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Presidência interina

No Egito, presidente do Supremo assume comando

Após o golpe militar que derrubou o presidente egípcio Mouhamed Mursi, o presidente da Suprema Corte do país, Adly Mansour, de 67 anos, foi nomeado presidente pelas Forças Armadas do Egito e tomou posse nesta quinta-feira (4/7). As Forças Armadas afirmam que Mansour ficará interinamente no poder até que sejam realizadas eleições presidenciais.

A nomeação de Mansour foi anunciada pelo ministro da Defesa, Abdel Fattah Al Sisi, nessa quarta-feira (3/7). Mansour foi nomeado interino apenas dois dias após assumir a presidência da Suprema Corte do Egito.

Mansour era vice-presidente da Suprema Corte desde 1992 e foi encarregado de redigir a lei de supervisão para as eleições presidenciais, que ocorreram no ano passado e nas quais Mursi foi vitorioso. Nascido no Cairo, a capital egípcia, ele é formado em direito e fez pós-graduação em legislação geral e ciência administrativa. Estudou em Paris de 1975 a 1977.

Antes de assumir funções na Corte Suprema, Mansour fez parte do Conselho de Estado do Egito, em 1984, assumindo inclusive a presidência do órgão. Ele assume interinamente o poder com o apoio das Forças Armadas e de diferentes segmentos da oposição.

Os militares que destituíram Mursi não informaram, por enquanto, quando ocorrerão as eleições presidenciais. O presidente deposto é mantido detido, juntamente com colaboradores, sob a supervisão dos militares.

Constituição suspensa
Nesta terça-feira o exército do Egito anunciou nesta quarta-feira (3/7) a remoção do presidente Mohamed Mursi do seu posto e a suspensão da Constituição do país. A derrubada do governo, classificada por Mursi como um "golpe" contra a democracia, ocorre pouco mais de um ano depois da eleição que o levou ao poder. Integrante do grupo Irmandade Muçulmana, Morsi foi o primeiro líder egípcio eleito democraticamente.

O general Abdel Fattah al-Sisi disse que o exército não tinha a intenção de tomar o poder, mas "teve de agir" para atender às demandas do povo egípcio. Além de suspender a Constitução e depor o presidente Mohamed Mursi, o general disse que o Egito fará novas eleições presidenciais e legislativas. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2013, 17h35

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