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Luto no judiciário

Morre o desembargador Nildo de Carvalho, do TJ-MS

O desembargador aposentado Nildo de Carvalho morreu na última sexta-feira (23/2), aos 76 anos. Formado pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, em 1962, ingressou na magistratura em 1969, como juiz em Glória de Dourados (MS). Em 1975, por antiguidade, foi promovido para a 2ª Vara de Três Lagoas para atuar como juiz de 2ª Entrância. Por merecimento, dois meses depois, tornou-se magistrado de Entrância Especial, na 3ª Vara Criminal da Capital.

Em 1986, por merecimento, assumiu o cargo de Desembargador do TJ-MS, onde mostrou sua capacidade e poder de administração como presidente (1997/98) e vice-presidente (1988/89). O magistrado foi também presidente e corregedor-geral do TRE e presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais. Aposentou-se no dia 13 de fevereiro de 2006 com a sensação de dever cumprido. Em seus discursos, o desembargador costumava citar o apóstolo Paulo: “Combati um bom combate. Terminei minha carreira. Guardei fé”.

O presidente do TJ-MS, Joenildo de Sousa Chaves, afirmou que Nildo de Carvalho foi uma referência para a comunidade jurídica. “O desembargador foi um magistrado exemplar, um expoente da magistratura. Ele era uma pessoa que só pensava no bem e só fazia o bem. Ele era uma referência para a comunidade jurídica, como juiz por onde passou, como desembargador, presidente do Tribunal de Justiça, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, corregedor, diretor da Associação dos Magistrados. Para mim, um dos maiores amigos. É uma grande perda. Ele será sempre lembrado como um julgador que sempre aplicou o bom senso nas suas decisões”.

O juiz Wilson Leite Corrêa, presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul) também lamentou a morte do desembargador. “É uma grande perda para a magistratura porque ele sempre foi um magistrado exemplar, um exemplo de coragem e de honestidade. Sempre nos dava apoio, era uma pessoa seguida como exemplo pelos juízes”.

O juiz Marcelo Câmara Rasslan destacou que o desembargador foi um juiz exemplar e que é lembrado por onde passou. “Por Glória de Dourados foi um dos homens que mais fez obras, que mais construiu. Se envolveu com a comunidade, ajudou a construir o Clube Caiçara, o Asilo dos Velhos, lutou pra que fosse implantada energia elétrica na cidade inteira, fez amigos. É um juiz que saiu de lá na década de 1970 e ainda hoje é lembrado. Dr. Nildo sempre foi um juiz extremamente sério e sensível. Ele foi meu professor, atuou em todas as áreas da justiça e deixou a sua marca de homem trabalhador, extraordinariamente sério e de um juiz que efetivamente distribuiu justiça, de tal sorte que pode, durante toda a sua vida, ter a consciência tranquila do dever cumprido. É uma perda significativa pra todos nós”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MS.

Revista Consultor Jurídico, 25 de fevereiro de 2013, 15h07

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