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Senso Incomum

Os 10 mandamentos do “Rei do Camarote” (do Direito)

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30 comentários

Palestra no TRT2

Rodrigo Beleza (Outro)

Professor, o que o senhor acha?
http://intranet.trtsp.jus.br/noticias-em-destaque-destaques-da-semana-por-dentro-do-trt/5085-direitos-da-personalidade-foram-tema-de-palestra-realizada-no-auditorio-do-ed-sede
Teve até o power point que o senhor tanto preza.
Abraços!

Sem graça

Caio Arantes - www.carantes.com.br (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Ainda bem que o articulista é procurador de justiça, pois se dependesse de escrever textos engraçados para viver estaria morto... E eu perdi meu tempo lendo isso...

Resumo do comentário anterior

Luiz Parussolo (Bancário)

Os conceitos e abstrações servem ao lúcido como aperfeiçoamento e oportunidade inteirar com aproveito para todos, mas para os espertos, sem nenhuma consonância espiritual, servem como instrução às evasivas ao caos e à destruição, coisas que jamais são capazes de aprender sozinhos por total ausência de entendimento nato. Ferozes após as exposições do certo e do errado como psicopatas que são. Digo isto denunciando que os maiores de todos são os capitalistas e os dominantes dos poderes, instituições e organizaçoes/corporações.

Catadores de pulgas intelectuais enobrecem os práticos vis.

Luiz Parussolo (Bancário)

Sou um dos admiradores da erudição de nosso seleto Lenio Streck.
No entanto, a partir das convivências entre o prático e o culto - todos desprovidos de conhecimento essencial e racional - quero observar, dentro de minha mediocridade, que a cultura sem entendimento prático alimenta o mundo prático interesseiro, tirano e ganancioso, escondendo ingenuamente sua barbárie e sua ignomínia.
Catam pulgas enquanto o cachorro passa.
Não imaginam a distância entre o que defendem e os resultados de suas ideias aplicadas na realidade prática.
Os fundamentos reais entre o coerente e o incoerente e suas definições e conceitos são aprendidos excluindo-se o real, honesto e determinável e acolhidos os atalhos para o mal.
O homem ou a mulher, convictos, sem intenção de prosperar as saídas para o domínio do mal, inconscientemente entrega ao bandido a verdade sobre o caminho reto e como fugir dele.
Depois cata as pulgas e deixa passar o cachorro acreditando que a realidade ativa compreendeu, no entanto serviu de aperfeiçoamento e imunidade.
Por isso entendo que o conhecimento não pode ser diluído e explicitado livremente porque só aproveita os canalhas, estes sem tirocínio para o conhecimento, porém, alimentados pela ingenuidade dos que os detém.

12º e 13º mandamentos

Ector Bonilha (Administrador)

12) Comentar obras literárias agrega valor. Se o autor for laureado com o prêmio nobel, então...(A própósito: SERIA O LHOSA TÃO ORIGINAL A PONTO DE MERECER A LÁUREA? LERIA LHOSA SE NÃO TIVESSE GANHADO O NOBEL? COM UM NOME DESSES, DUVIDO... É mais feio que MACHADO, EMBORA mais pomposo que ASSIS)
Voltando a dica nº 12...
Nada de lê-los por completo. Vá ao google, veja o resumo no whikipedia. Depois, consiga um e-book. Coloque control f, busque palavras próximas ao desejado. Bingo! Cite o trecho correspondente, a página... Dará a impressão de tê-lo lido no original, amerelado e bolorento...
12.1)Tente ver nessas obras fato que se encaixe no suporte fático de determianda previsão normativa ou que seja relevante a ser jurisdicizado. Isso, utilize esse termo, comprovando que você é um leitor de PONTES DE MIRANDA.
13)Não faça o item 12 sem passar num bom concurso, enfim, antes ser reconhecido, legitimado. A uma, você não pode perder tempo de estudo no concurso. A duas, ninguém dará a mínima para você.

"Homo abridged"

Rodrigo Beleza (Outro)

"Homo abridged" é um bom termo também.
Outro que fala bem da infantilização na sociedade é Luiz Felipe Pondé.

