Consultor Jurídico

Comentários de leitores

13 comentários

Notários ex-magistrados

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

O "argumento do concurso" serve para tentar justificar muita coisa.
Mas é sintomático que juízes troquem a "toga" pelo "carimbo".
Basta perguntar à população a opinião sobre a (des)necessidade e a "modicidade" dos serviços cartorários.
E lamentavelmente, novamente, sobre a suposta reserva de mercado, volto a dizer que a OAB/SP não é capaz de esclarecer a sociedade sobre aquilo que ela defende. Tudo vira "reserva de mercado", tudo vira "defesa da impunidade".
Quer saber mais? Para conciliar o consumidor, por exemplo, não precisa pagar taxar a cartório algum. Vá a qualquer Procon, registre a queixa e aguarde a fase de mediação. Quem quer conciliar, concilia e resolve em qualquer lugar.

Notários ex magistrados

Bruno Medeiros (Outros)

Alguns argumentos descabidos.. Declarar que notários egressos da magistratura representam algum tipo de negatividade ao ambiente notarial ou que a partir deles haveria qualquer tipo de afetação imoral na relação das serventias com o Judiciário equivale a um tiro que agora sai pela culatra.
Ora, ter ex-magistrados como novos notários é a maior prova do quão aptas são hoje as serventias para receber queixas a serem conciliadas.
Vale lembrar, para tanto, a gigantesca qualificação jurídica de um ex-magistrado, atual notário, em relação a um bacharel habilitado à advocacia.
Sou advogado, mas compreendo com muito clareza que estes novos notários, enfrentaram verdadeiras guerras para aprovação em dois severos certames, o que os habilita ao exercício conciliatório com maior precisão do que a maioria, salvo exceções louváveis, dos inúmeros causídicos brasileiros.
A questão cinge-se mais a um embate pela preservação da Ordem Paulista à sua reserva de mercado. Mas não se pode usar argumentos temerosos, até mesmo porque eles infirmam, contrariam o que se quer defender.
Abraço a todos.

Notários ex magistrados

Bruno Medeiros (Outros)

Alguns argumentos descabidos.. Declarar que notários egressos da magistratura representam algum tipo de negatividade ao ambiente notarial ou que a partir deles haveria qualquer tipo de afetação imoral na relação das serventias com o Judiciário equivale a um tiro que agora sai pela culatra.
Ora, ter ex-magistrados como novos notários é a maior prova do quão aptas são hoje as serventias para receber queixas a serem conciliadas.
Vale lembrar, para tanto, a gigantesca qualificação jurídica de um ex-magistrado, atual notário, em relação a um bacharel habilitado à advocacia.
Sou advogado, mas compreendo com muito clareza que estes novos notários, enfrentaram verdadeiras guerras para aprovação em dois severos certames, o que os habilita ao exercício conciliatório com maior precisão do que a maioria, salvo exceções louváveis, dos inúmeros causídicos brasileiros.
A questão cinge-se mais a um embate pela preservação da Ordem Paulista à sua reserva de mercado. Mas não se pode usar argumentos temerosos, até mesmo porque eles infirmam, contrariam o que se quer defender.
Abraço a todos.

Notários ex magistrados

Bruno Medeiros (Outros)

Alguns argumentos descabidos.. Declarar que notários egressos da magistratura representam algum tipo de negatividade ao ambiente notarial ou que a partir deles haveria qualquer tipo de afetação imoral na relação das serventias com o Judiciário equivale a um tiro que agora sai pela culatra.
Ora, ter ex-magistrados como novos notários é a maior prova do quão aptas são hoje as serventias para receber queixas a serem conciliadas.
Vale lembrar, para tanto, a gigantesca qualificação jurídica de um ex-magistrado, atual notário, em relação a um bacharel habilitado à advocacia.
Sou advogado, mas compreendo com muito clareza que estes novos notários, enfrentaram verdadeiras guerras para aprovação em dois severos certames, o que os habilita ao exercício conciliatório com maior precisão do que a maioria, salvo exceções louváveis, dos inúmeros causídicos brasileiros.
A questão cinge-se mais a um embate pela preservação da Ordem Paulista à sua reserva de mercado. Mas não se pode usar argumentos temerosos, até mesmo porque eles infirmam, contrariam o que se quer defender.
Abraço a todos.

