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Advogada assassinada

Vigia é condenado por morte de Mércia Nakashima

O vigia Evandro Bezerra Silva foi condenado na noite desta quarta-feira (31/7) a 18 anos e oito meses de prisão pela participação no assassinado da advogada Mércia Nakashima. Morta em maio de 2010, seu corpo foi encontrado em uma represa na cidade de Nazaré Paulista (SP). Evandro respondia por ter auxiliado o policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, ex-namorado da vítima, a cometer o crime. Mizael foi julgado em março e condenado a 20 anos de prisão. As informações são do portal G1 e do jornal Folha de S. Paulo.

Evandro foi considerado culpado do crime de homicídio doloso duplamente qualificado, por meio cruel e recurso que impediu a defesa da vítima. Ao ler a sentença, a juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira mencionou a insensibilidade com a vida humana e a frieza do condenado. As investigações apontaram que no dia 23 de maio de 2010, apontado como a data em que Mércia foi morta, o vigia e Mizael trocaram quase 20 telefonemas.

Aryldo de Paula, advogado de defesa, disse que a decisão é descabida, já que seu cliente é inocente, e disse que vai recorrer da decisão, alegando que quatro pessoas viram Mizael e Mércia em 26 de maio de 2010, três dias após o dia em que o crime teria sido cometido. Durante o julgamento no Fórum de Guarulhos, que durou três dias, Evandro se disse inocente e garantiu que não auxiliou Mizael, enquanto o promotor Rodrigo Merli assegurou que o vigia era culpado. Como Bezerra já estava preso, por conta de um decreto de prisão preventiva, não poderá recorrer em liberdade.

Revista Consultor Jurídico, 31 de julho de 2013, 21h12

Comentários de leitores

1 comentário

É por essas e outras

Gusto (Advogado Autônomo - Financeiro)

Confesso que a cada dia mais me convenço de que o Juri popular não traduz determinadas verdades constantes dos autos, notadamente as provas, e isso porque os jurados são condicionados através de perguntas pré-elaboradas e também porque são leigos e não conseguem aquilatar algumas circunstâncias probatórias. Não quero aqui afirmar que o réu é totalmente inocente, porém se quatro testemunhas afirmaram ter visto Mizael e Mércia dias após aquele dado como a data do crime, parece bastante claro que o vigia não teve qualquer participação, pouco importando que no dia 23 tivesse trocado inúmeros telefonemas com o advogado Mizael. Afinal, em matéria penal não se pode dar vazão a presunções e conjecturas. Havendo a menor dúvida quanto aos fatos e não sendo as provas conclusivas, o réu deve ser absolvido: "in dubio pro reo". Mas, como no Brasil as campanhas televisivas tocadas por programinhas policialescos e sensacionalistas são mais fortes que a realidade, eis aí o absurdo a que se chega com um Juri popular.

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