentença

Concurso do TRT-5 termina sem candidatos aprovados

Nenhum candidato foi aprovado no concurso promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia) para o preenchimento imediato de sete vagas para juiz substituto do trabalho. O TRT-5 divulgou, na segunda-feira (2/9), os resultados da terceira etapa do concurso, que consistia em uma prova de sentença.

Dos mais de 2,5 mil candidatos inscritos, 61 ainda estavam na disputa pelas vagas e pela inclusão no cadastro de reserva para juiz substituto. No entanto, nenhum teve nota superior a cinco pontos, sendo que a nota mínima para a aprovação era seis.

A correção da prova de sentença foi feita por comissão que incluía o desembargador Edilton Meireles, a juíza do Trabalho Ana Paola Diniz e o advogado Nizan Gurgel. Os candidatos podem entrar com recurso até sexta-feira (6/9).

O salário inicial para os juízes aprovados no concurso chegaria a R$ 14 mil, sem as gratificações. A presidente da Associação dos Juízes do Trabalho Andrea Presa afirmou ao portal G1 que se o resultado for confirmado, o TRT-5 poderá abrir um edital de remoção ou promover outro concurso para o preenchimento das vagas. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-5.

Revista Consultor Jurídico, 5 de setembro de 2013, 19h02

Comentários de leitores

17 comentários

Vergonhoso

Fabio F. Moraes Fernandez (Outros)

É vergonhoso presenciar uma notícia destas.
Só quem faz ou já fez concurso sabe.
É evidente que têm muitos candidatos muito bem preparados.
Aliás, é possível que existam muitos candidatos mais preparados (com doutorado e mais estudo) que membros da banca.
Hoje, com a livre circulação do conhecimento pela internet, temos cursos virtuais, em que um candidato do interior da Bahia pode dispor dos mesmos professor que o centro de São Paulo, por exemplo.
É fato notório que os professores de cursinhos são muito mais preparados que os membros das Bancas.
Atualmente não se prepara questões para saber o conteúdo do candidato, mas sim, com o fim exclusivo eliminatório, já que muitos têm a qualificação necessária.
Em resumo, chega a ser ridículo ver uma notícia dessas.
Isso só prova que o problema nesse concurso estava na Banca e não nos candidatos.
Aliás, põe esses caras para fazer a prova da OAB que eles não passam.
Vegonhoso!

Submundo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Eu não vivo o sistema de vida dos concurseiros, nem sou próximo dessa comunidade. Mas, quando travo contato com alguns deles todos são unânimes. Se um concurso oficialmente possui 100 vagas, há na verdade 30 ou 40. 60 ou 70 já estão reservadas para os apadrinhados, cabendo aos "comuns" se digladiarem pelas vagas remanescentes. Segundo eles, o concurso não pode ser inteiramente fraudado porque senão o Judiciário para completamente devido à inaptidão técnica dos apadrinhados. Sempre é necessário alguns com algum conhecimento, para corrigir as falhas dos que nada sabem. Penso que essas alegações dos concurseiros são verdadeiras, pois na minha lida como advogado vejo que há bons magistrados, que se esforçam ao máximo e conseguem ainda produzir algo de útil, ao passo que outros só prejudicam o próprio Judiciário e as partes, por inaptidão.

Concurso não analisa capacidade

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na verdade, prezado Alex Herculano (Assessor Técnico), se ler com mais atenção meus comentários verá que meu reclame é no sentido de que há sim gente preparada para exercer as funções de magistrado, inclusive no concurso da Bahia. Como eu disse, é praticamente impossível que inexista alguém preparado em um País com 4 milhões de bacharéis em direito. O fato do candidato ter sido reprovado, notadamente pelas bancas de concurso da magistratura no Brasil, nem de longe significa que é inapto. Se Pontes de Miranda, Clóvis Beviláqua ou Tulio Ascarelli prestassem concurso para juiz hoje no Brasil, mas na condição de "zé ninguéns", eles seriam sumariamente reprovados.

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