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Comentários de leitores

11 comentários

Liturgia Excessiva

J. Cordeiro (Advogado Autônomo - Civil)

O douto Ministro Fux esqueceu que os recursos existem, salvo o pessoal do "colarinho branco e os dos punhos rendados", não em função do desejo dos patronos em prolongar o litigio, mas em decorrência do Magistrados, no "dizer a Lei", de modo pessoal e, não poucas vezes, particular, quase sempre inovando, dando interpretações estranhas a intenção do legislador. O que sonha o Judiciário togado e ver-se livre dos advogados, como mini deuses, dono da vida e da morte daqueles que buscarem as barras da lei para reclamar seu Direito. Querem correr livres e soltos, com decisões sem qualquer questionamento. E falam em democracia e outros princípios que só praticam em suas teses acadêmicas.

Cerceamento total

B M (Advogado Autônomo - Civil)

Logo, deverão eliminar os embargos de declaração,recurso de apelação e agravo, como também as instâncias ad quem.
Assim, o processo será mais ágil. Que tal eliminar o art. 5° da Constituição Federal?

Cerceamento total

B M (Advogado Autônomo - Civil)

Logo, deverão eliminar os embargos de declaração,recurso de apelação e agravo, como também as instâncias ad quem.
Assim, o processo será mais ágil. Que tal eliminar o art. 5° da Constituição Federal?

Uai, o Ministro Fux já combinou com a Câmara Federal?

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

O Ministro Fux já combinou tudo com a Câmara Federal? Por enquanto o novo CPC só tem sido bom para render palestras e vender livros sobre algo que ninguém sabe de que forma e muito menos quando irá sair.

Não sei!

Neli (Procurador do Município)

Tenho minhas dúvidas! A cada legislação alterada o português piora, a redação fica ruim. Não sou especialista em português,mas notei erros em leis.

Mudanças paralelas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Eu penso, prezado Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo), que se o Código Fux fox aprovado em substituição ao científico código de 1973 com suas posteriores alterações, outras modificações virão em paralelo. Ora, o que restou da magistratura nacional? Simplesmente nada. O bom juiz já nem sai mais na rua, de vergonha de ser juiz. Nesta semana houve uma audiência no Fórum da Justiça Federal quando seriam ouvidos 5 juízes federais como testemunhas. Só um apareceu, tão assustado que a voz nem saia. Os outros nem deram satisfação. A magistratura se deteriorou e os grandes profissionais estão abandonando a atividade. Assim como não faltou quem executasse as ordens de Hitler, considerando ainda a mentalidade dos "concurseiros", não faltará quem exerça as funções da magistratura mesmo ganhando "quinhentão", e com as garantias processuais das partes suprimidas pelo "Código Fux" veremos certamente juiz ligando para o gerente do banco ou chefe da repartição pública perguntando, em plena audiência, em quanto deve condenar por litigância de má-fé quem ingressou com uma ação legítima, tamanha será a manipulação das decisões. Será o fim da independência jurisdicional, com a implantação do Estado Absoluto.

Ditdura jurisdicional

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Bastou que Fux adquirisse novamente o respeito da comunidade jurídica, com o julgamento da ação discutindo a "PEC do Calote", para que se voltasse à temática da eliminação das garantias processuais das partes, instaurando em definitivo a ditadura jurisdicional que já mostra desde há muito suas garras.

Será o "Império da Magistratura"?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Se vingar o famaliá projeto "Fux" - acredito que não passará! -, todavia, se por ironia do destino for aprovado goela abaixo da sociedade brasileira, provocando incomensurável "Poder" aos pobres mortais, sem dúvida alguma, viveremos a sissomia de um insuportável "Império da Magistratura" sem um níquel de voto popular. E os demais Poderes legitimados pela cidadania, que se cuidem, pois não passarão de instâncias subalternas da novel realeza. Por outro pórtico, não convence a famigerada ladainha de "excesso de recursos", pois não se olvidando que assim ou assado, os magistrados sempre disponibilizarão, por exemplo, ao seu único e exclusivo proveito, tempo necessário para lecionar em faculdades e cursinhos particulares. Enquanto isso, comprometido tempo restará às decisões e julgamentos, será a cantilena de sempre, mesmo com todo aparato custeado pelo contribuinte e jurisdicionado. Na verdade, vivemos em um país que cada vez mais amplia a casta dos que detêm paradoxal poder de decisão sem qualquer reconhecimento popular. E, como se questiona que "democracia inconsequente é muito mais trágica do que qualquer regime totalitário", pois neste, desde logo se defronta com o peso do seu antagonismo, naquela, o manto covarde da segregação os protege, como forma de subverter - propositadamente! - a própria realidade. E, na republiqueta de bananas, sobreviva quem puder!

uma análise breve

Alan R. Silva (Advogado Autônomo)

Analisando rapidamente a nova sistemática eu vejo a mitigação dos direitos em prol da "efetividade", que nada mais é do que o julgamento rápido, porém sem qualidade, por parte dos juízes.
Essas regras do CNJ, por mais salutares que possam ser (ou não) só fazer isso, estabelecer metas de promoção por n° de julgados etc é ridículo.
Na prática temos estagiários, técnicos e analistas julgando com a assinatura do juiz , as vezes sem a devida cautela.
além disso os "modelos" que servem a todo e qualquer assunto que impedem que se analise o caso concreto de maneira adequada são óbices à uma justiça "justa".
O novo cpc, ao meu entender, trará apenas isso, velocidade. E quando se corre muito acidentes costumam acontecer.
Pode ser que eu esteja errado (não rara são as vezes que isso ocorre) e me faltou o aprofundamento devido para uma crítica de tamanha gravidade. Mas a experiência e história estão a favor da crítica apontada.
Nessas horas que rogo para estar errado, mesmo sem esperanças concretas de que de fato esteja.

Detalhe

Lucas Hildebrand (Advogado Sócio de Escritório)

Só um detalhe: quem vai definir se o direito é evidente ou não? O juiz! Então o procedimento a ser seguido não depende mais da lei, mas da vontade do juiz. E o pior: não cabe recurso contra a decisão interlocutória, pelo projeto atual. Abaixo a ditadura do Judiciário!!! Dr. Luiz Fux é chapa branca! Protejam-se os indivíduos, pois ao Estado se entrega tudo neste país, sem possibilidade de controle adequado!

Greegos e..

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Esse novo CPC não vai agradar muito aos Gregos e Troianos, mas ao poder judiciário já agradou sim e muito, porque o juíz se torna maior detentor de poder. A sistemática de recursos continua com algumas aberrações, que somente o processo eletrônico vai resolver, Espera-se!

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