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Comentários de leitores

7 comentários

Quem ganhou cem milhões nao foi advogado

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Quem ganhou cem milhões por menos de dois anos de trabalho, conseguindo fazer uma empresa ficar pior do que era, com práticas surrealistas de violação da Lei não foi um Advogado...
http://www.infomoney.com.br/oi/noticia/2663481/acoes-caem-mais-com-confirmacao-saida-presidente
"Nesta manhã o jornal Folha de S. Paulo publicou que, contratado em agosto de 2011 por quatro anos, a demissão de Valim levará a Oi a pagar uma indenização de R$ 100 milhões."
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1218542-oi-confirma-troca-na-presidencia.shtml
"Contratado por um dos salários mais elevados do setor (R$ 100 milhões por quatro anos), Valim deverá receber o valor integral como "indenização" pelo encerramento antecipado de seu contrato, apesar de uma parte desse valor estar vinculada a seu desempenho."
UM ÓBVIO ULULANTE. Magistrados, Ministério Público e 99,9% da Advocacia, todos nós não passamos de funcionários especilizados, em algum grau, mas sempre, nunca passamos de um seguimento dominado da classe dominante, ou apenas a serviço da classe dominante.
Seria melhor alguns comentários serem melhor focados, e se abrir os olhos a respeito de quem e como está inviabilizando o Judiciário. Magistrado gosta de colocar indenização lá embaixo. Os mesmos Réus retornam todos os dias, centenas de vezes, com os mesmos advogados proletarizados, assalariados...
O dia que este modelo de gestão ao invés de dar lucro, terceirizar as consequências das lesas que causam para o Judiciário, e sim começar a dar prejuízo, teremos Magistrados menos estressados, com menos processos, pois a indústria da violação da Lei deixará de ser atuarialmente lucrativa...deixará de ser lucrativo despejar todo lixo de gestão no Judiciário e ainda acusar o mesmo Judiciário de "inepto para gestão".

contencioso de massa e dano moral tabelado

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

RESPONSABILIDADE CIVIL COORDENADOR: PAULO DE TARSO SANSEVERINO
ENUNCIADO 550 - A quantificação da reparação por danos extrapatrimoniais não deve estar sujeita a tabelamento ou a valores fixos.
Artigos: 186 e 944 do Código Civil
Justificativa: "Cada caso é um caso”. Essa frase, comumente aplicada na medicina para explicar que o que está descrito nos livros pode diferir da aplicação prática, deve ser trazida para o âmbito jurídico, no tocante aos danos morais. Há três anos, o STJ buscou parâmetros para uniformizar os valores dos danos morais com base em jurisprudências e fixou alguns valores, por exemplo, para os casos de morte de filho no parto (250 salários) e paraplegia (600 salários). Da análise desse fato, devemos lembrar que a linha entre a indenização ínfima e o enriquecimento sem causa é muito tênue; entretanto, a análise do caso concreto deve ser sempre priorizada. Caso contrário, corremos o risco de voltar ao tempo da Lei das XII Tábuas, em que um osso quebrado tinha um valor e a violência moral, outro. Quando um julgador posiciona-se acerca de um dano moral, deve atentar para alguns pontos, entre os quais a gravidade do fato, a extensão do dano, a posição social e profissional do ofendido, a condição financeira do agressor e do agredido, baseando-se nos princípios da razoabilidade, equidade e proporcionalidade, além da teoria do desestímulo. Dessa forma, a chance de resultados finais serem idênticos é praticamente nula. O juiz não pode eximir-se do seu dever de analisar, calcular e arbitrar a indenização dentro daquilo que é pretendido entre as partes. Assim, considerando o que temos exposto, conclui-se que não deve existir limitação prévia de valores, sob o risco de fomentarmos a diabólica indústria do dano moral.

