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Comentários de leitores

37 comentários

Juiz só vai ao CNJ para se defender

regina m.c. neves (Advogado Autônomo - Criminal)

Boa tarde
Bem. Para começar, se o Juiz vai ao CNJ somente para se defender, é porque alguma coisa ele fez de errado não é mesmo? pois, se não tivesse feito NADA, NÃO PRECISARIA SE DEFENDER! Porque, quem se defende, se defende de alguma coisa e, é exatamente essa coisa que o Juiz na sua Contestação sob foco NÃO EXPLICOU

Quanta ignorância!

André (Professor Universitário)

O povo, manipulado pela imprensa, até confunde os ramos do Judiciário, misturando um com outro, agora quando alguns dos comentaristas abaixo, operadores do direito, o faz, ou é por ignorância rasa ou má-fé.
O entrevistado é Presidente da ANAMATRA, ou seja, representa apenas os juízes do trabalho brasileiros. Esses, embora pela CNJ sejam os que mais produz no país (a média de sentenças é maior, os Tribunais que atigem todas as metas do CNJ são trabalhistas etc.), são os que menos ganha. Lógico que no TJRJ, TJSP, STF etc. o rendimento líquido é maior, JUSTAMENTE é essa a reclamação do entrevistado. Enquanto muitos juízes estaduais ganham R$ 25/R$ 30 mil líquidos, um juiz do trabalho ganha R$14/R$16 mil, conforme seja substituito ou titular. Desafio algum comentarista a encontrar no portal transparência dos TRT's algum juiz ou desembargador que mais mais de R$ 17 mil líquidos... Não existe.
E o CNJ além de suas funções de corregedoria, também tem a função de "zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura" (art. 103-B, § 4°, I). Ocorre que não tem feito uma coisa nem outra. Não zela pela autonomia do Judiciário quando permite, calado, que o Executivo corte o orçamento do Judiciário, impondo 30% de perda inflacionária ao subsídio. E também não zela pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura (LOMAN), quando permite que os Ministros dos tribunais superiores, juizes estaduais, os próprios Conselheiros do CNJ recebam auxílio moradia previsto na LOMAN e quanto ao juízes do trabalho nada fazem... Esses não recebem nenhuma verba indenizatória, daí porque sua remuneração líquida é a menor de todas.
É DISSO que reclama o Presidente da ANAMATRA e ninguém quer entender, ou por má-fé finge que não entende.

Tristeza e amargura

Mariel Lamarca (Outros)

Tenho pena do magistrado presidente signatário do artigo. Andou mal e inicia de forma atabalhoada sua gestão à frente da ANAMATRA, se pensa em parcerias, devia desistir...

Subsídio

kELSEN (Outros)

Eu queria que o presidente da Anamatra disponibilizasse sua declaração de renda nos últimos 5 anos.
Aí nós veríamos se os juízes recebem apenas R$13.000,00 por mês realmente.
Além disso, culpar servidor pelos problemas existentes é uma piada.
Quem nomeia, no âmbito do Poder Judiciário, os servidores que ocupam cargos de gestão?
Ora, são os próprios juízes.
E o juiz nada mais é do um profissional a serviço do Estado (servidor, na acepção ampla do termo). Não é uma casta superior, como parece crer o presidente da Anamatra.

Treze mil, só isso? É ruim

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Caríssimo Ed e demais interessados.
http://www.tjrj.jus.br/web/guest/transparencia/anexos-resolucoes-cnj/anexos-viii-resolucoes-cnj
Um dos motivos pelos quais os Magistrados querem a caveira do CNJ, em tempos passados quando imaginar que tais informações iriam ao conhecimento do público.
Mas sejamos justos, a Magistratura Estadual embora pela Constituição tenha teto inferior aos Magistrados Federais, são tantas as "indenizações" isentas de imposto de renda...
Pagar imposto de renda é para ignara plebe...
Sugiro comparar as rubricas desconto de IR, e depois retenção por teto constitucional, e por aí vai... subsídios líquidos de R$ 33.443,18 pagando R$ 4.702,22 de IR, gostaria que os colegas Tributaristas conseguissem dar uma explicação. Outro, no mesmo arquivo, abril, subsídios líquidos de R$ 49.748,09, descontando para Receita Federal o valor de R$5.327,85.
De fato nos Advogados, "a gente semo tudo um bando de inúteis, a gente nem sabemo peticionar em juízo, a gente nem conhecemo lógica, a gente num sabemo nada, a gente semo tudo um bando de inútil invejoso...".
Retomando a questão pelo lado sério, os Advogados antes faziam escolha pela liberdade da profissão. Mas hoje o Judiciário parece querer nos afundar financeiramente, defendendo teses fazendárias, interessante como a PGFN fecha os olhos para essas tabelas, como indicado onde ser conferida. Magistrados tratam Advogados como fossem uma praga que ameaça seu status quo, e então os poucos que conseguem romper determinado teto, vem o meme, restrito, o meme específico, comparável por analogia a um príon, do achatamento ostensivo dos honorários advocatícios...
E então http://www.tjrj.jus.br/web/guest/home/-/noticias/visualizar/122501
"Inútil, a ignara plebe é tudo inútil".

