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Comentários de leitores

9 comentários

Fim da escravidão americana x Mensalão Brasileiro?

Bia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Francamente, Dr. Batocchio, só posso admitir e entender suas palavras como uma demonstração de boa intenção de prévia RESPOSTA àqueles inomináveis congressistas brasileiros que se atreverem a também comparar as inquestionáveis boas intenções de Abraham Lincoln (infelizmente norte-americano, quisera que tivéssemos um único político brasileiro que o igualasse) com o incomensurável DESFALQUE nos cofres PÚBLICOS para fins absolutamente egoístas, AGORA COMPROVADAMENTE criminosos e insensiveis às necessidades da população brasileira!

Em outras plavras

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Em outras palavras, Lincoln teve que corromper o congresso para levar o desenvolvimento para o Oeste também. O incrível disso tudo é que os melhores homens às vezes usam de instrumentos reprováveis para alcançar objetivos corretos. O pior, é que escancara a escória existente nas câmaras, asembléias e congressos. Eles tão evoluidos, gostam de aplicar pena de morte; porque a escória continua em todos os continentes e ninguém faz nada! É um baita problema que nunca terá solução a não ser com o fim do mundo.

O Jeitinho Brasileiro

David Benevides (Advogado Autônomo - Administrativa)

Impressionante como algumas "mentes brilhantes" de nosso país conseguem encontram precedente para justificar a maior aberração política da história política brasileira.
Não há comparações. É como afirma o Professor Lenio Streck hoje se utiliza do argumento "não há fatos, só interpretações" justificando o relativismo de "tudo".

Batóchio - abolição da escravatura Americana em comparação

antonio carlos AD (Advogado Autônomo - Civil)

Não é de se comparar a empreitada para o fim da escravidão no EUA com o mensalão, em vista que os fatos na America do Norte foram passados depois de uma guerra civil, portanto, os animos ainda estavam acirrados, porém, o mensalão não foi perpetrado como unico intuito de votarem reformas sociais, se é que, por um unico pingo, teve essa conotação,pois, nem toda lei votada nessa época foram em favor dos pobres,inclusive, a época foi votada a emenda constitucional que tirou da Constituição o percentual de juros aplicados das dividas bancárias e não foi compensada tal lei com relação aos juros cobrados pelos bancos, outro modo, os implicados também se beneficiaram das benesses e dos dividendos dos valores, que eram públicos,ademais, não é justo comprar alguém,e essa história que o fim justificam os meios é improvável, na maior parte dos casos, além disso, nas peripécias juridicas do Ilustre Dr. Batochio estão fazendo sucesso e, logo, vão virar manchetes.

A diferença está no objetivo

Cláudio João (Outros - Empresarial)

Enquanto se procurava erradicar de uma sociedade americana a chaga escravocrata, aqui deu-se, tão-somente, uma oportunidade de se aferir maiores ganhos, digamos, aumentar a renda familiar dos mensaleiros.

Combater os vícios

MAVIDA (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Caríssimo Dr. Batochio, será que existe comparação com os acontecimentos? Um uniu uma nação sem proveito próprio e da camarilhas, e ainda aboliu a escratura de um povo. E agora o que ocorreu? Igualdade, liberdade só para os governantes. Nem penso que poderiam usar de método democrático???(um tiro) para estabelecer o elo entre os dois eventos. Que o GADU nos livre disso, mas não do STF.

Absurdo

Luiz Eduardo Vacção Carvalho (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

A única coincidência entre o mensalão e a abolição da escravatura é que somos escravos destes políticos que tratam o poder público como extensão de suas casas, agindo como se estivessem acima da lei.
E quando a lei lhe cortou na carne reagem culpando a lei, dizendo que defendem um bem maior.
Absurdo.

Contexto histórico

Erasto (Procurador Autárquico)

A comparação é difícil em razão da diferença contextual.
O filme talvez não revele o caos em que viviam os EUA durante a guerra de secessão.
A corrupção era generalizada. O comandante Lee reclamava dos que se aproveitavam da desgraçada situação do país: "em barracas, uma lona mais leve ou a subtração de umas poucas polegadas em cada uma; nos arreios, couro cortado; no conjunto dos arreios, materiais e fabricação de inferior qualidade; nos sapatos, solas de papel; nas roupas, imposturas...Uma grande guerra sempre gera mais canalhas que os mata" (SANDBURG, Carl. LINCOLN: os anos da pradaria; os anos da guerra. Belo Horizonte: Itatiaia, 1960, pp. 770/771).
Diante do descalabro, o parlamento conferiu a Lincoln poderes ditatoriais. O direito a habeas corpus foi suspenso, além de outras medidas de exceção.
Enfim, nunca na história daquele país as razões de Estado justificaram tanto a adoção de meios tão injustificáveis em outro contexto.

História incompleta

Erasto (Procurador Autárquico)

Toda comparação não pode prescindir da análise do contexto, Dr. Batocchio.
Por enfrentar guerra civil que poderia levar o país à secessão, o presidente Lincoln recebeu do parlamento poderes ditatoriais. Até o direito ao habeas corpus foi suspenso.
Muito diferente do contexto dos fatos apurados na AP 470.

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