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Ação integrada

Operação da polícias civis prende mais de 2 mil pessoas

As polícias civis de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal prenderam nesta quinta-feira (9/5) mais de 2 mil pessoas suspeitas de envolvimento em diversos crimes, na operação chamada de PC 27 — referência às iniciais da Polícia Civil e à quantidade de unidades da federação.

A mobilização acontece um mês após o Ministério Público fazer uma megaoperação que segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, serviu para mostrar à sociedade como a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 37 pode prejudicar o país. A PEC, em trâmite no Congresso Nacional, pretende retirar o poder de investigação do Ministério Público, da Receita Federal e dos tribunais de Contas, limitando-o à polícia.

Em entrevista coletiva, o delegado Ranolfo Vieira Júnior, chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou que a operação da Polícia não tem nenhuma relação com a PEC. Segundo ele, a ação visa comemorar os 205 anos de existência das polícias civis no Brasil, completados nesta sexta-feira (10/5), além de reafirmar a importância das Policias Civis na repressão qualificada da criminalidade e na promoção da Segurança Pública em todo o país.

Porém, sem fazer menção direta à PEC, o delegado-geral da Polícia Civil no Paraná, Marcus Vinícius da Costa Michelotto, afirmou que as polícias civis não aceitam qualquer tipo de desrespeito e afirmou que é contrário a qualquer outro órgão tentar fazer o serviço que é da Polícia Civil.

“Investigar é ação para quem é preparado para isso, passa por treinamento e vive e o dia a dia da investigação, tornado-se assim apto a esta função tão importante. Mandar alguém que não sabe investigar praticar essa função é o mesmo que tratar um doente com o remédio errado”, disse Michelotto.

Integração
Segundo a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, a operação teve como objetivo promover a integração entre as polícias do país, fortalecendo o contato e a troca de informações entre as instituições.

De acordo com a delegada a operação PC 27 é uma deliberação do Conselho Nacional dos Chefes de Policia Civil (CONCPC), presidido por Martha Rocha. Participaram das ações 4.610 policiais civis e 535 delegados das 27 unidades da Federação. Apesar de ser apresentado um balanço único, a operação PC 27 é resultado de uma série de operações separadas deflagradas simultaneamente.

Operação especial
Nesta sexta-feira (10/5), a Polícia Civil de São Paulo iniciou uma operação especial em que estão sendo cumpridos 7 mil mandados de prisão, busca e apreensão de materiais. As ações envolvem desde acusados por tráfico de droga até processados por falta de pagamento de pensão alimentícia. Com informações da Agência Brasil e das Assessorias de Imprensa das polícias civis do RJ, PR e RS.

Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2013, 14h57

Comentários de leitores

1 comentário

Nada haver com PEC

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

É nosso aniversário e demos maior publicidade as ações cotidianas como busca e apreensão, e tentamos centralizar a maioria das ações em um único dia como forma de apresentar serviço à população (nossa obrigação). Prender gente por causa de PEC é absurdo e ilegal. Aproveitando a oportunidade, não é hora de por fim à prisão por alimentos, ainda mais se considerarmos as condições das nossas prisões? Não seria uma questão social, com vistas a executar um melhor planejamento familiar? Hoje o devedor de alimentos passa mais tempo preso que o homicida, o traficante, o latrocida, o furtador, etc.

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