Srr ofendido e ofender...

José Guimarães (Professor Universitário - Trabalhista)

Infelizmente, regras de urbanidade não se aprendem em nenhum curso jurídico.
É bom que seja registrado que aqui mesmo, no Conjur, recebi várias ofensas por externar meus posicionamentos. Chegou-se ao exagero de não se querer responder minhas teses ao argumento de, enquanto não estava inscrito na OAB, não caber resposta.
Hoje, inscrito, vejo que o hábito do cachimbo permanece a deixar a boca torta (ou seria o teclado?).
Para quem quiser se enveredar pela Conciliação ou pela Mediação, recomendo o livro "Como chegar ao sim", editado por professores de Harvard.
Lá, as partes conflitantes terão oportunidade de aprender que a truculência na defesa de posições não é compatível para solucionar um conflito.
Não obstante, mesmo que não sejam aceitos posicionamentos contrários, a educação pressupõe o respeito entre os adversos.
Realmente a falta dessa disciplina num curso de Direito cria contendas permeadas por ofensas, verdadeiras perdas, de tempo e de vernáculo.

Recalque

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ora, mas o que é "ser normal", sr. rode (Outros)? É "normal" quem bajula juízes e bandidos institucionalizados, e "anormal" que os critica? Quanto aos vossos ataques, todos sem propósito e sem qualquer vínculo com o tema aqui discutido, sequer mereceriam atenção mas, acaso o sr. me conhece para falar em "recalque", "miséria" ou "falta de clientes"? Acaso é falso o que eu disse abaixo a respeito da criminosa relação entre donos de cartório e magistrados?

Cartórios e TJs

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Caro rode (Outros),
A atual OAB/SP não é preparada para opinar sobre questões de interesse da sociedade, que não são somente de interesse da advocacia. A nossa atual OAB/SP não tem capacidade de demonstrar para a sociedade as razões de uma medida tal, ou os abusos e interesses camuflados por propostas levadas ao público por certas entidades. Um exemplo clássico tem sido a discussão sobre a PEC 37. A incapacidade da OAB/SP convencer a nossa sociedade de que devemos ter equilíbrio e de que as garantias no sistema acusatório são imprescindíveis expõem negativamente - indevida e injustamente - todos os advogados. A advocacia talvez nunca tenha sido tão desprestigiada. Acabei de ver a opinião de um conhecido meu, "de esquerda", radicalmente a favor do MP mas que foi convencido sobre a necessidade da PEC 37 por um editorial do Estadão! E ele está conseguindo disseminar os méritos da PEC 37! Enquanto isso, os advogados são acusados de serem a favor da impunidade.
Sobre os cartórios...
Nunca vi um concurso ser finalizado tão rápido. O TJ/SP realiza os concursos para os cartórios que ele mesmo fiscaliza. O interessante é o número de juízes que estão trocando a "toga" pelo "carimbo". Por quê? A atividade cartorária é altamente remunerada e garantida! Aí a explicação para a rapidez do TJ.
Quem acha que a conciliação defendida pelos cartórios será tarefa gratuita está redondamente enganado. Certamente, será baseada no valor econômico da questão apresentada para a conciliação, igual ao registro imobiliário...
Temos um Judiciário caro que não quer julgar nada; e um sistema cartorário fiscalizado pelo Judiciário que interessa a muitos egressos do mesmo Judiciário, e que cobrará para realizar fomentada "conciliação".

