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REIVINDICAÇÃO LEGÍTIMA

Presidente da OAB critica violência de PMs

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícus Furtado Coelho, divulgou nota oficial, neste domingo (16/6), sobre a onda de protestos contra o aumento das passagens de ônibus em algumas capitais do país. Para o presidente da OAB, os atos devem ser analisados “dentro de um contexto mais profundo”, como um alerta da insatisfação da população com o Estado, que age sem dar satisfação de suas ações, em total desrespeito ao cidadão.

Marcus Vinícius também criticou o uso de força excessiva por parte de alguns policiais militares, responsabilizando os governantes pela deflagração da violência. “É o espaço virtual ocupando de forma legítima o espaço público num momento em que a tolerância devia se por acima da violência”, diz na nota.

Confira abaixo a íntegra da nota

As manifestações contra o aumento de passagens de ônibus em algumas capitais do país devem ser analisadas dentro de um contexto mais profundo de insatisfação da sociedade diante de um Estado que não justifica seus atos e, portanto, não respeita os cidadãos.

Os protestos liderados pelos jovens servem de alerta aos governantes que, ao invés de buscar o diálogo, recorrem ao uso de força excessiva da Polícia Militar.

É o espaço virtual ocupando de forma legítima o espaço público num momento em que a tolerância devia se por acima da violência.

O Brasil deve ser a pátria da liberdade, onde todos possuem direito de expressar livremente suas convicções. Não podemos aceitar o estado policial que responde com bombas, e não com diálogo, as legítimas reivindicações da sociedade.

A Ordem dos Advogados do Brasil entende que as manifestações de protesto, realizadas de forma pacífica, expressam o mais alto sentido de liberdade de nossa Constituição, e repudia, de pronto, qualquer iniciativa das autoridades em criminalizá-las. Da mesma forma, condena atos de vandalismo contra o patrimônio, seja ele público ou privado.

A OAB chama as autoridades à razão para que possamos nos unir pela construção de uma sociedade plural e democrática. Prudência e tolerância fazem bem à democracia e respeita a Constituição.

Marcus Vinicius Furtado, presidente nacional da OAB

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2013, 20h07

Comentários de leitores

9 comentários

O pior cego e aquele que não quer ver!!!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Também, pudera! Um governo onde um ministro de uma área importante como a da economia, quando perguntado por um jornalista qual o motivo da crise que vem assolando o país,ultimamente, responde: Que crise??? Então, o que devemos esperar desse governo alienado a não ser uma manifestação maciça do povo ante tamanho descaso? Ora, ora, Senhor Ministro Mantega, o povo brasileiro é tachado com razão como cordeiro, mas ele o é até certo ponto. Quanto a crise afeta o seu bolso e mina seu poder aquisitivo, aí ele reage com grande força, como sói acontecer no presente momento. Muito alvissareira essa admoestação da OAB ao imobilismo governamental ante o fracasso generalizado da economia nacional(inflacão, PIB ridículo, baixa reserva, queda nas exportaçoes, etc.). Pode não ser preocupante para o governo, porém, o é para o povo que, afinal, sofre todas as consequencias desse descalabro.

Sem participar de decisões e conchavos feitos

Observador.. (Economista)

Foi o que eu quis dizer na sexta linha do meu comentário.

Interessante

Observador.. (Economista)

É perceber como a esquerda conseguiu cindir o país e tornar tudo uma grande confusão de reivindicações e protestos.E o tiro pode ter sido dado no pé.Vamos ver.
Achei interessante o comentário do Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)e faço um adendo.De fato, nosso povo PERMITIU ser tratado como mera massa de manobra e pagador de estratosféricos gastos da máquina estatal.Enquanto uns enriquecem, ou se acomodam em alguma função pública, outros se contentam em viver suas vidas sem de decisões e conchavos feitos, completamente, à revelia da sociedade que, enganada, acha ser representada por "militâncias mil" que saem em jornais como "representantes do povo".
Pelo visto, ao menos, mistura-se agora militância com pessoas, de fato, indignadas com o "status quo".
Uma presidente que não se comunica, ministros que ninguém conhece, empresas estatais endividadas até não mais poder, máquina pública inchada e por aí vai.
Nosso povo tem uma tolerância extremamente elástica com tais posturas.Muitos apostam nisso ( mesmo inconscientemente )para continuar com suas posturas.Em um mundo de troca rápida de informações, onde passou a existir um mundo paralelo que é o digital, estas condutas podem sofrer abalos ou surpresas repentinas.
Catatonismo e inação serão a tônica.Pois se acostumaram em se servir de tudo e ninguém reclamar.

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