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Filhos violentados

Foragido é reconhecido por juíza em avião e é preso

Condenado há cinco anos por ter violentado os próprios filhos — um menino e uma menina que em 2004, quando os crimes foram cometidos, tinham apenas quatro e cinco anos —, um empresário de Itajaí (SC) foi preso no último domingo após ser reconhecido pela juíza que o condenou. A juíza e o homem estavam no mesmo avião, que fazia a rota entre Campinas, no interior paulista, e Navegantes (SC), cidade em que a prisão foi concretizada, logo após o pouso. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Sônia Moroso, titular da 1ª Vara Criminal de Itajaí, reconheceu o empresário assim que embarcou no avião. Ele foi condenado a 10 anos de prisão e teve a prisão decretada por ela em 2010, quando o prazo para recursos se esgotou. Como a ordem nunca foi cumprida, o homem era considerado foragido.

Mesmo tendo visto o condenado apenas por fotos, a juíza não hesitou e pediu para verificar a lista de passageiros, comunicando o caso à tripulação na sequência.

Como o voo é curto, era necessário informar rapidamente à Polícia Civil, e isso permitiu que o empresário fosse preso logo após o avião tocar a pista em Navegantes. Sempre de olho no condenado, para evitar qualquer tentativa de fuga, a juíza viajou algumas filas atrás do homem, que embarcou com a própria identidade.

Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2013, 15h40

Comentários de leitores

3 comentários

Mandados de prisão precisam de maior eficiência

andreluizg (Advogado Autônomo - Tributária)

O cara consegue pegar avião, usar transporte público com a própria identidade... Precisaríamos prever no CPP, que ao cadastrar os mandados de prisão (art. 289-A), fossem obrigadas as empresas de cartão de crédito e de transporte público (quando possível), a informar o uso dos seus serviços no cadastro. A fim de facilitar buscas

Sensacional

Prætor (Outros)

No país da impunidade e da chicana processual, às vezes também aparecem boas notícias.

Permito-me não acreditar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Seja-me permitido acreditar que a história é fantasiosa. Uma juíza reconhecendo um réu que só viu em foto, muitos anos depois do início da ação, ainda assim muito longe de sua Comarca, é algo que tem 1 chance em 1 milhão de ocorrer.

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