Eduardo O. (Advogado Autônomo - Administrativa)

Rodolfo Macena (Estudante de Direito)

Já que dei inicio a isto então devo ter o papel de terminar.
Inicialmente gostaria de dizer que compreendo a sua ironia, mas entendo que sentir-se magoado por um comentário feito por um aluno de Direito, não é motivo para dizer que não há evolução no ensino jurídico no país.
Em seguida peço perdão pela falta de justificativa de meu comentário, por isso irei agora trazer o motivo, ou os fundamentos, ou o porque de ter dito isto e não outra coisa.
O fato é que o seu comentário me pareceu típico do antigo falando ao atual, lembro-me quando servi no exército que encontrava antigos soldados que sempre diziam "no meu tempo a coisa era mais pesada".
além disso, acredito que os fatos apontados por você como elementos que caracterizaram uma evolução são apenas o mínimo que se DEVE exigir de um professor, que muitas vezes quer ter a alcunha de Dr., responsável com o ensino.
Os demais pontos, aos quais me parece que você considerou como dispensáveis, acredito eu que sejam aquilo que diferencia o professor comprometido do apenas responsável, tendo em vista que aquele além de pensar no que é essencial ao aluno em questões, digamos, práticas e técnicas, preocupa-se também com a formação humanística do aluno, além de ter em mente o objetivo final da universidade que talvez possamos dizer que é a construção social, a qual só pode ser atingida por três mecanismos, que seriam: ensino, pesquisa e extensão.
Dessa forma, um professor que apena se restringe-se ao primeiro mecanismo, como me parece que você pontuou, estariam retirando do exercício universitário o seu verdadeiro papel.
Agradeço pelo seu tempo e atenção
Rodolfo.

Complementando as dicas

MSRibeiro (Administrador)

Apesar de se utilizar do método "simplex" para a transmissão do conhecimento jurídico, ao iniciar uma palestra, você deve usar "hodiernamente falando" e não se esquecer de fazer o uso imoderado do "destarte" mesmo que a obra seja esquematizada (pode ser usada na introdução, por exemplo). Muitos dos "consumidores" dessas obras não sabem o significado, porém, deve ser usado.

Rodolfo Macena de Siqueira (Estudante de Direito)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Não, não houve evolução...

Eduardo O. (Advogado Autônomo - Administrativa)

Rodolfo Macena (Estudante de Direito)

Comentário patético.

Gênio!!!!

Dxt2013 (Outros)

Parabéns!!

Só uma coisa que estranho

Gabbardo (Professor)

Qual é o ranço do Streck com o discurso de Gettysburg, hein? Lincoln fala de "government of the people, by the people, for the people". Seria isso "dopelopa"?

Já falam de livros/bibliografia? Então, houve evolução...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Na minha época, o Mandamento 2 tinha o seguinte conteúdo:
"Exija que o professor ESCREVA NA LOUSA, OU FAÇA O DITADO DE toda a matéria (aqui você, futuro Rei, já está preparando o seu próprio mercado!). E logo pergunte, com ar de liderança, para 'se mostrar' para a classe: Isso 'cai' na prova? SE ELE COBRAR NA PROVA ALGO QUE NÃO FOI ESCRITO NO QUADRO, ALGO QUE NÃO FOI DITADO EM SALA OU QUE NÃO CONSTA DAS ANOTAÇÕES DA MAIORIA DA CLASSE, eis um bom motivo para um abaixo-assinado contra esse intruso."

Texto Criativo e Inteligente!

Guilherme H. M. (Serventuário)

Parabéns ao articulista, que com humor, consegue explorar os problemas sofridos atualmente pelo Direito!

Boas respostas.

Marcelo Francisco (Procurador do Município)

Complemento ao 1º mandamento:
Se está achando difícil o que estou falando, VÁ LER KANT!
E eu não li até hojé, só li os bons Professores que o adotam.
Complemento ao 9º:
Vá ler Kant e entenda o que vem antes, o que vem depois e o que é conhecer, o que é sujeito, o que é ... isso? "Primeiro decide o que fazer com o Direito da parte, para, só depois, buscar o fundamento."
Quantas vidas podem ser jogadas no lixo ao adotar isso! O que é isso mesmo?
E vai piorar...
De um causo real de um bom Professor que foi ministrar Filosofia do Direito na graduação.
"Bom dia, sou o Professor de Filosofia do Direito... E um aluno interrompe perguntando: Tem código dessa matéria?" (!!!)
Isso aconteceu, acreditem. E faz uns anos!
Ô rei Homer, vá ler o Lênio.
Abraço e assim que conseguir comprarei o Comentário. Parabéns aos autores.

Crise do ensino jurídico

Lucas Vinicius- Acadêmico de Direito (Outros)

