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Teste para revista

Justiça condena jornalista por explodir motor de carro

A justiça inglesa condenou o jornalista Mark Hales a pagar a cifra de R$ 352 mil (110 mil Libras) por ter explodido o motor de um raro Porsche 917 emprestado por David Piper, ex-piloto da Fórmula 1. O automobilista cedeu o veículo para que Hales produzisse um comparativo — para revista especializada — contra a Ferrari 512S de Nick Mason, baterista da banda Pink Floyd. As informações são do portal R7.

O acidente aconteceu em abril de 2009, mas só agora a setença foi decretada. Na ocasião, Piper e Hales fizeram o “acordo de cavalheiros” onde ficou definido que, “se o motor explodisse, Hales não seria responsabilizado”. “Se batesse o carro, eu pagaria. Mas se fosse problema mecânico, não”, reivindicou o jornalista em entrevista ao site SWNS.

"O Porsche 917 é um carro difícil de pilotar e todo mundo sabe que motores explodem. Disse que não poderia ser responsabilizado se o motor explodisse e ele (Piper) concordou", disse Mark Hales.

O jornalista especializado em pilotar veículos argumentou que uma das marchas “escapou” no momento em que ele realizava a troca da segunda para a terceira. O engate equivocado fez o giro do motor subir a 8.200 rpm e Piper havia alertado Hales a não ultrapassar as 7.000 rotações. Resultado: o motor não suportou a pressão e explodiu na mesma hora.

O juiz inglês Simon Brown entendeu que Hales é o responsável por fundir o motor do veículo deu causa a favor de David Piper. O jornalista, porém, alega que teve de vender tudo o que possuía para pagar os advogados no caso. Pela decisão da justiça britânica, Mark Hales terá de pagar cerca de R$ 352 mil (100 mil Libras), fora outros custos processuais que podem chegar a R$ 160 mil.

Revista Consultor Jurídico, 27 de janeiro de 2013, 15h50

Comentários de leitores

1 comentário

Ônus da condenação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O mais interessante no caso, creio eu, é que o valor das custas chega a mais de 50% do valor da condenação. Se no Brasil ustas e sucumbência chegasse a esse patamar, certamente que o Estado e o poder econômico pensariam duas vezes antes de gerar dezenas de milhões de ações pois as condenações finalmente pesariam realmente no bolso.

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