A cegueira da Magistratura assusta mesmo...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Por óbvio que os donos das salsisharias do direito, proletarizando os advogados, conforme reportagem abaixo, esses podem encher a boca e falar que "falta capacidade de gestão ao Judiciário". Qual espécie de gestão? Biodigestão dos dejetos da péssima gestão das grandes empresas? A propósito, da notícia abaixo, é para matar de inveja Magistrados recalcados...
http://www.infomoney.com.br/oi/noticia/2663481/acoes-caem-mais-com-confirmacao-saida-presidente
"...Ações da Oi caem mais de 6% com confirmação de saída do presidente - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/oi/noticia/2663481/acoes-caem-mais-com-confirmacao-saida-presidente".
100 milhões por nem dois anos de serviços, gerando uma situação de milhares de processos repetidos, e Juízes dizendo que o dano moral tem de ser mais e mais rebaixado para dissuadir a litigiosidade. Será que leram o Relatório IPEA e CNJ sobre os Juizados?
A propósito, o CJF, VI Jornada de Direito Civil, acordou para fato. Deixarei acima o enunciado 550 do CJF. É o tipo de coisa que quando, quem Advoga fora do contencioso de massa, procura apresentar demonstrações por absurdo, usa da lógica, de argumentos de Dworkin e Alexy para demonstrar que determinado argumento pode justificar situações insustentáveis, quando se demonstra uma inconsistência, é tido como fronteiriço ao desacato contra a autoridade judicial.
A OI continua tendo tratamento VIP na maioria dos Juizados e Varas Cíveis, o dano moral continua tabelado... para baixo, e é aquele "dane-se o STJ".

A cegueira da Magistratura assusta...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Se houvesse um campeonato de tiros nos próprios pés e tiros de calibre 12 nos próprios joelhos, a Magisratura Brasileira seria campeã invicta há decadas...
Advogados que ganham milhões, esses ignoram solenemente a Magistratura e os Tribunais, viram-lhe as costas e os tem como despreparados para solucionar litígios altamente especializados, sendo a regra agora as cláusulas de arbitragem.
Outros setores que ganham muito dinheiro na Advocacia, são poucos, são os Advogados especializados em fusões e incorporações, atuam mais na CVM, nas Juntas Comerciais, e pouco no Judiciário.
Esses dois seguimentos estão ignorando e até desdenhando os honorários que os Magistrados arbitram, e dão gargalhadas, são os que dizem: "Quer ser pobre, quer ter vida de proletário, faz prova para Juiz".
Vamos ao que chega ao Judiciário.
Uma primeira vertente, o tal do "contencioso de massa".
http://www.conjur.com.br/2011-abr-19/maior-escritorio-pais-537-advogados-faturamento-110-milhoes
Alguns Juízes devem gostar dessas salsisharias do Direito, afinal de contas não trazem muita coisa nova. Vale a pena destacar...
"A ideia é mesmo economizar com o aluguel e a mão de obra. O aluguel do prédio-galpão custa10 reais o metro quadrado, um quarto do que o próprio JBM paga em suas diminutas instalações na avenida Brigadeiro Faria Lima, a mais disputada área comercial da capital paulista. Existem nos arredores de Bauru oito faculdades de direito, e os advogados que saem delas aos borbotões se dispõem a trabalhar por 1500 reais mensais. Um iniciante em São Paulo custaria quase o dobro."
Há contratos de quatro a dez mil causas das mesmas empresas que continuam repetindo os mesmos erros, violando as Leis, a indústria da violação das Leis, mas os Juízes não enxergam...

Se fosse verdade

rode (Outros)

Ganhando bilhões e não tem coisa melhor para fazer?
Pelo exagero no comentário, parece que o recalcado é outro!
O que não falta no Brasil é advogado comendo advogado e os medíocres culpam os outros.

bilhões ou trilhões?

Prætor (Outros)

Se os advogados faturam bilhões, então está mais do que justificada a limitação dos honorários. O que os advogados querem? Ganhar trilhões?

No Brasil

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Aqui no Brasil, quem faz o possível e o impossível para "pobretalizar" o advogado, são os juízes mediocres e mal formados, que não arbitram ou arbitram mal os honorários advocatícios, com todo o apoio omissivo do congresso nacional, do STF e do TST. Parece que todos têm recalque e frustrações para com a advocacia; dói neles ver advocados faturando bilhões e, descontam nos menos favorecidos; são covardes mesmo, essa é a realidade.

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