É realmente desalentador a situação do ensino jurídico e da pratica jurídica em geral ,assim como a logica dos concursos, o domínio avassalador dos manuais de baixa qualidade deixara nós estudantes de direito e pessoas que presta concursos com uma visão simplista do fenômeno jurídico e sem qualquer conexão com a realidade social.Eu como estudante vejo a crise do ensino, os poucos professores que tentam dar uma aula mais reflexiva e aprofundada são taxados de professor que "fala nada com nada", embora a dogmática jurídica seja importante, é necessário uma reflexão e critica aos seus defeitos e equívocos, e isso torna a aula para muitos de cansativa e sem proveito para o seu verdadeiro interesse:concursos públicos e conhecimento de fácil compreensão.Isso é realidade tanto em instituições publicas como privadas, sendo mais acentuada nessa ultima.A questão é como vamos ajudar nosso pais se nosso conhecimento é baseado em livros simplificados, facilitados, descomplicados(sem querer desmerecer os autores de tais livros, eles apenas seguem a logica do mercado concurseiro que exige esse conhecimento superficial)quando a sociedade precisar que o direito de respostas a seus problemas, nós reféns desses livros e de um ensino sem grades reflexões não saberemos das repostas adequadas e necessárias, ou seja, os mais de 4 milhões de bacharéis em direito e mais alguns milhares de estudantes que estão a se formar foram ensinados a passar em concursos e a praticar o direito de forma estandardizada e não compreender o complexo fenômeno jurídico e sua relação com a realidade social e a cultura.Feliz daqueles que escaparem desse tragedia.(eu tenho esperança de estar entre eles).

Fui pegue de raspão...

Rodolfo Macena (Estudante de Direito)

Fui pego de raspão por esta bala que hoje atinge o senso, não só jurídico mas popular de maneira geral. Me foram abertos os olhos, e hoje identifico estes preceitos em colegas e professores, mas o ferimento ainda dói, ainda me é difícil trabalhar com determinados assuntos, mas tento fazer dessa dificuldade a mola propulsora de meu espírito.
Obrigado professor Lênio Streck.

Seria cômico se não fosse trágico

Guilherme G. Pícolo (Advogado Autônomo - Civil)

Eu me arriscaria a sugerir mais um mandamento: quando confrontado, abandone completamente o embate de ideias e argumentos, enverede pela senda do enxovalho pessoal ao seu oponente (mas sempre usando palavras de muito requinte e estilo, como néscio, xucro e apedeuta), lance mão da ironia em vez da linguagem moderada e não esqueça de se auto-homenagear ao fim, ressaltando os seus louváveis atributos e sua vasta experiência.
*
O texto é ótimo, só não consigo rir porque me deparo com "Reis do Camarote do Direito" diuturnamente...

Parte IV

Ricardo Spindola (Outros)

A estrutura do ensino jurídico é absurdamente desmotivante, não só para mim, mas para todos os meus colegas. Mesmo que nós nos organizemos, parece não ter escapatória... (por exemplo, nesse semestre, fizemos um grupo de estudos sobre a teoria Martin Heidegger, conseguindo trabalhar a primeira divisão do Ser e Tempo nas reuniões realizadas, e um outro professor veio me interpelar porque eu estava "ensinando isso para os alunos"...).
Reiterando estar ciente da sua agenda, o sr. poderia se manifestar de alguma forma? Talvez enviar uma resposta para esse professor? Ou ainda comentar sobre o fato na sua coluna no Conjur? (que é excelente, aliás). Sei que isso pode ser pedir demais, mas contar com o apoio do sr. seria revigorante. Não só para mim, como para esse projeto de grupos de estudo de alunos que venho tentando organizar na faculdade juntamente com o prof. Arnaldo Bastos Santos Neto, que fez doutorado ai com o sr., na Unisinos (inclusive, decidimo-nos pelo nome "Alétheia" para o projeto, e o próximo grupo vai ser sobre Hart e Dworkin). Mesmo que o sr. não possa se envolver, agradeço por parar pra ler o que escrevi... Obrigado!

Sensacional!

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O Senso Incomum é exatamente isso: a antítese do senso comum. E o senso comum não passa dessa estandardização geral que achata tudo e todos em uma única forma de uma só dimensão. Não há mais colorido. Nem preto e branco. É tudo cinza. E todos se regozijam dessa uniformidade alienante que os leva a brigar para participar de um BBB a fim de ganhar notoriedade à custa da venda da própria intimidade. Ah! Intimidade, privacidade, isso é coisa do passado. Nos costumes da atualidade já não têm mais qualquer valor ou utilidade. Intimidade ou privacidade para quê? O bom mesmo é deixar que todos saibam tudo um sobre o outro. Afinal, cada um faz parte dessa massa ignara que, como gado, aceita a engorda e a condução ordeira para o matadouro.
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O trivium na atualidade não se compõe de Gramática, Lógica e Retórica (aí incluída a Teoria da Argumentação Racional), mas de funk, resuminhos, e frases de efeito (aí incluídas aquelas que são logo elevadas à categoria de “princípios”).
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O texto de que nos dá notícia o comentarista Observador é a demonstração escancarada do desprezo que se tem pela inteligência alheia. “Princípio da amorosidade”... “princípio do diálogo”... Caramba, o que será isso? Aos poucos, a Babel vai se instalando entre nós, num passo cada vez mais acelerado.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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