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Entrevistas

Lei aberta

'CLT foi sábia ao criar muitas opções de se fazer Justiça'

Comentários de leitores

9 comentários

Clap !!!Clap !!!Clap !!!

Mig77 (Publicitário)

Não era de se esperar nada diferente do que o entrevistado disse.O que ele não falou é pq existem 2 milhões de reclamações trabalhistas por ano no Brasil e nos EUA e França juntas não passam de 80 mil.E também não disse sobre o enorme "esquema" de R$ 12 bilhões por ano usados para a perpetuação da JTrabalho isto é,(juízes, promotores e o resto).Não disse também que essa CLT mais a J.Trabalho do qual faz parte, são incentivadores da formação de facções criminosas, pedintes, pilantras e vagabundos de toda espécie.
Não disse também sobre a prática usual de extorsão na JT cujas vítimas são os empresários, os que empregam, pagam impostos, lavagem de dinheiro, gastos do dinheiro público com luxo e premiação para juízes e promotores.
Não disse também sobre os salários de desembargadores que ultrapassam os R$70, R$ 80 mil por mês etc. Também esqueceu-se de mencionar a quantidade de juízes e promotores que colocam o TST no pau reclamando direitos trabalhistas.Sempre ganham!!!Porque será ???
Há os que gostam de debater sobre a porcaria feita, doutorar sobre o estabelecido, sem análise da essência.Há outros que gostam de debater sobre como mudar e mudar é extinguir esse lixo que o entrevistado, fervorosamente acha maravilhoso.
Ele deveria sair às ruas de São Paulo, Rio à noite, sem carro blindado e num halo de inteligência, se perguntar.Porque este país é tão violento ???
Pagar um salário de juiz para julgar, hora-extra, adicional noturno, desvio de função é jogar nosso suado dinheiro fora, excelência !!!
"QUEM CUIDA DO EMPREGADO, excelência...É QUEM EMPREGA"

Parcialidade exagerada

Marco Aurelio Suchoj Cordeiro (Advogado Assalariado - Propriedade Intelectual)

A Justiça do Trabalho no Brasil é quase uma ferramenta de distribuição compulsória de renda. O empregador já entra errado na audiência, e é tratado de antemão como infrator por grande partes dos juízes. A questão da lei aberta pode ser boa para o juiz aplicar a lei (como bem entender, esclareça-se), mas é péssima para a segurança jurídica e principalmente para quem precisa se defender: sempre haverá uma brecha para se criar um caminho que leve à condenação do empregador. Principiologia e ativismo pró-empregado, com (muitos) juízes que quase advogam em favor de uma das partes e risco zero na demanda (o máximo que pode acontecer é não ganhar nada) estimulam uma indústria de ações trabalhistas que desanima muitos empreendedores a criar empregos e gerar renda.

Controvérisa

Juliana R. (Assessor Técnico)

"As pessoas estão mais sensíveis para essa questão moral do que antes." data venia, não é questão das pessoas estarem mais sensíveis, e sim a banalização do dano moral. Cabe ao magistrado, de forma imparcial, a percepção da ocorrência e o grau do dano moral. Percebe-se que por muitas vezes as condenações ultrapassam as alegações dos reclamantes, não havendo uma análise minunciosa sobre os fatos ocorridos.

Posicionamento conveniente!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Primeiramente, concordo com todas as bem lançadas opiniões dos prezados comentaristas que me antecederam. Por segundo, a (onerosa!)justiça trabalhista faria um bem danado ao cidadão, contribuinte e jurisdicionado se fosse - como preconizava (e com razão!) o saudoso ACM - incorporada definitivamente à competência da justiça federal. Noutro contexto, como muito bem observado pelo comentarista "deffarias", na mesa de audiência, por vezes, o malfeitor empregado é tratado como monge de convento e o empregador o "diabo" da relação jurídica.

Boa para quem?

Marcelo Dawalibi (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Com todo o respeito ao dr. Flávio Cooper, meu estimado professor na faculdade, discordo totalmente da sua avaliação. O fato de haver brechas e múltiplas possibilidades de solução de lides iguais na CLT mostra a ambiguidade da lei e gera insegurança jurídica. A realidade nos gabinetes é bem diferente daquela vivida pelas partes, empregadores e empregados, bem como pelos advogados, sempre sujeitos às incertezas. Pode ser muito "rico" e "sábio" para quem quer formular tese de doutorado, mas é altamente angustiante para o jurisdicionado. Francamente, não vejo vantagem alguma nisso.

insegurança!

Marina Alves de Oliveira (Advogado Assalariado - Trabalhista)

A questão de você afirmar que poderá utilizar diversos intrumentos normativos para praticar atos processuais gera insegurança jurídica, principalmente para advogados que costumam atuar em mais de uma cidade ou para aqueles que estudam para prestar concursos em diferentes regiões.

ùltimas gerações

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

As últimas gerações de juízes trabalhistas são preguiçosas e bem dependentes do TST. Prova disso que raramente se encontra um juiz arbitrando honorários advocatícios, como nesse último mês ocorreu em Juiz de Fora-MG. Os antigos juizes eram mais responsáveis para com os advogados trabalhistas. O arlticulista entende profundamente do assunto trabalhista. A CLT existe por culpa dos maus empregadores, não por culpa dos bons empregadores e dos trabalhadores. As soluções para resolver os problemas da JT estão ao alcance da vista, basta os legisladores quererem. São coisas bem simples.

Pois é...

Nadir Mazloum (Advogado Associado a Escritório)

Concordo com a observação do colega "deffarias".
A Justiça do Trabalho funciona como se os trabalhadores fosse verdadeiras criaturas ANGELICAIS,SANTINHAS.Muitas vezes o empregador acaba sendo vítima de uma pessoa mal intencionada mas o trabalhador é o coitadinho né...

Falta a compreensão do todo

deffarias (Assessor Técnico)

Se Sua Excelência um dia ocupasse a direção de uma empresa de âmbito nacional, talvez não achasse a CLT tão ótima, como diz na entrevista. Sua perspectiva é apenas a do trabalhador e, quando muito, do Judiciário. Nunca a do empregador. Esse não é sequer objeto de compreensão.

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