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Acusado de homicídio

Tribunal do Júri de Gil Rugai começa nesta segunda

Começa nesta segunda-feira (18/2) o julgamento do ex-seminarista Gil Grego Rugai, acusado de matar seu pai, Luis Carlos Rugai, e sua madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, em março de 2004. O caso será julgado pelo 5º Tribunal do Júri da capital paulista e a previsão é que dure de três a cinco dias.

O julgamento será presidido pelo juiz Adilson Paukoski Simoni e terá, como representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Rogério Leão Zagallo. Foram arroladas cinco testemunhas de acusação, nove de defesa e uma pelo juízo.

De acordo com informações do portal Terra, o advogado de defesa de Gil Rugai, Marcelo Feller, diz estar convicto da inocência do réu. Ele afirma que, no julgamento, "se fiará em documentos que comprovam o que atesta", a sua inocência. Feller diz que Rugai, de 29 anos, não teria motivos para matar as vítimas, que os depoimentos das testemunhas arroladas no processo não são confiáveis e que as provas que a promotoria pretende apresentar são todas possíveis de ser contestadas. "Estão tentando criar um segundo caso Richthofen, não é o caso de Gil Rugai", diz ele.

De acordo com o advogado, Léo, irmão de Rugai, vai testemunhar a favor dele diante do júri. O advogado conta que, até hoje, o inventário com os bens do pai de Rugai está aguardando a decisão da Justiça sobre o destino do réu.

Feller contesta ainda as acusações contra Rugai. Segundo ele, no momento do crime, seu cliente não estava no local. O advogado diz ainda que a versão de um vigia da região, que teria visto o acusado deixando o imóvel após o crime, é inverossímil.

As constantes brigas entre pai e filho também são minimizadas por Feller. "Eram justamente brigas comuns entre pai e filho que trabalham juntos. Rugai foi demitido umas 14 vezes pelo pai. Ele o mandava embora e, pouco depois, ligava perguntando se não vinha trabalhar. Brigas com o pai, todos têm. São mais de 6 mil folhas no processo e vamos desmontar cada uma das acusações", garante.

Sobre a arma utilizada no crime — que foi encontrada mais de um ano depois, em uma saída de águas pluviais onde Gil Rugai mantinha um escritório —, a defesa diz que também há controvérsias. "Há uma grande dúvida de como foi encontrada. Primeiro, o zelador do prédio disse que foi encontrada em uma caixa de esgoto, sendo que uma empresa especializada tinha feito uma limpeza no local seis meses antes. Depois, que foi em uma galeria de águas pluviais. A arma foi encontrada dentro de um saco plástico. Alguém que quer se desfazer de uma arma vai querer preservá-la para a perícia?", questiona. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SP.

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2013, 12h29

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