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Acusado de lavagem

Ex-chefe de contabilidade do Vaticano continuará preso

A Justiça da Itália determinou no sábado (13/7) que continue detido na prisão de Regina Coeli, em Roma, o monsenhor Nunzio Scarano, detido no final de junho sob a suspeita de servir como “laranja” para transferências entre o banco do Vaticano (IOR) e contas no principado de Mônaco. Scarano foi acusado de tentativa de lavagem de dinheiro e corrupção, entre outros crimes, e seus advogados pediam que ele fosse liberado para poder celebrar missas. As informações são do portal Terra.

Os investigadores apontam que, além de tentar evitar o rastreamento quando transferia dinheiro dos beneficiários das contas para Mônaco, ele também teria utilizado o banco do Vaticano para outro crime. O religioso efetuava transferências para contas de amigos e, em um desses casos, aproveitou o esquema para repatriar 20 milhões de euros, procedentes de fraude fiscal, da Suíça para uma família de armadores da região de Nápoles, de acordo com a Polícia.

Ex-chefe de contabilidade da agência que administra as contas do Vaticano, o monsenhor teve todos os bens em seu nome no IOR congelados na sexta-feira (12/7). Alvo de uma operação de limpeza desde junho, o IOR tem como novo comandante o monsenhor Battista Ricca, homem de confiança do papa Francisco e que recebeu direito de controle absoluto sobre a instituição.

Revista Consultor Jurídico, 15 de julho de 2013, 10h37

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