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Prova objetiva

IX Exame da Ordem registra apenas 16% de aprovação

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou a lista definitiva dos aprovados na prova objetiva do IX Exame de Ordem Unificado, já incluindo o resultado dos recursos que foram interpostos. Do total de 114 mil inscritos que fizeram a prova da primeira fase, apenas 19 mil foram aprovados, o que representa aproximadamente 16%. Obtiveram aprovação nesta etapa os candidatos que acertaram 50% do total de 80 questões.

De acordo com informações do portal G1, o presidente da OAB, Ophir Cavalcanti, reconheceu que a prova da primeira fase do IX Exame de Ordem foi "mais dura" se comparada às dos anos anteriores, mas atribui a alta reprovação à má qualidade dos cursos de Direito.  "É necessário combater as causas e haver uma fiscalização maior por parte do MEC. Se os cursos não começarem a ser fechados, vamos continuar a ter esses reflexos assustadores."

Segundo Ophir Cavalcanti, a OAB faz uma "calibragem a cada exame", mas, às vezes, o número de perguntas mais difíceis acaba sendo maior. Porém, de acordo com ele, o exame não fugiu ao programa. "Não quero crer que este seja um índice recorde de reprovação para a primeira fase, mas é um resultado bastante negativo", afirma. O presidente da OAB reforça que a média de aprovados final deve se manter nesta edição também, ou seja, ficar entre 15 mil e 20 mil candidatos.

Aprovados no Exame 
A lista de aprovados pode ser acessada no site da OAB. Os nomes estão separados por seccional da OAB, cidade de realização da prova, número de inscrição e nome do examinando em ordem alfabética. Após a análise da prova objetiva, a Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado e a Fundação Getúlio Vargas decidiram anular três questões: as de números 3, 26 e 27 do caderno de prova do tipo 1 e suas correspondentes nos cadernos tipo 2, 3 e 4. Com isso, foi atribuída a respectiva pontuação a todos os examinandos.

Os aprovados na primeira etapa farão a prova prático-profissional ou etapa subjetiva no dia 24 de fevereiro. Nesta etapa os candidatos terão que redigir uma peça profissional valendo cinco pontos e responder a quatro questões (valendo 1,25 pontos cada) sob a forma de situações-problema, nas seguintes áreas de opção do examinando: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito do Trabalho ou Direito Tributário e seu correspondente Direito Processual.

Revista Consultor Jurídico, 15 de janeiro de 2013, 18h49

Comentários de leitores

7 comentários

O Exame de Ordem e o seu alto índice de reprovação

Alessandro Gutman (Advogado Autônomo - Criminal)

Inicialmente, eu gostaria de dizer que sou favorável ao exame de ordem. No início da minha vida acadêmica, eu era terminantemente contra. Usava os mais variados discursos com as "teses" jurídicas mais elaboradas para validar o meu descontentamento. No início da faculdade todos os alunos são parecidos. Estão em contato com uma matéria nova, apredem a desenvolver o pensamento crítico e o gosto pela leitura. Neste primiero momento eu não enxergava diferenças entre os alunos. Contudo, no meu último ano eu já tinha outra ótica. Dava para perceber claramente quem tinha interesse, aptidão e vocação para essa profissão e quem não tinha. É óbvio que em qualquer turma vamos encontrar aqueles que realmente gostam do que estão aprendendo e aqueles que não tem o menor talento para a coisa (isso sem falar naqueles que passaram todo o período acadêmico no bar da esquina ao invés de estar na sala de aula). O exame de ordem assusta. É evidente que sim, mas é só uma prova. Não é um denominador se o candidato será bem ou mal sucedido na vida. Basta uma leitura constante, prática de provas anteriores, boas dicas de resolução de questões e técnica para como se portar no dia da prova. A fórmula é simples. Não é nada demais. É evidente que há péssimas faculdade de Direito no Brasil, assim como há as excelentes. Porém, o que realmente conta é o aluno. É o seu comprometimento e inteligência que o levarão adiante. Afinal, o mesmo Direito foi ensinado na boa e na má faculdade. A diferença é que o aluno da boa faculdade teve que "correr menos atrás" do prejuízo. O aluno da má faculdade tem que "se virar". Ele deve compensar o défict educacional com o dobro de esforço. Há perguntas fáceis, médias e difíceis. Isso não resta dúvida. Porém, quem controla esse índice é você. Estude.

Exame de ordem: uma maquina de dinheiro

ANS (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Esse exame é uma maquina de ganhar dinheiro e controlar o mercado de trabalho. (Fico rico nas costas dos pobres bacharéis e lhe atribui idiotices na mídia para justificar sua "importância" controlando todo o mercado de trabalho, ou seja: um Apartheid Profissional com resquícios das velhas oligarquias...
A OAB deveria ANTES, cuidar dos seus inscritos e apoiar o novos bacharéis, deixando a ganancia de lado e afastando definitivamente os tais "coroné" da ordem.

niquel

RAFAEL ADV (Procurador do Município)

SOU FAVORÁVEL AO EXAME, porém não como é atualmente...
Rodei uma vez no exame da ordem, mas passei na outra...
Sou favorável ao exame, porém não como é atualmente...
Atualmente cobram na prova teorias e exceções que nunca serão usadas no MUNDO REAL da Advocacia...
Acho que o exame deveria ser totalmente baseado na prática do dia a dia, com situações reais que serão enfrentadas pelo advogado... e não com perguntas do tipo "pega ratão" ou "caça-níquel" se preferirem...
Inclusive acho que deveriam fazer testes semelhantes para médicos e outras profissões, pois o que tem de médico que sai da faculdade falando besteira e sem saber nada é impressionante...
Então, sem o exame da ordem qualquer aluninho que passou 5 anos no DCE fumando marijuana e que conseguiu passar na faculdade por correspendência... saíria da faculdade advogando... então... precisa ter uma avaliação, porém que avalie se o bacharel tem ou não condições de advogar, mas não como é hoje que avalia se o bacharel decorou ou não todas as exceções e teorias que nunca usará no mundo real.

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