Disconrdancia

Erik (Advogado Autônomo - Civil)

Pela entrevista do magistrado cheguei à conclusão de que o CNJ está cumprindo seu papel sim. O CNJ não tem de ser parceiro dos juízes, mas seu controlador. E se os juízes estão reclamando é porque estão surgindo efeitos.

Parceiria com a Magistratura e....

Luiz Parussolo (Bancário)

Como extremo prejudicado pelos juízes e alguns advogados tomo a liberdade de dizer que falta muito ao Conselho Nacional de Justiça para fazer em prol da sociedade, principamente as classes dominadas, em relação ao que o Poder Judiciário em todo o país agride e protela direitos.
Até atendimentos preferencias às castas às mais privilegiadas existe nas comarcas demonstrando a dependência ao poder econômico.
Se não está fazendo nem 80% do que precisaria quanto às necessidades de afastar do Poder mais necessário à defesa da sociedade, imagina se voltar-se à afinidade com o mesmo.
Nada se espera das Corregedorias Estaduais quanto às denúncias de irregularidades e autoritárismos porque parece nada acontecer.
Acredito que o mais sensato e de bom-senso seria um CNJ formado por cidadãos ilibados da sociedade civil sem vínculos de quaisquer natureza. Pelo menos uma grande maioria.
O Nobre Magistrado parece ter nascido nas aristocracias prestadoras de serviços e não ter nenhuma afinidade com a produção.
Falou do que fizeram com a saúde e a educação e sendo oriundo de um dos estados mais produtivos antes da redemocratização do neo liberalismo, com estrutura invejável de pequenos, médios e grandes produtores rurais e também empresarias, como em São Paulo e alguns outros estados, também admiráveis, acabou solapado em sua estrutura tradicional com abandonos de terras e empreendimentos e toda a tradição, jamais vai recuprar.
Excelência: Produção estável e não especulativa é o alicerce e a fonte de toda estrutura básica de um pais; o resto, a cobertura. Devemos voltar-nos primeiro à reparação dos alicerces para retomada da cobertura e a indepêndencia o país das forças internacionais que exploram e consomem até nosso direito de escolha.

Destaque

Ed Gonçalves (Bacharel)

Relativamente à remuneração, chamou-me a atenção o dito pelo magistrado de que ele nem compara a remuneração líquida dos juízes com o que se ganha na iniciativa privada. Tenho uma singela pergunta a fazer: ele realmente acha que todos os magistrados, se labutassem como advogados, ganhariam mais do que 13 mil líquidos por mês? Pois fique ele sabendo que, fora do serviço público, só se estabelece quem tem competência. E, convenhamos, aprovação em concurso público não é atestado de competência.

Respeito pela Classe dos Advogados

Elias Mattar Assad (Advogado Associado a Escritório)

Presidi a Associação Paranaense e a Brasileira dos Advogados Criminalistas. Imaginava no início que somente os advogados da área criminal sofriam com desrespeitos aos direitos e prerrogativas profissionais. Fiquei surpreso com muitos relatos de advogados trabalhistas contra a falta de urbanidade de muitos juízes trabalhistas com a nossa Classe. Não posso compreender qual o motivo para essas deselegâncias em embates trabalhistas. É falta de preparo ou prepotência de alguns?

Parceria

Cbaiao (Outros)

Por aí se vê como a magistratura é retrógrada em seu comportamento e conceitos. Entende parceria como solidariedade e apoio. Parceria é contribuir para melhorar e produzir mais. Inclui-se aí o auditar, o modidificar, o punir, etc... Esta é a verdadeira parceria e o CNJ até que ainda está soft nisto.

Papel do CNJ

Costa Assunção (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

De há muito, o CNJ não vem cumprindo o seu papel constitucional. Em nosso país, a maioria dos órgãos que detêm a prerrogativa constitucional de "agentes políticos" não respeitam os seus limites.
Como órgão integrante do Poder Judiciário, mas com atribuições meramente administrativas, o CNJ não possui
competência para julgar como órgão judicial, ou seja, fazendo a prestação jurisdicional perante o cidadão, mas apenas para regulamentar, administrativamente,
situações e questões dentro do próprio Judiciário, podendo recomendar providências, mas nunca dispondo além do que está na lei.
Agora, mais uma vez abusando de suas atribuições legais, vem de tomar uma medida, através de resolução, determinando aos cartórios que realizem o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo ! Ora, isso contraria o art. 5º, inciso II, da Constituição Federal, considerando que não existe lei e sequer decisão judicial vinculativa criando o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.
Costa Assunção

Depois do "puxadinho" cnj nao representa mai niguem.

jpo (Vendedor)

Apos o "puxadinho" do CNJ que instituiu o casamento gay através da caneta, ele não representa mais niguem ao roubar a atividade legiferante do Legislativo.

