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O Mapa, a Alavanca e o Arco na Advocacia

Por 

Rodrigo Bertozzi - 06/08/2012 [Spacca]Como todo líder é movido por desafios, projetos e imaginação, faço um convite para que o leitor entre na velocidade do hiperespaço e assim traga para o presente o futuro do seu escritório.

Lembre-se de quando era uma criança, em seu castelo (quarto), onde quem reinava era a mais profunda imaginação. Livrar a escola de monstros invasores, ser um samurai medieval, conduzir as tropas de chumbo para a vitória. Nosso mundo era o universo e o universo era o nosso quarto (sem paredes e com as mais densas estrelas a nos perseguir). Nada nos causava medo, pois sabíamos que uma magia maior que nossa compreensão nos salvaria.

Todo empreendedor jurídico é composto de camadas de imaginação. Pensem em Rui Barbosa, Eusébio de Queirós e Pontes de Miranda. Verdadeiras usinas de criação do conhecimento.

Certa feita, meu pai me desafiou. Colocou-me nas mãos um mapa, uma alavanca e um arco. Contou-me uma história repleta de ameaças, oportunidades, pontos fracos e fortes. “Se você é tão criativo”, disse-me ele, “como, por que, quando e como poderia escapar de uma região inóspita para a segurança com entes queridos?”

Aceitei imediatamente. Era uma grande oportunidade de provar para meu pai os valores individuais que havia desenvolvido. Curiosamente, ele gostava de “Caverna do dragão”, desenho animado com 27 episódios e três temporadas, que eu assisti com ele tantas e tantas vezes sem fim (talvez daí ele tenha tirado a ideia do desafio).

Ainda hoje lembro-me dessa alegoria intrigante e em como isto despertou-me a criatividade para resolver problemas e ver o lado positivo de tudo.

Pensando nas bancas de advocacia brasileiras, seja no passado ou no futuro, percebemos algo incrível: nada mudou realmente. O mundo imaginário continua lá, povoando os sonhos jurídicos de construir ideias ou teses que mudem o tecido social.

Imagine-se portando um mapa, uma alavanca e um arco para construir uma missão extraordinária. Destacar-se da concorrência rude, fria e com pouca ou nenhuma diferenciação que tomou de assalto a advocacia.

A semente da banca passa necessariamente por sonhar acordado, pelas expectativas e ansiedade de colocar as ideias em prática. A pior coisa que pode acontecer é não se movimentar em um mundo dinâmico.

O Mapa
Quando eu era garoto, o mapa representava a possibilidade de me movimentar por uma densa floresta de perigos pelo trajeto mais rápido e conhecido. Na empresa, procuro desenvolver o mesmo raciocínio – defino o ponto onde quero chegar, o tempo certo e o plano de metas a serem executadas sem reflexão demais. Ousadia na direção correta sempre produz frutos. É a cadeia logística que irá fornecer o posicionamento exato para o sucesso.

O mapa (ou plano de metas) permite nos proteger de eventuais tempestades. E mais, que nossa liderança conduza a expedição sem temer o agitado mundo surreal da concorrência. Dentro desse processo, uma verdade: ou se mata o monstro da ineficiência ou se paga o preço do engessamento.

A Alavanca
Na floresta empresarial, existem muitas armadilhas que podem nos prender por tempo demais. A alavanca livra do peso, retira os entulhos (ideias recicladas), ergue qualquer obstáculo à frente. Não atrasa a nossa caminhada guiada pelo mapa, demonstra a força da marca pessoal como empreendedor e coletiva (da empresa). Afinal, como afirmava Arquimedes — dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu movo o mundo. Com esta alavanca, quais são as sete armadilhas que precisam ser removidas para que a empresa se desenvolva mais fortemente?

O Arco

O arco no sentido bíblico é poder divino. Eu usava o arco para abrir os escudos mágicos dos vilões. Com ele, podemos derrotar os inimigos modernos — a mesmice das velhas convenções. O leitor sabe tanto quanto eu que pessoas teimosas (sócios, familiares, amigos e executivos) nos impedem de inovar. Imagine se Steve Jobs ouvisse demais os outros. Nunca faria o que fez. Sabe por que muitas empresas não inovam? Porque é trabalhoso (regra: 1% inspiração e 99% transpiração)!

Ser um arqueiro significava ser rápido e mortal nas épicas lutas da baixa Idade Média. É preciso ser habilidoso para mexer nas coisas da empresa. Rapidamente dragões de maldições antigas se levantam para impedir de destruírem seus feudos de ineficiência.

Em meio a tantas batalhas que travamos no dia a dia empresarial, acertar o alvo requer prática, inspiração e aperfeiçoamento.

Errar o alvo é tão importante quanto acertar. Mexer significa ação. E ser arqueiro é estar comprometido com a aventura. Separe 20% do seu tempo para meditar, melhorar a mira, preparar as flechas certeiras e aprimorar suas habilidades para que uma grande ideia tenha espaço e vigor. A flecha flui em direção a algo — à vitória.

Quando miramos, temos que calcular a força (canal de vendas), a direção do vento (posicionamento estratégico) e as condições climáticas (pesquisa) para acertar o alvo em cheio.

Revolução necessária
É preciso monitorar a pulsação do mercado visível e do invisível. Pense nisso! Pense em como revolucionar sua empresa dentro dessa premissa arrebatadora. Ou fique dentro do oceano vermelho disputando por preço e quase sem diferenciação.

Por que temer a escuridão do porão de seus pesadelos?

Nós, empreendedores jurídicos, sempre nos movemos por desafios, pela mais perfeita ideia de procurar reinventar um mercado antes dos outros. Somos revolucionários, caso não se veja assim. Procure alterar a forma de ver as coisas e acontecimentos que lhe cercam.

Jamais perca o hábito de imaginar.

Ei! Desperte para este novo mundo conectado! Afinal temos que salvar aquela carreira, o escritório, o cliente, os parceiros, os fornecedores, a comunidade e o país. Acorde para a maior aventura de todos os tempos: viver a vida na plenitude das realizações das esferas jurídica e pessoal.

Amigos, um grande 2013/2014 e que a imaginação prevaleça sobre o cotidiano.

Alto e avante!

 é especialista em Comunicação Jurídica Ética, sócio da Selem, Bertozzi Consultores Associados, autor dos livros Marketing Jurídico e Revolution Marketing Place, Consultor de Marketing de diversas sociedades de advogados, membro do conselho editorial da Juruá Editora e administrador com MBA em Marketing.

Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2013, 8h00

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