Consultor Jurídico

Comentários de leitores

23 comentários

a promiscuidade respinga em todo mundo

Ricardo (Outros)

menos na DP, é claro. é por essas e por outras que ninguém gosta de DP, só eles próprios.

Moralidade é a chave da democracia!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

O resoluto Ministro Presidente não generalizou. Ele, simplesmente, trouxe a público aquilo que todos nós já sabemos. A existência de uma relação promíscua entre determinados magistrados e determinados advogados sócios de grandes bancas ou ligados à OAB de alguma forma, e, principalmente, de advogados egressos da magistratura, ou seja, de ex-magistrados que, após a aposentadoria voltam a advogar. Essa promiscuidade extrapola o judiciário e respinga no Ministério , nos órgãos policiais e na alta esfera do poder executivo. Todos sabem disso e se calam. Por comodismo ou por intereese. Mas, esse não é o feitio de Joaquim Barbosa, o homem que veio para incomodar e botar cobro nessas práticas censuráveis e não republicanas. Parabéns, Ministro pela sua coragem e ousadia bem vindas. Contudo, precavenha-se, Senhor Ministro, o troco virá. A máfia denunciada é forte e organizada.

liturgia do cargo - fala muito

Ricardo (Outros)

O saudoso Geraldo Ataliba deve estar se revirando no túmulo. O principio republicano impede o Presidente da mais elevada Corte Judiciaria deste Pais de tecer comentário, pertinente alias, acerca de assunto que conhece com profundidade e que constitui entrave ao normal funcionamento da atividade judicante, a qual se dedica. As 'otoridades' deveriam então se manter recolhidas no Olimpo e indiferentes ao que ocorre a sua volta. Se uma chamada publica não servir de alerta a quem e adepto desta pratica, como sera possivel coibi-lá se tudo pode ser justificado com o livre convencimento?

Sabemos

Leandra Costa (Advogado Autônomo - Consumidor)

Todos sabemos exatamente a que referem-se as declarações do presidente do STF. Não são injustiçados aqueles que respeitam a justiça no mais verdadeiro sentido, cabendo também respeitar as regras para alcançá-la. Ofendida está "lisura" dos respeitáveis profissionais por aqueles que se escondem atrás de um código de ética para a prática da corrupção e impunidade. Admiro sua coragem e confio esperançosamente que sua figura represente um marco do qual partirá a mudança de consciência do ser humano. Isso é generalizar!!!

O que se diz, e o que não se pode dizer

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na crendice popular, quanto maior for a hierarquia da "otoridade" maior seria o seu "poder" de dizer o que pensa. Ledo engano. O exercício de certas funções acaba por impor ao cidadão no exercício de sua profissão certas restrições, tornando seu discurso em certos assuntos mais "mais contido". Trago exemplo. Por vezes sou criticado por "falar demais", o que indicaria segundo alguns uma "tagarelice". Mas, eu não posso tocar em inúmeros temas ou fatos que estão acobertados pelo sigilo profissional. Não posso dizer nada que comprometa meus clientes, nem que levem à quebra de confiança. Com um presidente de uma corte superior é a mesma coisa. O exercício da função lhe impõe certas restrições, pelo que um comentário que seria apropriado a um simples mendigo por vezes deve ser evitado pelo que ocupa o cargo de maior hierarquia dentro do Judiciário. As conclusões são claramente chocantes para alguns, mas estão em consonância com o regime republicano.

Só os corruptos se ofendem

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Somente a turba de corruptos - ativos , pretendentes e corporativistas - se ofendem , pelos entraves que o Incorruptível-Eminente-Destemido-Ínclito Ministro Dr. Joaquim Barbosa, tem proporcionado, com as suas verdadeiras e saneadoras declarações , dignas de um inigualável e honestíssimo Líder .
Parabéns , Dr. Ministro , seja sempre inquebrantável na necessária e urgente assepsia no Poder Judiciário , livrando-nos , definitivamente , desta permanente chaga , que , há muito , nos dizima !

