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Conduta moral

Comportamento de candidato pesa em concurso público

Comentários de leitores

7 comentários

Falácia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

No mais, absolutamente falacioso querer crer que bancas de concurso de fato estão interessadas em identificar eventuais "desvios morais" de candidatos. Por vezes se vê pessoas que jamais produziram nada, nem sequer chegaram a ingressar no exercício de alguma profissão sendo aprovados "com louvor". A suposta "ficha limpa" advém da verdade do fato do sujeito ter se mantido fora do universo de adversidades da vida moderna, fugindo de qualquer situação que possa ensejar algum conflito de interesses ou indisposição com alguém. Na magistratura, a questão é tão séria que um juiz foi promovido por merecimento mesmo estando afastado do cargo, por supostas irregularidades cometidas no exercício da função, enquanto no último concurso do TJSP candidatos de elevada qualidade foram reprovados por não se alinharem com o perfil ideológico da banca, apurada através de entrevistas secretas (posteriormente anulada por decisão do CNJ).

Não entendeu e não respondeu

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Ao contrário do que voce entendeu ou de acordo com o que voce quis entender , eu , em nenhum momento , dei a impressão de que aquele que errou não merece perdão , e , muito mais compreensão , além de solidariedade , para re-"começar de novo" , como enleva a linda melodia sobre o tema . Só que , do alto da minha experiência e da minha idade , a visão é muito mais realista , menos sonhadora .
Critérios de selecionamento tem que ser rigorosos , e , para se dar uma nova oportunidade para aquele que delinquiu , sabendo que estava delinquindo e sem se importar com as consequências , é necessário muito mais prudência .
Em outro comentário passado , feito por voce e outro advogado , já acostumados a trocar tanto palavras ásperas, quanto gozações , ambos afirmavam a suposta imprudência do CNJ em soltar presidiários , tidos como de bom comportamento , que , voltando à rua , delinquiam de novo , até tirando a vida de inocentes .
Daí a dura realidade (dura lex , ...) de ter que pagar o preço do proposital desengano , que , franciscanamente , deu-se , sem criterioso respaldo , a oportunidade ao "recuperando" , de , novamente , se esbaldar no mesmo ou em outro deslize .
Entendeu , agora ? Estou lhe demonstrando , efetivamente , a oportunidade que , sem maior análise , estou lhe dando para que voce possa se ressocializar e se regenerar nos seus esfacelados e desamparados comentários , como asseverou , há dias o Mestre em Direito , o Dr. Sergio Niemeyer , depois de , infrutiferamente , muito insistir na sua recuperação .
Queira-me Bem ! Cordiais Saudações !

Pensamento do século XIX

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O pensamento do Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial), considerado pela ciência como ultrapassado e preconceituoso já no século XIX, é hoje um dos maiores entraves à Justiça criminal brasileira. Isso porque, temos aqui uma tradição de condenar o pobre, que por vezes é levado ao cárcere porque roubou uma galinha ou um botijão de gás (enquanto assassinos, ladrões de dinheiro públicos, etc., são mantidos soltos), e assim se acaba criando toda uma situação estigmatizante. Solto, o sujeito não consegue emprego digno, e inevitavelmente volta ao crime. Em boa hora o Conselho Nacional de Justiça criou o programa "Começar de Novo" (http://www.cnj.jus.br/programas-de-a-a-z/sistema-carcerario-e-execucao-penal/pj-comecar-de-novo), que tem possibilitado a inserção de milhares de condenados no mercado de trabalho.

Lá vem o papo da "regeneração" !

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Na seu dia a dia , quem voce escolheria : um estagiário regenerado , um serviçal regenereado , um sócio regenerado , para casar , uma mulher "regenerada' , ETC... , OU VOCE DARIA PREFERÊNCIA À QUELQUER UM DELES QUE SÓ ESBANJASSE VIRTUDES , CARÁTER , PRINCÍPIOS , HONESTIDADE , RETIDÃO , E , PARA CASAR , UMA VIDA IMACULADA ?
Deixa de "pintar" regeneração e ressocialização , em todos os comentários que só merecem execração , já que "a semeadura é livre , mas , a colheita é obrigatória'. PLANTOU , TEM QUE COLHER , E , ISTO SE APLICA A TODOS NÓS , INCLUSIVE , À VOCÊ !
ACORDA !

Parabéns à decisão e ao comentário

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Vindo de um letrado , imparcial e consciente Delegado de Polícia , tal embasado comentário tem muito mais valor .
E , permita-me acrescer , tal refinado selecionamento , tem que ser , também , aplicado , principalmente , aos futuros aspirantes à qualquer outra atividade social , notadamente , em relação à advocacia e à magistratura , indispensáveis às equilibradas relações de uma Sociedade .

Contexto

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Entendo que os fatos que denotam ausência de idoneidade moral do candidato devem sim ser levados em consideração, mas dentro de seu devido contexto. Se a própria lei penal prevê o instituto da reabilitação, creio que não se possa afirmar que fatos pretéritos, por si só, são capazes de eternamente infirmar a reputação ilibada. Há que se analisar o contexto temporal dos eventos, e verificar se o candidato "se regenerou" por assim dizer.

Decisão correta

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Parabenizo o STJ pela decisão. A polícia já tem muitos "valentes" com arma e distintivo, está na hora das bancas examinadoras se preocuparem em selecionar cidadãos, pessoas dotadas de paciência, que tratem os advogados como parceiros na busca da verdade real, que não concorram com o Ministério Público, mas que acima de tudo elevem o nome da instituição, seja civil, seja militar. O que espero como policial é que a polícia seja defensora do cidadão, que entenda que quem procura uma delegacia já chega com um problema e necessita de ajuda. Uma pessoa com tendência a violência só fará aumentar a ojeriza que a população tem em relação à polícia, o préconceito e o sentimento de que a polícia existe para perturbar o cidadão. Espero que outros Estados da Federação tenham a mesma preocupação!

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