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Pedido de anistia

Fujimori encaminha documento fraudado, diz procurador

O procurador Anticorrupção do Peru, Julio Arbizu, disse que o ex-presidente do Peru Alberto Fujimori forneceu informações fraudadas à Justiça junto com o pedido de anistia. "Está confirmada a prática de um novo crime de falsificação”, disse o procurador, que mencionou irregularidades na cédula de identidade e no fornecimento do endereço residencial. “Falsificar um documento público é crime contra a fé pública", ressaltou.

Segundo o procurador, Fujimori forneceu o endereço de uma casa abandonada, como se ainda vivesse lá, embora esteja cumprindo pena na Penitenciária de Barbadillo, na periferia de Lima, capital peruana.

Há cerca de três meses, o governo do Peru indicou não ter pressa para decidir se vai conceder o indulto a Fujimori. Em outubro, o primeiro-ministro peruano, Juan Jiménez, disse que não há prazos para definir o tema. Na ocasião, ele disse que o "governo do Peru tem muitos assuntos importantes a serem tratados".

O governo peruano recebeu vários pedidos de indulto encaminhados por diversos setores em favor de Fujimori. Todos os pedidos alegam que o estado de saúde do ex-presidente é grave.

Fujimori cumpre pena de 25 anos de prisão por crimes de corrupção e contra a humanidade e violações de direitos humanos. O ex-presidente é acusado também por um grupo de mulheres de esterilização forçada e sem consentimento, no período de 1996 a 2000, em diversas cidades peruanas, na região de Cuzco. Há indicações de que cerca de 300 mil mulheres tenham sido esterilizadas no período, por meio de ações do governo. As informações são da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 14 de janeiro de 2013, 18h07

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