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Observador.. (Economista)

"Precisamos amar e respeitar mais nosso país!".Uma frase que a maioria achará tola ou simplista.Para mim, não refletir sobre ela, está na origem de muitos males que assolam o Brasil.
Cada vez vemos mais egoísmo, mais narcismo e, portanto, mais preocupação com o próprio bolso e com os próprios anseios e crenças.E "o outro" que se lixe.
Assim é complicado construir algo sólido.Não vejo como, nesta "batida", sairmos do "projeto" de uma grande nação.Virarmos uma de fato.
As vezes, tenho impressão que seremos sempre periféricos.

Carapuça

Casteglione (Serventuário)

Em momento algum o Ministro generalizou. Quem se incomoda com declarações dessa natureza são aqueles cuja carapuça serviu. Ademais, a verdade tem o hábito de doer para certas pessoas.

o cúmulo da incoerência

Ricardo (Outros)

O Presidente do STF não pode, mas eu posso tudo: "Realmente não fica bem para o presidente de uma Suprema Corte lançar considerações genéricas a respeito de irregularidades. Mas, convenhamos, o Poder Judiciário brasileiro é um caos..." (é a bipolaridade jurídica)

A laranja e o suco

henrique morais (Outros)

Se o papa Francisco resolver apurar os casos de pedofilia com envolvimento do clero, isto significa que a igreja toda esteja acabada? Todo mundo sabe que em todas as profissões existem os bons e os maus profissionais. Me parece que querem tapar o sol com a peneira, o ministro não generalizou nada, apenas disse que existe uma relação de conluio entre advogado e juiz; não está subtendido que são todos, está anunciado que existe este tipo de relação no judiciário e todos sabem que existe. Me parece que andam querendo calar a voz do ministro, da imprensa e do ministério público.
Ai você deve estar se perguntando, e onde entra a laranja aqui? Tente fazer um suco de laranja com dez laranjas, se apenas uma estiver estragada, todo o suco estará perdido. A laranja estragada pode ser um advogado e/ou um juiz, o suco é a justiça, que todo mundo tem vontade de beber!

Parabéns Ministro Joaquim Barbosa

Luis Alves Mesquita (Outros)

Ministro Joaquim Barbosa! Sou Acadêmico em Direito. Queria aqui lhe dizer, não der ouvidos as criticas que lhe oferecem. Suas atitudes são nota 10. Existe um ditado popular, a carapuça cai na cabeça de quem precisa, pois de quem não precisa já mais cairá na cabeça. Ministro! Espere-me que estou chegando para lhe ajudar também. Como observo nos comentários acima, só lhe tem elogios, é sinal de que a sociedade esta entendendo seus recados. Guarde esta mensagem para te:
SEMPRE VITORIOSO
Seus ideais são meus pensamentos.
Seus pensamentos é minha imaginação.
Sua coragem é meu currículo.
Seus repúdios é meu furo.
Sua sede de justiça é minha sede.
Se tu és sábio?
É você que procuro.
Se tu tens sabedoria?
Este é o caminho que procuro.
Se tu és digno?
Este é meu lugar.
LUTE POR DEUS
Homem esclarecido!
Segue a luz se puder.
Enxergue a verdade se quiser.
Se temes a Deus?
Esta plenamente na fé.
Se és guerreiro de Deus?
Já mais temerás a batalha.
Tem o meu abraço Ministro!
Luís Mesquita
Poeta e Compositor

