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Suspeitos de corrupção

Oficiais de Justiça e advogada são presos em Bauru

Cinco oficiais de justiça, uma advogada e três empresários foram presos nesta segunda-feira (6/5), em Bauru e Jaú, interior de São Paulo. Eles são acusados de integrar uma organização criminosa que cobrava propina para cumprimento de mandados de busca e apreensão de veículos financiados e não pagos. Eles foram presos durante a operação injustiça, deflagra pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar.

Durante a investigação foi comprovado que os oficiais de Justiça, que trabalhavam no Fórum de Bauru, recebiam de R$ 300 a R$ 750 para cada veículo localizado e apreendido de forma ágil. Eles atuavam em conluio com terceiros que agiam no interesse de empresas de cobrança, financeiras e escritórios de advocacia. As nove pessoas presas são acusadas de prática de corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha — previstos nos artigos 317, 333 e 288 do Código Penal.

Um dos funcionários, ainda, é investigado por envolvimento com narcotraficantes de Bauru, bem como pela prática de compra de votos e diversos outros crimes eleitorais cometidos à época das eleições municipais de 2012. O Poder Judiciário de Bauru determinou, além da prisão dos funcionários, a imediata suspensão do exercício do cargo de todos os agentes públicos envolvidos. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-SP.

Revista Consultor Jurídico, 6 de maio de 2013, 19h10

Comentários de leitores

2 comentários

Só o pobre dança

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Deixe-me ver se entendi direito. Pelo que sei, os bancos e financeiras costumam pagar cerca de R$200,00 a R$250,00 por toda a atuação de um escritório de advocacia nessas ações de massa. Assim, basta somar 2 + 2 para se presumir que os advogados não devem ter tirado o dinheiro da propina do próprio bolso, pois do contrário teriam prejuízo na atividade. Só posso presumir assim que o dinheiro da propina veio dos autores das ações, ou seja, dos bancos. Mas, pelo que vejo, não consta prisão de nenhum banqueiro, ou mesmo investigação nesse sentido. Não há crime de corrupção passiva sem que exista um corruptor ativo. Assim, vale a pergunta: até quando o Ministério Público e as polícias vão acobertar a infinidade de delitos cometidos todos os dias por banqueiros?

E os outros

futurae visionis (Advogado Autônomo - Civil)

A rapidez e eficiencia paga para cumprimento dos mandados de busca e apreensão passam necessariamente pelas fases de distribuição as varas civeis e onde necessariamente deve também haver agilização, senão fica meio serviço por parte dos oficiais de justiça corruptos.

Comentários encerrados em 14/05/2013.
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