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Comentários de leitores

10 comentários

Boi de piranha

RC Martins (Outros)

Nada contra a decisão, pois o ditado já diz: Feio e roubar e não poder carregar, se preferirem, Faça o que digo, mas não faça o que faço. Qualquer um que conheça como funciona nosso sistema de insegurança pública sabe muito bem que, com raríssimas exceções, sempre houve pesquisas de placas do veículo que deu uma fechada no Doutorzinho, ou do veículo do vizinho que é mal encarado e não presta reverência ao Doutorzinho, e assim por diante. Fora o pessoal da “inteligência” que, quebra os sigilos pois o Doutorzinho está desconfiado de que, o funcionário fulano possui muitos carros e mora muito bem para o vencimento que recebe. A única coisa neste caso é que alguém dedurou o que estava acontecendo, e como provavelmente essa policial não fazia parte da panelinha foram com tudo para cima. Nada mais nada menos que isso.

policial é demitida por incluir telefone de interesse...

mendes a (Outros)

Só pode ser perseguição, tantos outros crimes cometidos por autoridades, e até filmado, casos como de extorsões que não perderam o cargo, dai,deparamos com tal decisão injusta, cade a ressocialização que tanto falam? estes julgadores não analisaram o principio da proporcionalidade punitiva? Não entendem os julgadores que mesmo sem dolo o agente é propício incorrer em erro na sua função policial procurando fazer o bem para a sociedade e a justiça? Creio eu que no STF a policial terá a vitória, agora, imaginem o que passam àqueles policiais que só com uma mentira de um bandido perderam o cargo, e ainda, absolvido no criminal não conseguem a reintegração devido decisões como esta da policial,atenção maior deve ter o julgador, pois, nesta instituição é onde há maior perseguição de funcionário, principalmente àqueles que procuram combaterem os criminosos.

Analise simplória

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Concordo com o senhor, mas gostaria de anotar três considerações: primeira, que me referi na incongruência entre o direito de permanecer em silêncio e o admitido direito de mentir, o que, inclusive, viola o principio da busca da verdade possível; segundo vejo que as funções publicas se encontram demonizadas, o mal da humanidade hoje se traduz em juiz, promotor e policiais, os autores dos fatos, neste passo são sempre vítimas, até a agente da PF que escorregou foi perdoada ao se ver como indiciada; terceiro, gostaria de frisar que a "motivação" para anular a operação do Demonstenes foi a requisição de agentes da ABIN, pontuando que, como estudante de direito não compactuou com prisões para interrogatório, como fazem algumas instituições, tão pouco com a publicidade dada. No tocante as abordagens são usados critérios tecnicos, já fui abordado diversas vezes sempre apresento meus documentos, que mal há nisso? Pergunto localizo uma pessoa sem documentos que não sabe seus dados de cor ou os fornecidos não batem com o sistema, mais, tem as caracteristicas de um criminoso perigoso, libero? Por que não há outra solução senão efetuar consulta mais detalhada na Delegacia. Sei que a polícia não é uma maravilha, mas é reflexo do país, do extrato social. E, ao contrário do dito existia base legal para conduzir amarildo, não existia base legal para matá-lo e ocultar o cadaver.Obrigado pela atenção.

Muito cuidado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O conceito de "mentir em processo", prezado Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual), não admite a análise simplória que fez. Trago apenas um exemplo para exemplificar. Por volta de 2008 nós cidadãos brasileiros assistimos durante meses uma atuação "destemida" de delegados, membros do Ministério Público e Juízes Federais visando conter uma das maiores pragas que a Humanidade já viu, nos termos do que era dito insistentemente pela Rede Globo e por diversos outros veículos que se dizem "de mídia". Prisões foram feitas, revogadas, desobedeceu-se ordem do Supremo Tribunal Federal, os advogados de defesa eram enxovalhados publicamente, acusados de "entravar" as investigações e o processo. As provas era todas "inquestionáveis" e de absoluta lisura. Juízes fizeram manifesto quando um deles foi repreendido pelo Supremo, por desobedecer ordem da Corte. Os anos se passaram, no entanto, e verificou-se que tudo não passou da atuação de uma bem articulada rede de bandidos investidos em funções jurisdicionais. As provas eram falsas, forjadas, feitas mediante paga. Nesta semana foi divulgada a notícia de que o Supremo mandou agora que o inquérito policial, já arquivado, seja remetido para Brasília para evitar que seja mais uma vez manipulado por bandidos (veja aqui: http://www.conjur.com.br/2013-set-30/risco-perecimento-provas-satiagraha-sair-sp-stf). Assim, muito cuidado com essa de "mentir em processo", penalidades exacerbadas e responsabilização pela profissão que se exerce, pois por detrás dessas análise simplórias e apressadas, que tanto agradam as massas (a "operação satiagraha" deu um ibope imenso), esconde-se o ovo da serpente.