Discussão inócua e hipócrita...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Primeiro: Descabe ao insigne ministro-presidente do STF e do CNJ generalizar suas considerações, até porque, para tanto, teria que fundamentá-las solidamente e este não foi o caso ao fazer tais afirmações. Bastava a alteração de algumas palavras, desfigurando a generalização, para que suas assertivas se tornassem irretocáveis e mais que justas.
Segundo: Não é só o Judiciário que está enfermo e seriamente infestado pelos vírus da irresponsabilidade, do corporativismo, dos conchavos e acordos espúrios etc. São os três poderes montesquianos que assim se encontram e não é de hoje. Suas estruturas foram sendo invadidas, lenta e progressivamente, por indivíduos incapacitados e moralmente mal-formados, minando seus alicerces a ponto de expelirem usualmente o odor da podridão funcional e ética.
Terceiro: Os únicos culpados de tudo isso somos nós, a sociedade, de onde emergem e se multiplicam esses que envergonham nossa nação, indistintamente do poder em que se encontrem. Somos nós, sociedade, que mantemos há dez anos - apenas para determinar um marco temporal - um grupo de marginais que infestam esses poderes, corroendo-os até que alcancem sua rendição incondicional, transformando nossa pátria em mais uma republiqueta a serviço de ideologias espúrias, abortadas há muito tempo, mas renitentes nas mentes doentias de grupelhos desvairados e sedentos pelo poder fácil e toda a sorte de benesses que deste emergem.
Quarto: Quando deixarmos de ser hipócritas e encararmos de frente nossas mazelas, quiçá tenhamos chance de sermos respeitados novamente, como a nação que merecemos ser, e não aquele do eterno futuro "vir a ser".
Precisamos amar e respeitar mais nosso país!

Chega de urbanidade!

Roberto Melo (Jornalista)

Pelo que entendi, temos de esperar que as próprias entidades corporativas/corporativistas, assim como as instituições públicas, se "consertem" por si mesmas. Quanto melindre, quanta farsa discursiva, como se, de fato, não houvesse CONLUIOS (eufemismo para "formação de quadrilha"?), de todos os tipos, de qualquer natureza. Sabemos, historicamente, o que é Estado brasileiro, e, por isso, o real estado das coisas. Generalizar, neste caso, significa dizer que existem pouquíssimas exceções, o que procede, o que é verdadeiro. Para que as tais entidades e instituições sejam respeitada, como desejam ardentemente os seus representantes, devem seguir a regra da boa conduta, ser e não parecer. Como isto, até então, está completamente fora de cogitação, a suspeita sempre há de pairar sobre as cabeças de seus membros (juro, sem qualquer intenção metafórica ou metonímica...). Então, que se prove (creio que está claro de quem é ônus) o contrário, pois os fatos estão aí, às escâncaras, aos montes... O resto é a balela de sempre.

Questão ética e pós-modernidade

Cris Santos (Assessor Técnico)

Caro Sr. Jaal,
O CNJ deve punir os maus magistrados e, não, colocar em dúvida a lisura da Instituição. A população não filtra. Espero que o Ministro Joaquim Barbosa faça uma ótima gestão, que puna os maus Juízes e que contribua com o CNMP para a punição dos maus Promotores. Sugiro que ele faça uma parceria com o CNMP para compartilhar, com os colegas da Promotoria, os mecanismos usados pelo Judiciário para controlar o prazo de prescrição dos inquéritos policiais e das ações penais. Creio que os Promotores devem fornecer dados para o CNMP sobre ações penais e ações de improbidade, em andamento na justiça, e de responsabilidade da Procuradoria. O compartilhamento de informações será muito útil para o combate à impunidade apontada pelo Ministro. Há muito que fazer para eliminar o problema. E, como dizia minha avó: Está na hora de falar menos e de trabalhar mais.
Em relação à questão ética, o problema, no Brasil, é que todos são coniventes com os equívocos apontados pelo Senhor. Todos tiram proveito, e, depois, reclamam.Estamos vivendo tempos de sociedade líquida e de culpar, sempre, o outro. (Bauman e Habermas)
Para mudar a situação, temos que denunciar as irregularidades ao CNJ, ao CNMP e ao MP.
As denúncias podem ser feitas sem a identificação da pessoa. É bastante simples. Todos podemos contribuir para um mundo melhor.

... o ministro J Barbosa disse aquilo ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... com um caso concreto em mãos - ministro Tourinho e sua filhotinha - para ilustrar a sem-vergonhice que grassa nos poderes em geral, principalmente no Judiciário, já há muito tempo! Digo e repito: prá ser juiz tem que ser um sábio. Prá ser um sábio, tem que ser graduado nas três grandes áreas do conhecimento humano: humanas, exatas e biológicas. Com apenas esses cursinhos horríveis de direito espalhados pelo país, são também admitidos juízes de pouca ou nenhuma bagagem, nem cultural, nem moral e nem ética ...

