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Projeto de lei

Estatuto das Famílias retoma proposições desastrosas

Comentários de leitores

6 comentários

Já vi esse filme antes

Alex Bittencourt (Servidor)

Ah, o velho ranço conservador e a mania que o ser humano tem de julgar o comportamento alheio de acordo com a régua da sua própria moral. É justamente o que vemos incutido no texto da articulista.
Não é porque a autora(ou qualquer outra pessoa) discorda desse tipo de comportamento e dos tempos "alegres" que vivemos que o Estado ou a sociedade estão autorizados a coibir, discriminar e desproteger juridicamente essas atitudes.
Se fosse assim, até hoje o divórcio seria um tabu. Está na hora de as pessoas tomarem cada vez mais conta da sua própria vida e deixar que os outros busquem a felicidade da maneira que melhor lhes convier. Sendo adultos, agindo de forma consensual e com respeito, o que os outros têm a ver com isso?

E a conta quem paga?

Márcio R. de Paula (Estudante de Direito - Previdenciária)

Lamentavel esse pensamento vanguardista. Afinal as regras sociais em vigencia tem como fundamento a organizaçao social para que nao haja conflitos e tambem co o menor custo possivel para o estado. Quando a justiça reconheceu o direito do cidadao a saude, garantindo assim medicamentos a todos nao definiu afonte do custeio violando dessa forma o artigo constitucional que determina que despesas novas somente podem ser geradas se for criado a respectiva fonte de custeio.

Nem oito, nem oitenta.....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

O articulado está bem posto em alguns aspectos. isto é, quando alerta para o alargamento das hipóteses de incidência da prestação alimentar: a presunção de paternidade beneficiará, evidentemente, um mundo de canalhices de toda sorte que buscará viver às custas do trabalho alheio. Já é assim, com a facilidade com que o JUDICIÁRIO beneficia 'jovens' na tarefa de arrancar o sangue de seus pais, inclusive aqueles que vivem a procriar como baratas e jogando nas costas de seus genitores a responsabilidade de custear a sua prole. Em outros aspectos, acho que o articulado peca: no retrocesso, isto sim, da não aceitação da bigamia, uma realidade nacional já que está presente em todos os rincões pátrio, isto é, a existência de segundas e terceiras famílias. Eu, por exemplo, não teria nenhum problema em receber em minha casa um uma família composta por duas mulheres e um homem, ou dois homens e uma mulher...qual é o problema? Demais disso, o fato de a LEI permitir (não proibindo) não significa que tais relacionamentos serão obrigatórios....Aliás, ao admitir o reconhecimento de filiação havida FORA do casamento, bem como o reconhecimento, na CERTIDÃO DE CASAMENTO de dois pais ou duas mães, já se está, de alguma forma, reconhecendo a plurifamília. Sei que não é fácil para alguns, mas a realidade FAMILIAR já mudou, e muito, desde o Código de 1916...A FAMÍLIA continuará a existir, mas com nova formatação, e é isto que não se que ver. A concepção de FAMÍLIA está perdendo a sua conotação 'patrimonial' (a família do Direito Romano tinha por norte a preservação do patrimônio do 'pai', e isto foi trazido para todo o DIREITO CIVIL que ali buscou sua inspiração). Enfim, como disse comentarista anterior, é o NOVO que chega!!!

é mesmo ! já vimos este filme !

isabel (Advogado Assalariado)

E foi quando da edição da Lei do Divórcio, quando os conservadores gritavam e ameaçavam com este tipo de argumento, o fim do casamento, o fim das famílias, quiçá, o fim do mundo... apesar dos pesares, passados mais de 30 anos, os casamentos e as famílias continuam aí, firmes e fortes, muito mais verdadeiros, as mulheres muito mais valorizadas e respeitadas , com liberdade de escolha e os laços muito mais voltados para a estima, afeição e busca da felicidade. Quer queiram, quer não , o novo sempre vem, como já disse Castro Alves , em seu " O livro e a América " : Lá brada César morrendo: no pugilato tremendo, quem sempre vence é o porvir " Bem vindo, porvir !

gatsby

cfrib (Funcionário público)

Pelo visto a autora deseja retroceder ao tempo em q adulterio era crime, ou pior, ao tempo em q tempo em q havia hierarquia entre familias "legitimas" e "ilegitimas". Indecente é a hipocrisia q se esconde no moralismo q a autora pretende impor na vida privada das pessoas. Ainda bem q nao tem esse poder.
PS: recomendo a leitura do romance "o grande gatsby", q a autora demonstra conhecer apenas por meio da adaptaçao cinematografica.

excelente texto... épico, salutar

Alan R. Silva (Advogado Autônomo)

começou bem, chamou-me a atenção pelo goku...mas a fundamentação está impecável também. Não conheço o projeto, mas, pude ver qual o real intuito. Creio que não existe "acidente". Há causa e efeito. Há um fim no final de tudo isso.
Infelizmente, nosso direito sempre se dobra aos ditames políticos demagógicos do momento. E hoje a carta do politicamente correto tece suas teias hediondas de fraude e ilusões em nossa sociedade, enquanto isso se locupletam às nossas custas...

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