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Recebeu e não cumpriu

Ford deve pagar R$ 162 milhões por não instalar fábrica

A Ford foi condenada a ressarcir o governo do Rio Grande do Sul em R$ 162 milhões pelos investimentos para a construção de uma fábrica da empresa no município de Guaíba (RS), em 1998. Segundo a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, a Ford já havia recebido recursos para iniciar as obras quando se retirou do negócio, alegando falta de pagamento por parte do governo que assumiu em 1999. Cabe recurso da decisão. As informações são do G1.

Segundo a assessoria de imprensa da Ford, a empresa irá se manifestar após a solução final sobre o caso já que o “processo instaurado pelo governo do estado do Rio Grande do Sul envolvendo a Ford ainda encontra-se sub judice”.

Na época em que assinou contrato para a instalação de uma fábrica na região metropolitana de Porto Alegre, a Ford também assinou um financiamento com o Banrisul, que disponibilizaria à empresa a quantia de R$ 210 milhões. O dinheiro seria liberado por etapas, mediante prestação de contas. Conforme a decisão judicial, após o pagamento da primeira parcela, a Ford saiu do negócio, alegando que o governo estava em atraso no pagamento da segunda parcela e também problemas políticos com a nova administração estadual.

A juíza Lílian Cristiane Siman determinou a rescisão do contrato e condenou a empresa a devolver o valor da primeira parcela do financiamento no valor de R$ 36 milhões — R$ 42 milhões iniciais, dos quais devem ser deduzidos R$ 6 milhões, relativo à terraplenagem do terreno onde seria instalado o complexo e se somou ao patrimônio do autor da ação —, cerca de R$ 93 milhões referentes à aquisição de máquinas e equipamentos e cerca de R$ 33 milhões referentes aos estudos técnicos e análises para disponibilização de infraestrutura.

Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2013, 13h26

Comentários de leitores

3 comentários

ACM foi mais esperto!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Toninho driblou a burocracia gaúcha e levou a FORD para Camaçari-BA. Hoje, um fantástico parque automobilístico de dá inveja a gringos. Camaçari-BA, representa hoje um dos maiores PIBs municipais do país. VIVA O ETERNO ACM, O INSUBSTITUÍVEL IMPERADOR DA BOA TERRA! Que venham agora, as coreanas, o povo de lá está de braços abertos!

A questão não é só isso...... Mas isso!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não discordo do comentário do Sr. MS RIBEIRO, só gostaria de DESTACAR que as ISENÇÕES, SUSPENSÕES, DESONERAÇÕES, TERRENOS MUNICIPAIS DOADOS e tudo mais que OBTIVERAM, JAMAIS deveriam ter sido concedidos.
Já naquela época, suas matrizes OPERAVAM COM DEFICÎÊNCIA ADMINISTRATIVA e FINANCEIRA, assim, vir para o BRASIL foi um PLUS que, hoje, NADA MAIS REPRESENTA do que MUITA RENÚNCIA do ESTADO BRASILEIRO.
Teriam vindo de qualquer maneira, porque JÁ NÃO TINHAM OPÇÃO NAQUELA ÉPOCA.
É só pegar os JORNAIS e ESTUDOS ECONÕMICOS EUROPEUS para que TUDO o que ESTÃO PASSANDO nos seus CONTINENTES de ORIGEM já pudesse ser VISTO. O que se espera do PAÍS é que NADA MAIS LHES SEJA CONCEDIDO . Mas, é óbvio, que a CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA tem que ser REDUZIDA, porque são os CIDADÃOS BRASILEIROS que ESTÃO PAGANDO as FARRAS ORGANIZADAS.

Só isso...

MSRibeiro (Administrador)

Essas multinacionais automotivas se beneficiam de uma séries de isenções, suspensões e desonerações e não cumprem a contrapartida e ainda o lixo do carro fabricado no Brasil continua sendo o mais caro do mundo!!!

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