Aeticos

Socratess (Advogado Sócio de Escritório)

O Sr. Joaquim Barbosa tem integral razao em sua colocacao.

wikileaks a mídia que a hipocrisia não deixa ninguém enxerga

JALL (Advogado Autônomo - Comercial)

Tenho cinquenta anos de advocacia e nesse meio século jamais testemunhei, na vigência da democracia, tamanha degradação da ética, de concessões esconsas, tráfico de influência e atitudes vergonhosas de corporativismo a que se referiu o Ministro Joaquim Barbosa, coloquialmente no julgamento de malfeitos de um juiz. Ouso dizer que não é exceção o que ele trouxe à discussão. Não há resquício de um mínimo de ética nos tribunais em que atuo em meu Estado. Daí para concluir o que acontece nos outros não é preciso de muita imaginação para concluir. As condutas que observam o rigor da ética estão se tornando exceções. Os casos escabrosos de tráfico de influência, violações da ética, uso de informações privilegiadas nesses últimos dez anos tem sido a regra, que está se tornando epidêmica. Como estou em meio de causas de grande repercussão, posso afirmar que o Ministro Joaquim Barbosa foi até discreto em suas referências. Nas causas em que hoje atuo, com grandes interesses envolvidos, em 100% (cem porcento)delas essas práticas deletérias de filhotismo, conchavos, formação de quadrilha e corporativismo são uma verdadeira praga com que tenho que me deparar, na contramão dessa corrente de degradação ética que domina a Justiça. Isso vale e se aplica a todas as causas de valor superior a R$ 10 milhões. Em causas menores essas práticas se misturam com comportamentos em que a falta de ética não é questionada. Mas que também estão presentes de uma forma epidemicamente crescente. O ministro parece saber do que está falando. Esses desagravos corporativos, ao invés de defender o statu quo descrito pelo Ministro Barbosa, deviam combater essa prática que, sabem muito bem, ocorrem sob seus respectivos narizes.

Dever de Urbanidade

Rogério Aro. (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Mais uma vez!

Opinião

ElizeteFeliz (Odontólogo)

Não achei o comentário do Ministro leviano, o que eu percebo e com bastante pesar é que a opinião do Ministro, sempre é bastante polemica e ganha bastante barulho. Por que será!! Parece que ele falou uma grande mentira, pois até os cidadãos mais simples sabe que ele esta com a razão. Pois não quero entrar no mérito. Acontece que ele esta mexendo em um vespeiro, onde muitos querem que continue como esta. Neste momento o Ministro Joaquim Barbosa esta sendo um alvo,ou diria uma pedra no sapato de muitos, que desalento para nós brasileiros.Fico com bastante vergonha ao chegar a essa conclusão e ao mesmo tempo me sinto impotente como a maioria dos brasileiros. Chega de hipocrisia estamos todos fartos deste "corporativismo".

Repensar é preciso

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Realmente não fica bem para o presidente de uma Suprema Corte lançar considerações genéricas a respeito de irregularidades. Mas, convenhamos, o Poder Judiciário brasileiro é um caos, e há realmente muitos temas intocados que precisam de uma revisão urgente. O próprio julgamento do caso no CNJ, quando o Ministro Joaquim Barbosa teceu essas considerações (que assisti ao vivo, em parte), mostra a situação caótica. Tourinho Neto narrou durante vários minutos irregularidades graves praticadas por um magistrados, que determinaram sua aposentadoria compulsória, e considerou tudo "normal, "humano". Repensar é preciso, antes que seja tarde (e quando digo "tarde", falo da desmoralização que o Judiciário ostenta junto à massa da população, que vem permitindo ao Executivo implantar, progressivamente, seu total poderio).

Comentar

Comentários encerrados em 28/03/2013.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.