Os magistrados não precisam de incentivos , legais .

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Oe ILEGAIS são muito mais expressivos , ao bolso e ao ego . "Ficam bem na fita" , em todos os sentidos , status que incentivos legais , inexpressivos , diante daqueles , não podem proporcionar .
Existem pouquíssimas e honrosas exceções , mas estes , em geral só são promovidos quando não é possível mais ser postergada a "antiga" conquista da "antiguidade" .
O que a maioria dos Magistrados precisa , Brasil afora , é ser honesto , decente , e producente , honrando a toga sob todas as coisas . Como isso é matéria raríssima , o CNJ tem que , diariamente , intervir , para puní-los . Já que ninguém me deu a resposta , eu dou , diante da longa estrada jurídica , desvirtuada , que já percorri , depois de ter participado dos áureos tempos da Magistratura , onde além de existir "gênios culturais" , havia vergonha na cara e , acima , de tudo , honestidade , a qualquer título , inclusive , de propósito .
Dá vontade de chorar , diante da podridão dos dias de hoje !
Desculpem o desabafo !

... ocorre que ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... ninguém quer ser parceiro da Magistratura!

Falta vontade política para mudar...

M. R. Baltazar (Funcionário público)

Falta vontade política para mudanças dentro do serviço público brasileiro, a estrutura é contraproducente e no caso dos magistrados, pelo menos eles ganham relativamente bem. O Brasil é craque em produzir "joias", como concursos onde os inexperientes aprovados já entram como "dirigentes", como nos casos das nossas polícias judiciárias.

Há algo de errado na terrae brasilis...

Araldi Jr. (Professor Universitário)

Ao que me parece e, consoante outras manifestações já apresentadas, o CNJ (por previsão constitucional) é um órgão de fiscalização orçamentário-administrativa, não devendo ser parceiro de ninguém e, se o for, tem que ser parceiro da sociedade. Se a magistratura quer parceria tem que buscar junto aos órgãos criados para tal fim (AMB, por exemplo). Se a magistratura e o judiciário tem perdido a credibilidade junto a opinião pública, um grande começo seria uma reforma profunda da LOMAN, suprimindo algumas barbaridades, como a aposentadoria compulsória com proventos integrais como forma de "punição" do magistrado que atua de forma improba!

Araquiri institucional!

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

A maior contribuição da Justiça Laboral tupiniquim seria se integrar nos Tribunais Estaduais, formando um único corpo. Vara especializada tudo bem, mas tribunal especializado é jabuticaba e bem azeda. Se presta tão somente para criar cargos, construir palácios, morder com força o orçamento e fomentar esta balbúrdia no que se refere a definição de competência em razão da matéria. Quem sabe diminuindo os gigantescos custos, sobraria até mais $$$ para se pensar em incentivar financeiramente os r. Magistrados.

Magistratura

Dr. Marco Seixas (Advogado Autônomo - Civil)

Se a magistratura é uma carreira tão heróica e tão pouco valorizada e etc, etc, etc. porque não pedem exoneração e vão procurar outro "emprego"? Os juízes não querem controle algum, qualquer tipo de procedimento que os peça um mínimo de informações já é encarado como ofensa. Coitadinhos...

Soberba e corporalçtivismo

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A condescendência das corregedorias levaram os juízes
a se colocarem acima ou à margem das leis.Algumas correções legitimas e necessárias tiveram que ser realizadas. Só por isso os juizes apelidaram o CNCJ de "orgaõzinho ante democrático". Não é assim que a sociedade e a comunidade jurídica pensa. Agora, estão fazendo o papel da "Geni" do Chico Buarque. Sabe-se que juzes são peritos em embromação e só falam em ganhos. Vale o velho conselho do burro chucro: se não estão satisfeitos, deixem a vaga para quem tem vocação. Urge mudanças nos sistemas de concurso, ou então juizes serão os lamuriadores numero um.

Ingratidão e injustiça!!!

Mariel Lamarca (Outros)

É o que o presidente da anamatra pratica para com os servidores do judiciário federal, beirando mesmo ás raias do desrespeito. Nobre magistrado, os servidores estão prontos deixar a burocracia demasiada do papel para atuar com o processo eletrônico!
Outrossim, os próprios ministros dos tribunais superiores admitem todos os dias que sem o trabalho dos funcionarios da justiça é impossível realizar a justiça que é construída por todos os operadores do direito!!! Tirando um caso ou outro de processos emblemáticos e sensíveis, a grande realização da produção jurisdicional é feita pelos servidores do judiciários, até as relações dificeis entre os magistrados e os demais operadores do direito.

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