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Comentários de leitores

8 comentários

Mundo sem advogados

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Eu sei, sr. Prætor (Outros). Nem precisava responder.

já que perguntou...

Veritas veritas (Outros)

Sugiro a última opção, MAP.

Fim da linha para os advogados

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Veja-se que na maior parte dos processos eletrônicos implementados nos tribunais brasileiros ainda usam plugins java, o maior lixo tecnológico já produzido pelo homem. Ainda ontem eu via que a Fundação Mozzila, responsável entre outros pelo navegador Firefox, bloqueou permanentemente por padrão a utilização do plugin java no navegador, uma vez que a "tecnologia" vem apresentando ao longo dos meses falhas críticas de segurança sem que a empresa responsável possibilite correções. E agora, o que fazer? Permitir a execução forçada de um código vulnerável? Abandonar a profissão porque não se consegue peticionar?

O problema são as falhas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A meu ver é obrigação de todos os profissionais buscar por meios próprios condições de estar atualizado com as mais novas ferramentas tecnológicas. De minha parte, não me sinto intimidado em lidar com o processo eletrônico, pois há anos fazendo a instalação e manutenção dos equipamentos do escritório e inclusive desenvolvendo alguns programas próprios de uso interno, tenho certa experiência e conhecimento técnico mas reconheço que alguns colegas, principalmente os mais velhos, possuem certa dificuldade. Que busquem então cursos de aperfeiçoamento, e tentem entender por meios próprios como funciona. Mas, na minha visão o aperfeiçoamento do advogado para lidar com o processo eletrônico é tema que NADA TEM A VER com os problemas técnicos que o processo eletrônico vem apresentando. De fato, se Bill Gates, Linus Torvalds e Steve Jobes fossem convidados a peticionar eletronicamente em alguns tribunais eles logo estariam arremessando monitores nas paredes e praguejando, pois a lentidão, as falhas e a falta de cuidado com o desenvolvimento são gritantes.

Sobre os cursos...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Quem está acompanhando a migração do processo físico para o PJe é testemunha da imensa dificuldade que alguns advogados da "velha guarda" (alguns ainda utilizando de forma invejável a máquina de escrever, quando muitos jovens sequer tiveram contato com os mecanismos de tabulação de tais equipamentos) enfrentam. Da mesma forma que é difícil para o jovem acreditar que um dia já se utilizou a ficha telefônica em orelhão (e o site Migalhas, diante da notícia de isenção tributária a CDs e DVDs, questionava quem ainda adotava tais suportes) é complicado para muitos passarem a fazer uso do PJe. E isso não acontece só com os advogados, não. No TJ de uma importantíssima Capital brasileira há ainda aqueles que, mesmo integrando órgão colegiado e há anos tendo recebido notebooks para trabalhar (até agora sem saber manuseá-los), não consiga usar o PJe e determine aos auxiliares e impressão COMPLETA dos autos.
E triste nisso tudo é ver a OAB, digo, pessoas ligadas à OAB cobrando por cursos essenciais. A OAB deveria colaborar para que os seus inscritos pudesse assimilar as informações / técnicas do novo instrumento indispensável ao exercício da Advocacia. Mas... Onde há dificuldades, sempre existem os que vendam facilidades...

Queremos é eficiência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nós advogados não precisamos de "cursos". O que nós precisamos é que a OAB e o Judiciário cumpram o papel reservado a cada um, de modo a que o processo eletrônico funcione. Ainda há pouco eu estava em uma "audiência" no juizado especial, em uma ação que movi contra um ex-cliente que ingressou no Tribunal de Ética com uma representação distorcendo os fatos de forma dolosa. Chegando lá os servidores já anunciaram que o sistema "está lento". Passados vários minutos após o início marcado para audiência um servidor alegou que deveríamos conciliar ali mesmo na sala de espera, em pé. E foi o que aconteceu. Ajustamos os termos do acordo, quando um outro servidor anotou no papel e levou até uma parte interna. Aguardamos por mais vários minutos até que foi trazida a ata, já pronta. Não vimos juiz, nem conciliador. E que curso seria realizado para "resolver" essa situação? Curso de paciência? E nem adianta relatar isso ao TJSP ou à OAB, porque nenhum deles vai fazer coisa alguma. Logo estaremos realizando a "conciliação" no meio da rua, anotando os termos do acordo em lousas com giz enquanto o décano do Tribunal desfila nas ruas de São Paulo de Audi.

chapéu alheio

Veritas veritas (Outros)

Ué, por que a própria OAB não fornece o curso a seus membros?

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Que piada! Acaso a OAB escuta os advogados, ou se preocupa realmente com os problemas da advocacia, notadamente com os pequenos escritório?

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