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Consultor Jurídico

Presos afirmam que foram torturados para confessar assassinato de jovem

14 de julho de 2013, 16h37

Por Redação ConJur

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Os quatro homens presos sob a suspeita de violentar e assassinar a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, no dia 25 de junho em Colombo (PR), afirmaram que confessaram os crimes sob tortura. Na sexta-feira (12/7), eles prestaram depoimento aos integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, com o objetivo de relatar as agressões sofridas. As informações são do jornal Gazeta do Povo.

O promotor Leonir Batisti, coordenador do Gaeco, revelou que as roupas utilizadas pelos quatro homens também serão periciadas. Os relatos apontam que as agressões ocorreram nas delegacias das cidades paranaenses de Araucária, Campo Largo e Alto Maracanã, além da Casa de Custódia de Curitiba, e incluíram sessões no pau de arara, choques elétricos e empalamento.

A seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil pedirá à Procuradoria-Geral da República que as investigações fiquem a cargo da Justiça Federal. O presidente da OAB-PR, Juliano Breda, afirma que os relatos são compatíveis com a tortura e que os quatro homens mostraram a alguns advogados as feridas causadas pelas agressões.

Na quarta-feira (10/7), três dos quatro homens foram ouvidos pela vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Paraná, Isabel Kügler Mendes, na Casa de Custódia de Curitiba. O quarto detento falou diretamente ao presidente da OAB-PR no Complexo Médico Penal, em Piraquara, para onde foi levado com sangramento intenso no ânus, que seria consequência da tortura.

Divulgado na semana passada, o exame de DNA feito a partir do sêmen encontrado na roupa de Tayná revela que o material não é de nenhum dos quatro suspeitos presos.