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Dívida com trabalhadores

Turma do TST declara suspeição para julgar caso Vasp

Comentários de leitores

5 comentários

Isso não ocorre só no TST

Luciano L. Almeida (Procurador do Município)

O asco é comum a qualquer bom e compromissado profissional que leia uma matéria dessas. Mas, infelizmente, é uma narrativa que se aplica a muitas cortes de 2º grau. A segunda instância tem um papel fundamental e imprescindível, sendo que poucos que a ocupam possuem a grandeza de espiríto e conduta proba, ética,que seus suntosos prédios exigem.

Sobre covardia e tema de repercussão

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Os comentários não chegaram em abundância aqui, prezado Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial), porque se trata de um tema sensível que envolve os alicerces do regime de dominação do homem pelo homem vigente nesta República, qual seja: a parcialidade dos juízes. No Brasil, infelizmente, é praticamente impossível se afastar um juiz suspeito ou impedido, exceto se ele próprio achar melhor se afastar. Há uma regra não escrita vigente entre os magistrados no sentido de que é dado ao juiz o poder de usar o cargo para massacrar seus desafetos e favorecer seus parentes, amigos ou apadrinhados. Assim, não se consegue afastar um juiz suspeito, mesmo quando a suspeição é tão clara como a luz do dia. Já vi juiz atuar em causa em que ele era parte, juiz atuando contra seus desafetos, e toda espécie de irregularidade em matéria de parcialidade. Interposto o incidente, a resposta é sempre a mesma: "não se amolda à previsão legal"; "não restaram comprovadas as alegações"; blá-blá-blá. A suspeição relatada na reportagem, assim, é uma imensa vitória da democracia, mas que está repercutindo profundamente em cada um dos 16 mil juízes brasileiros, que neste momento já devem ter lido essa reportagem 10 vezes a fim de reelaborar os mecanismos visando infirmar as exceções de suspeição para continuar a atuar de forma parcial. Assim, a maior parte dos juristas, por covardia, evitam tratar deste tema, motivo pelo qual foram poucos os comentários lançados neste espaço até o momento, muito embora o tema seja das mais absoluta importância vez que se reconheceu a suspeição de uma Turma inteira de um Tribunal Superior.

Honestidade

Marco Martins (Outros - Administrativa)

Honestidade, onde estarás tu?

Concordo

Gabriel Matheus (Advogado Autônomo - Consumidor)

Parabéns ao Dr. Francisco Gonçalves Martins pela combatividade.
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Parabéns ao CONJUR por exercer bem o seu papel de imprensa livre e comprometida com a verdade.
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Votos de pêsames aos ministros, somente declarados suspeitos após a divulgação dos fatos. Deveriam é se aposentar e deixar o tribunal para gente mais comprometida com o ideal de justiça. É caso p/ o CNJ, como disse o colega acima.

TAL COMO DESCRITO, na matéria, O ASSUNTO é para o CNJ.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não há comentários sobre este tema, ainda?
É estranho!
A gravidade de tudo que foi RELATADO faz IMPERATIVO que o EG. CNJ apure O QUE ACONTECEU?
Por que Advogados, que não têm como respaldo o direito de usar algum título de MAGISTRADO (ou, se quiserem, ex-Juiz ou ex - Ministro), não conseguiram obter a suspeição, afinal admitida?
Por que, mesmo os Advogados que têm o privilégio do uso do título de Magistrado aposentado, tiveram tanta dificuldade de obter algo que foi, AFINAL, admitido.
Se a suspeição foi admitida, OU ELA JÁ ERA UM FATO, desde quando suscitada, OU ELA FOI uma ATITUDE IMPENSÁVEL, em se tratando de MAGISTRADOS SUPERIORES!
Fizeram malcriação? Declararam-se SUSPEITOS por NADA?
Puxa, que coisa feia, se foi assim!
Ei, Eg. CNJ, por que não apuram a atitude?
Se foi anti-ÉTICA, há que ser sancionada!
Pode ter sido jurídica, mas por que NÃO FOI DECLARADA ANTERIORMENTE?
Então, também foi anti-ÉTICA!
Essas coisas é que nos envergonham e que fazem do Judiciário uma instituição que começa a perder credibilidade.
E vem, então, a INSEGURANÇA JURÍDICA!
Só tenho a dizer, É LAMENTÁVEL, mas confio que o Eg. CNJ iniciará processo administrativo para apurar o que ocorreu.
Porque agora, é preciso que o Eg. CNJ nos diga: "Pera aí, não foi nada disso, houve um simples equívoco, uma pequena confusão de comunicação que, uma vez retomada, desfez o que tinha ocorrido. Desculpem-nos as Partes que foram eventualmente prejudicadas!__ São coisas do excesso de trabalho dos Magistrados!"

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