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Comentários de leitores

7 comentários

Raça só cabe entre os desafortunados intelectuais.

Luiz Parussolo (Bancário)

Se perguntarem às ciências biológicas se existe raça,acredito que dirão só quando alguém luta para se superar.
Tenho descendência de italianos, uns bastante evoluídos sendo da região do Rio Pó; outros pobrezinhos e retardados procedentes do Sul da Itália.
Porém, uma percentagem nativa a qual não troco por todas juntos.
Não existe raça e muito menos raça pura, esta não sobreviveria. Agora, não existe nada mais facínora, perverso, destruidor, escravocrata, que o branco. Muito convencido, no entanto todos os conhecimentos e descobertas são de berço do extremo oriente os quais são todos mestiços, inclusive crânio mesocéfalo.
Preconceito e discriminação sempre existiu, só que acho branco o maior roubador de conhecimentos alheios e empiristas.

Calma, jovem...

Joseph K. (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Eu entendo que o censo deve retratar, sim, a questão racial. Suponho que revelará que há pouquíssimos negros na Magistratura e é importante que esta realidade esteja evidenciada em números.
Agora, é evidente que o colega articulista em nenhum momento colocou-se em posição de superioridade ou esqueceu-se de que é ser humano. Ao contrário até, o artigo é humano por demais, na medida em que expõe uma angústia pessoal.
Discordar da opinião manifestada é perfeitamente legítimo. Eu mesmo discordo e percebo que há por trás do exagero um desejo de justiça social muito positivo. Só lamento a visão esteriotipada.

aluizmp (Estudante de Direito)

_Eduardo_ (Outro)

Por favor, releia novamente o artigo. Não é possível que esta seja a interpretação que extraísse!
A condição de ele ser juiz é puramente casuística. Ele responder por ser Juiz, já que o censo é do CNJ. A lógica do artigo se aplicaria da mesma forma se o censo fosse de engenheiros. O foco não é o fato de ele ser ou não juiz, mas sim de ser obrigado a se classificar segundo uma cor.

Tem cor

Danilo Christiano Antunes Meira (Advogado Sócio de Escritório)

Frederico,
De acordo com uma pesquisa da AMB, 86,5% dos juízes declaram-se brancos, 11,6% pardos, 0,9% amarelos, 0,9% negros e 0,1% vermelhos (http://www.amb.com.br/docs/noticias/2005/PesquisaAMB2005.pdf).
Por outro lado, o Censo de 2010 aponta que pretos e pardos representam 50,7% da população (ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Resultados_do_Universo/tabelas_pdf/tab3.pdf).
Números estranhos para uma "democracia igualitária" onde "a cor da pele não tem importância", não é mesmo?
A pergunta que se recusou a responder tem sim muita importância.
Ps: a sua ex-namorada estava errada. Você é branco.
Abs.

É óbvio que juiz tem cor!

André Marcondes (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Juiz tem cor, e tem cabelos, e tem cara, com boca, olhos e dentes, alguns com 32, outros com um pouco menos ou mais. Juízes se esquecem que são seres humanos. O texto é mais uma prova disso: juiz não é uma entidade abstrata, que julga casos concretos a partir de um direito igualmente abstrato. Por trás de cada cargo, há uma ser humano o preenchendo. E essa pessoa (ser humano, e não juiz) pode ser casado, solteiro, branco, magro, gordo etc. Sou branco, simples assim. Viver no Brasil dá a exata dimensão do quanto esse pais julga as pessoas a partir da cor da pele (e não digo de genótipo, pois tenho descendentes africanos, com prova documental disso inclusive). Cresci com amigos negros e, na convivência com eles, passei por situações de constrangimento (constrangimento por ver situações em que eu, por ser branco, era tratado de um jeito, e eles, por serem negros, eram tratados de outro). As pessoas tem cores diferentes sim! Não ver isso é ser cego. Juiz tem cor sim! Não ver isso é achar que juiz não é gente. E disso já estamos cansados, não é mesmo!?

Dominação do homem pelo homem

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nos EUA há leis que determinam a composição do tribunal de juri obedecendo-se à proporcionalidade entre as "raças" (embora a raça seja uma só, ou seja, humana). Assim, se 30% da população é composta por hispânicos, 10% por negros e o restante por "brancos", deve haver essa mesma porcentagem na formação do juri, o que eu particularmente considero algo muito justo, lembrando que nos EUA o juri popular possui uma competência muito mais ampla do que aqui no Brasil, julgando inclusive questões cíveis. Assim, sabendo que a magistratura brasileira é composta em sua maioria de brancos, oriundos de classe média, certamente haverá relutância em se fornecer os devidos dados cadastrais, pois ao se divulgar o resultado final da pesquisa o cidadão "mulato" de periferia vai perceber facilmente porque boa parte de seus primos, irmãos, amigos, etc., estão presos porque roubaram um botijão de gás, enquanto outros brancos de classe média ou alta desfalcaram a fábrica de gás em milhões de reais e estão bem soltos. Enfim, a pesquisa exporá que a justiça brasileira é elitizada, com seleções ideológicas que visam precipuamente deixar o poder nas mãos de um grupo que só pensa em manter os demais subjugados.

Curioso

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O reclame do magistrado é bem curioso. Isso porque no Brasil sempre houve qualificação dos cidadãos tomando por base a cor da pele e a quantidade (ou ausência) de bens e nunca se viu nenhum juiz reclamando disso.

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