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Pauta à espera

Barroso diz mensalão precisa ser 'página virada'

O julgamento do mensalão precisa ser superado pela sociedade brasileira. Essa é a opinião do novo ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que falou após cerimônia de sua posse, na tarde desta quarta-feira (26/6), em Brasília. Barroso foi questionado se a análise dos recuros da Ação Penal 470 é uma das demandas das manifestações que se espalharam pelo país.

"Acho que o país tem inúmeras questões mais importantes do que o mensalão. Nós precisamos virar essa página. Temos uma agenda social e política. Precisamos olhar para frente e avançar", respondeu.

O novo ministro também comemorou o fato de sua posse coincidir com o momento que o país vive. "Estou muito feliz em tomar posse num momento de grande mobilização nacional pelo avanço social e pela melhoria do país. Acho que é um bom símbolo para a minha posse que a juventude e o povo estejam na rua pedindo, pacificamente, para o país melhorar."

Barroso afirma também que todas as instituições devem considerar as reivindicações que emanam dos protestos. "Há demanda social por reforma política, pelo fim da corrupção, e as instituições têm de estar atentas a isso e serem capazes de dar respostas adequadas à população."

Revista Consultor Jurídico, 26 de junho de 2013, 16h43

Comentários de leitores

10 comentários

Desculpe mais isso não é leitura

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Na minha humilde opinião só se vira uma pagina em duas situações: ou é porque já foi lida, ou é porque nunca o sera. O mensalão é página que ainda não foi lida ATÉ O FIM.

MARCELO-ADV-SE (Advogado Associado a Escritório)

Observador.. (Economista)

Agradeço a resposta.
Voz das ruas não devem impressionar mesmo.Mas servem de alerta.A história demonstra.
Concordo que nos acostumamos a agir no modo "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço", referente ao que o senhor escreveu sobre o comportamento das pessoas.
Mas como mudar?Acho que com exemplos, com o fim da impunidade (que já seria uma grande coisa)e com o fim das mudanças(por parte de nossas autoridades) - repentinas - para se atender agendas e não o que faz parte das convicções pessoais ou das regras da lei.
O fim do jeitinho.
Por isto me causou espécie a mudança de opinião do ministro, citada por mim em meu comentário.
Saudações.

Orientador

MARCELO-ADV-SE (Advogado Associado a Escritório)

Agradeço a elegância do debate, mas saturou mesmo.
Não minimizo o julgamento e nem a sua importância.
Mas, como todo tema repetitivo, já enfadou.
Voz das ruas não me impressionam.
Menos ainda para influenciar decisões judiciais.
Foram elas que crucificaram Jesus Cristo.
Ademais, coletiva e publicamente a população é honestíssima.
Mas individualmente, e no recato, nem tanto.
Quem está protestando nas ruas picha muros, fecha cruzamentos em trânsito, joga latas pela janela dos carros, pede emprego para parentes, vende medicamentos gratuitos, vota em fulano em troca de emprego, dá 10 reais ao garçom para ser mais bem atendido que outros em festas, pula catraca de ônibus, frauda seguros, fura filas, etc...
Antes de cobrarmos dos outros, cobremos de nós mesmos.
Façamos o nosso dever de casa.
Comecemos pela EDUCAÇÃO DOMÉSTICA, que é a nossa MAIOR CARÊNCIA.
É óbvio que o que está acontecendo é positivo.
Mas modus in rebus.
O julgamento do mensalão, juridicamente, foi uma aberração para atender à opinião pública, e o Judiciário não pode ser pautado por protestos de rua.
E digo isso sem qualquer partidarismo, pois jamais simpatizei essa trupe do PT, que inclusive chegou ao poder justamente com esse discurso barato de moralismo e justiçamento, a exemplo de Collor e tantos outros.
Por mim Genoíno, Dirceu e companhia limitada amargariam atrás das grades por muito tempo, mas queria que fosse por um processo justo e imparcial, e não desse modo folhetinesco.

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