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Trote da UFMG: crônica da impunidade anunciada

Comentários de leitores

4 comentários

Dúvidas

marcorcarneiro (Administrador)

Caro autor,
Sou aluno da da Faculdade de Direito da UFMG e esse seu post me pegou de surpresa. Ou preciso voltar a procurar minhas fontes - e aqui me refiro tanto a professores da Casa quanto a jornalecos de pequena circulação, como o Estado de Minas - ou há alguma espécie de mal entendido no ar.
Até onde eu sei, o processo administrativo foi instaurado com o precípuo motivo de apurar e individualizar as responsabilidades. E está programado para começar em agosto, com o fim do recesso. Não vejo sentido em dizer que o grupo X será punido desse jeito e o grupo Y daquele outro se o processo sequer começou. A propósito, todos os alunos estão sujeitos à aplicação das sanções previstas no mesmo artigo do Regimento Geral da UFMG, que prevê desde a mera advertência até o desligamento. Ao que parece, o senhor está alguns passos à frente da Faculdade.
Da mesma maneira que uma sindicância ou um PAD terminando em pizza são execráveis tendo em mente a repercussão do trote, insinuar que o processo instaurado pela FDUFMG abriu mão de observar o devido processo legal também o é. Especialmente ao se levar em conta o alcance de um texto publicado no Conjur. Para não falar do contrassenso de dizer que abriram mão da individualização de condutas ao instaurarem um processo administrativo precisamente para individualizar condutas!
Minha intenção não é colocar panos quentes no assunto - muito pelo contrário, o evento precisa ser apurado com seriedade. Chamo a atenção para a (falta de) responsabilidade pelo o que foi dito aqui.

Recurso

Vera Paiva (Professor)

Eu, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva, professora titular da Faculdade de Letras também aderi ao recurso e confio no Conselho Universitário da UFMG para n~´ao deixar que isso acabe em pizza.

comissão de sindicância é que deveria ser punida com perda d

analucia (Bacharel - Família)

comissão de sindicância é que deveria ser punida com perda do cargo e do diploma, pois aparentemente não são formados em Direito.

Como castigamos os estranhos e nossos filhos!

O Hermeneuta (Funcionário público)

Há um tempo fiz uma reflexão sobre o sistema sancionatório brasileiro. Pensei: pedimos penas severas, de prisão perpétua à morte, quando nossos filhos são as vítimas! Por outro lado, quando são eles os algozes achamos as penas severas demais!A culpabilidade perpassa primeiro pela afinidade: punimos menos,quando punimos,e mais brandamente quem nos são afins!Depois ela ingressa nos esteriótipos sociais: é branco, "religioso", e bom cidadão (de posses), foi apenas um deslize, merece um abrandamento! Agora, se a pessoa tiver o tom da pele acima dos padrões "normais", a renda abaixo" do mínimo aceitável, ou seja, se ela for vítima social, será vitimizada pelos órgãos de repressão. Ou seja, se queremos maiores punições para os erros alheios que comecem pelos nossos filhos!Que eles sejam encarcerados na mesmas penitenciárias dos comuns. Que recebam a mesma "ressocialização e punição. No mais, o fato narrado é lamentável e o desfecho digno de um filme racista e nazista! Chega ao extremo do acontecido recentemente em Dubai, onde a vítima, estuprada, ao procurar o sistema acaba sendo condenada por sexo fora do casamento. (digno por conjecturas, pois não conheço as nuanças do caso).

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