Ao rode (Outros)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Caro comentarista,
A nossa atual OAB/SP realmente não é preparada para opinar sobre questões de interesse da sociedade e que não são somente de interesse da advocacia. A nossa atual OAB/SP não tem capacidade de demonstrar para a sociedade as razões de uma medida tal, ou os abusos e interesses camuflados por propostas levadas ao público por certas entidades. Um exemplo clássico tem sido a discussão sobre a PEC 37. A incapacidade da OAB/SP convencer a nossa sociedade de que devemos ter equilíbrio e de que as garantias no sistema acusatório são imprescindíveis expõem negativamente - indevida e injustamente - todos os advogados. A advocacia talvez nunca tenha sido tão desprestigiada. Acabei de ver a opinião de um conhecido meu, "de esquerda", radicalmente a favor do MP mas que foi convencido sobre a necessidade da PEC 37 por um editorial do Estadão! E ele está conseguindo disseminar os méritos da PEC 37! Enquanto isso, os advogados são acusados de serem a favor da impunidade.
Sobre os cartórios...
Nunca vi um concurso ser finalizado tão rápido. O TJ/SP realiza os concursos para os cartórios que ele mesmo fiscaliza. O interessante é o número de juízes que estão trocando a "toga" pelo "carimbo". Por quê? A atividade cartorária é altamente remunerada e garantida! Aí a explicação para a rapidez do TJ.
Quem acha que a conciliação defendida pelos cartórios será tarefa gratuita está redondamente enganado. Certamente, será baseada no valor econômico da questão apresentada para a conciliação, igual ao registro imobiliário...
Temos um Judiciário caro que não quer julgar nada; e um sistema cartorário fiscalizado pelo Judiciário que interessa a muitos egressos do mesmo Judiciário, e que cobrará para realizar fomentada "conciliação".

Só ofensas!

rode (Outros)

Esse MAP não deve ser normal. Só sabe ofender Juízes e todos que o defendem. O recalque deve ser grande mesmo. A miséria também justifica a inveja incontida. Não tem clientes para atender? Muda de profissão e seja feliz! Quanto à conciliação até o padre pode realizar! Lamentável essa posição da OAB que quer acabar com todos os meios alternativos de conciliação, dizendo que é atividade privativa de advogado, mas ao mesmo tempo, não cria ela própria esses centros, lutando sim para o aumento da demanda judicial. Entulha mais e quer celeridade. Tem gente que deve lavar a boca com sabão, ou melhor, com desinfetante pinho.

Usurpando função do legislativo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Pura e simples bobagem o dito pelo Prætor (Outros) e pelo daniel (Outros - Administrativa). Todos sabem que eu tenho minhas diferenças com a OAB, sendo certamente o advogado que mais critica a Entidade. Mas, convenhamos, a OAB é praticamente a única que tem adotado medidas concretas visando incentivar a mediação, conciliação, e formas extrajudiciais de resolução de conflitos, sempre encontrando obstáculo junto ao reacionários de plantão. Quanto à relação entre magistrados e donos de cartório, que todos sabemos como sendo historicamente delituosa, dispensa maiores comentários. Durante muitas décadas os magistrados brasileiros se articularam com donos de cartório visando lesar qualquer um que encontrarem pela frente. O primeiro grande golpe contra essas quadrilhas institucionalizadas ocorreu quando o CNJ proibiu os cartórios empregassem parentes de juízes, mecanismo que era usado para indiretamente cobrar propina. O segundo grande golpe veio também do próprio CNJ, quando o Conselho determinou que 5 mil apadrinhados fossem exonerados das funções que exerciam ilegalmente, de modo a que os concursados assumissem. Embora não tenham sido responsabilizados na esfera criminal, como de praxe, esse grupo perdeu espaço mas parece que se organizou de novo e relembrando as décadas de domínio absoluto, como se donos de tudo e de todos fossem, inventaram essa de invadir a órbita de competência do Legislativo e fazer por norma administrativa o que somente a lei pode fazer, mais uma vez.

É de estarrecer

Prætor (Outros)

Aí está o compromisso da advocacia com a pacificação social...

OAB quer proibir a conciliação ???

daniel (Outros - Administrativa)

qualquer um pode ser conciliador ou mediador....
mas a OAB quer a guerra para que advogados possam receber honorários pela "luta" e no judiciário para alegar que o cidadão não pode ajuizar ação sozinho.
OAB, mostra a sua cara !!!

Desvio de poder

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Com razão a OAB. Não cabe ao Tribunal de Justiça, sem lei, regular uma atividade econômica de natureza extrajudicial.

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