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Os livros da vida da juíza Andréa Pachá

Comentários de leitores

9 comentários

Pode isso Casagrande (o comentarista por excelência)?

João Corrêa (Estagiário - Previdenciária)

A juíza disse para deixarmos a dogmática de lado e nos ocuparmos apenas de literatura. Foi isso o que ela disse. Foi sim. Óbvio. Quem não vê? Está a serviço da estandartização do Direito. Pode isso "Casagrande"? -Olha Galvão, quis me parecer que a eminente articulista pretendeu apenas dizer que a formação humanística não será encontrada nas doutrinas e afins. Ou, que a visão ampliada do mundo, sua tradição cultural, oferece uma base humana que sustenta a pré-compreensão necessária para compreender (e, por conseguinte, aplicar). Confere?

Parabéns!

Alex Bittencourt (Servidor)

Infelizmente, tem faltado aos juristas contemporâneos uma expansão maior no horizonte de conhecimento do ser humano. É algo que tem sido deixada de lado em prol apenas do conhecimento técnico(imprescindível, mas insuficiente para uma atuação jurídica adequada).
E não entendo o celeuma com a reportagem. A magistrada diz:"Aprendi mais da alma humana lendo esses autores do que aprenderia em livros técnicos sobre o assunto." E não duvido que seja verdade. Além disso, em momento nenhum a matéria está recomendando que se deixe a doutrina jurídica de lado. Depreender isso da reportagem me faz ficar bastante preocupado com a interpretação que determinados operadores do direito fazem acerca dos casos concretos...

Luzes!

Eduardo R. (Procurador da República de 1ª. Instância)

O depoimento da Juíza está límpido e sereno, revelando até com certa inquietude (regra nessa era) a angústia dos profissionais da Justiça. A ciência jurídica é humanista e sempre se nutre dessa concepção básica da condição humana na sociedade.

Incentivo ao modelo de conveniência

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Infelizmente, não posso deixar de considerar que a reportagem soa um pouco irresponsável. Explico. O jurista deve procurar obter a maior quantidade possível de conhecimento. Quanto mais vivências e relações humanas ele conhecer, melhor jurista será, e a literatura neste ponto é algo de fato importante. Entretanto, o direito é uma ciência e como tal possui seus postulados. O jurista não pode deixar de conhecer, com profundidade a ciência do direito e a reportagem, da forma como colocada, induz o estudante ou novato a acreditar que o estudo doutrinário pode ser posto de lado, em prol de algo mais "palatável" como a literatura. Em uma época na qual se busca "tudo mastigado", na lei do menor esforço possível, esta reportagem não é algo bom pois incentiva um modelo de conveniência que só empobrece a formação dos novos juristas, em um País marcado pela baixa qualidade do ensino jurídico e fraca formação dos bacharéis em direito.

Parabéns!

Roselane (Advogado Autônomo - Família)

Estou de pleno acordo com a juíza, a pessoa tem que ler de tudo.Uma pessoa com essa bagagem olha o mundo de outra forma, compreende as pessoas com mais sensibilidade e, com certeza, a sentença será bem fundamentada.
Quando pego uma sentença mal fundamentada, sem nexo, fico decepcionada, pois tenho certeza, esse juiz não lê. Simplesmente: NADA.

Parabéns à juíza

Lúcida (Servidor)

Uma formação mais humanista é muito necessária aos julgadores. Se o direito fosse apenas legalista, era só colocar os fatos no computador e este daria a sentença.

Praetor, leia o artigo completo antes de comentar

Carol Souza (Advogado Autônomo)

Você claramente não leu sequer um linha do artigo. Não escreva besteiras.

A leitura é a base da retórica

Denser (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Já dizia Quintiliano, o maior mestre de oratória do ocidente, que "a leitura é a base da retórica".
Que bom que temos Magistrados que se interessam pela literatura.
Adalberto Denser de Sá Junior
Promotor de Justiça

Não, julgue de acordo com a lei!

Prætor (Outros)

Eu prefiro ter uma demanda julgada por alguém que tenha lido e aprendido com livros técnicos. Nelson Rodrigues como doutrinador? Meu Deus! Só a lei pode nos proteger dos subjetivismos. Mas a legalidade é algo fora de moda no Brasil.

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