apenas o mais fraco

HERMAN (Outros)

Deveria estar incluído o juiz que autorizou o grampo, bem como o MPF fiscal da lei que solicitou o grampo ao juiz. Os abusos cometidos pela polícia qdo convém a ambos tudo bem, assim nunca se dão ao trabalho de fazer sua parte com o cuidado necessário. Isso demonstra a falta de controle da atividade de grampolândia.

A linguiça mordeu o cachorro....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Pois é. O policial foi pego por um deslize (para se dizer o mínimo) de pequena ordem. Não se sabia o que ele pretendia com esse bisbilhotice. Eu fico pensando, porém, em tudo o que ele já fez de ilegal, de inescrupuloso, de desumano, de imoral, enfim, para chegar nesse 'pequeno' deslize...Sim, porque o fato revela uma falha no sistema, que é a gama de 'poderes' e 'possibilidades delituosas' que são concedidas aos agentes policiais...vão desde a abordagem e detenção de qualquer nua rua, sem mandado e sem qualquer motivação (veja-se o caso do pedreiro AMARILDO, levado preso para 'averiguação'...sem qualquer fundamentação legal), a manutenção de presos sem culpa formada por tempo indeterminado, sumindo com os que interessam, etc. É o absurdo do país que tem uma COMISSÃO DA VERDADE para apurar, a destempo, crimes de tortura passados, mas deixa passar as demências de um deturpado sistema de detenções, prisões, abordagens, etc. absolutamente ILEGAIS.

Sociedade corrupta

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

O doutor Marcos tem razão, mas vejo diversos advogados, muitos de renome que se tornaram agentes públicos. Uma das funções do quinto constitucional é equilibrar a Justiça com uma visão mais garantista, mais democrática, "mais da defesa", todavia, o que vemos é algo bem diferente. Um sistema justo, passa pelo crivo dos justos. É certo receber dinheiro cuja origem se sabe proveniente da pistolagem, do tráfico de drogas? Se a delação premiada é imoral, por incentivar uma coisa feia que é a caguetagem, é certo mentir quando se tem o direito de permanecer em silêncio? Se a prova é ilicita, mas inquestionável, por que não punir quem a colheu ilegalmente e também o autor do fato? Sou a favor da aposentadoria compulsória, sou a favor de causa de aumento de pena pelo fato do autor ser agente público, acreditando que igual deveria ocorrer quando este fosse advogado, até porque a advocacia é um munus publico.

Para eles, nunca há

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na fala dos agentes públicos, que cotidianamente se locupletam indevidamente através de desvios diversos gerando o País caótico que bem conhecemos, inexistem desvios. Tudo é nos termos da lei. Basta que se levante o tapete apenas um pouco, como foi feito há alguns anos quando a OAB passou a denunciar as MILHÕES de escutas ilegais em curso, para se verificar o "tamanho do abacaxi". A solução que se viu foi o CNJ regulamentar a matéria (http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/sistemas/interceptacoes-telefonicas), o que não impediu os magistrados de continuarem a se utilizando indevidamente de escutas ilegais:
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"Aposentadoria compulsória
Por maioria, os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram aposentar compulsoriamente o juiz Rafael de Oliveira Fonseca. Ele estava afastado desde o ano passado. O juiz foi acusado de autorizar ilegamente escutas telefônicas e depois destruir o conteúdo das gravações. Também de repassar para assessores armas, carros e celulares apreendidos em ações policiais e receber propina para conceder alvarás de soltura a milicianos de Itaguaí, onde atuou como juiz criminal. As informações são do jornal O Dia."

decisão justa

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Os magistrados e os promotores são rigorosos na concessão desta importante ferramenta de investigação e casos assim só dificultam aqueles que fazem o correto uso da interceptação. Não se pode ceder a esta tentação, agora, onde trabalho, há fiscalização do departamento de inteligência, o que desestimula essas aventuras

Decisão injusta

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Apesar da conduta do Policial ser ilegal, considero injusta a decisão. Motivo: magistrados, membros do Ministério Público e outros agentes públicos se servem desde há muito dos cargos para bisbilhotar a vida de qualquer um com escutas telefônicas ilegais, sendo o Brasil um imenso Big Brother na prática. E, porque condenar só um?

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