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Ataques a prisões

Ex-presidente do Egito será julgado por homicídio de oficiais

O ex-presidente egípcio Mohamed Morsi, destituído em julho pelo exército, vai ser julgado pela morte de oficiais durante a revolta em 2011, que levou ao fim do regime de Hosni Mubarak. O anúncio foi feito neste sábado (21/12) pelos procuradores encarregados do processo.

Morsi também é acusado de ter fugido da prisão de Wadi Natroun e será julgado juntamente com com mais 132 pessoas, das quais 70 são membros do movimento islâmico palestino Hamas e xiita libanês Hezbollah.

Os procuradores afirmaram que os militares da irmandade muçulmana, à qual pertence Morsi, do Hamas, do Hezbollah e dos jihadistas atacaram prisões e postos de polícia nos primeiros dias da revolta de 2011. Os ataques provocaram a morte de policiais e possibilitaram a libertação de milhares de detidos.

Preso após a sua destituição, em 3 de julho, Morsi está para ser julgado atualmente por cumplicidade na morte de manifestantes quando exercia o cargo de presidente do Egito. O presidente também deverá ser julgado por espionagem por perpetrar ações terroristas, implicando o Hamas e grupos jihadistas.

Morsi foi o primeiro presidente egípcio democraticamente eleito e acabou por sendo deposto pelo exército. Desde então, mais de mil pessoas, na sua maioria islamitas, foram mortas em confrontos com a polícia nas ruas e milhares foram presas. Entretanto, o tribunal acusou Ahmed Shafiq, rival de Morsi nas eleições de 2012, pela prática de crimes de corrupção. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 22 de dezembro de 2013, 16h30

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