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Comentários de leitores

6 comentários

E o estado?

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Sem querer entrar no mérito das considerações lançadas pelos anteriores comentários, todos ADVOGADOS que estão falando em nome da defesa das prerrogativas dos ADVOGADOS, e só por isso merecem todo os louvores, pois tais prerrogativas dizem respeito não exclusivamente aos advogados, como pessoas singulares, mas é da essência do DIREITO DE DEFESA numa sociedade que se pretende civilizada, quero, todavia, deixar expresso minha perplexidade quanto a NÃO responsabilização do ESTADO. Ora, se é certo que a OAB-ES não saiu a campo na defesa do advogado, é mais certo que foi o ESTADO quem descumpriu a LEI que determina a forma e o modo da prisão de um advogado.

Ausência de democracia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Desde há muito venho sustentando publicamente que a Ordem dos Advogados do Brasil se transformou na Instituição politiqueira descrita nesta reportagem. Se o advogado é considerado "aliado" do grupinho que domina a Entidade, tem tudo a seu dispor. Se é considerado "opositor", pois mais grave que seja a violação às prerrogativas, a Ordem nada faz. Isso ocorre devido ao famigerado regime de chapas eleitorais. Quem ganha a eleição da OAB hoje "leva tudo". Fica com a presidência, a administração, o tribunal de ética, e comissão de defesa das prerrogativas, sem qualquer oposição ou contraponto interno. O grupo acaba sendo livre para fazer o que bem quiser com a Entidade, e perseguir implacavelmente quem é considerado como opositor. Essa realidade só vai mudar quando se acabar com o regime de chapas. É preciso uma mudança para que nas eleições todos possam se candidatar ao cargo de conselheiro, sendo considerado como eleitos os mais votados, pura e simplesmente. Isso teria como consequência uma OAB pluralista, com representação por parte dos vários grupos, com suas tendências ideológicas e interesses próprios.

OAB e política rasteira...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Algumas OABs, pelo fato de serem comandadas pela mesma linhagem ou "dinastia" de dirigentes anteriores, se transformaram em verdadeiras agremiações políticas financiadas pelas contribuições compulsórias dos Advogados. A elas, as tais OABs e seus dirigentes, é importante interagir com "otoridades" da municipalidade, donos de faculdades (agora são várias nos diversos bairros e também nas periferias a garantir vagas de docentes ou estrutura para cursinhos), magistrados e... Usar a posição para estampar informativos de promoção pessoal sobre (ou sob, conforme o tom) a sigla "OAB"...
E mais: tem integrante de Diretoria de OAB local que não sai da "Sala do Advogado". Ou seja, enquanto o contribuinte padrão pode fazer uso LIMITADO do material de suporte, o "dirigente local" transfere a TOTALIDADE de seus custos operacionais para os demais colegas.

Caixa Preta

Fernando Queiroz (Advogado Autônomo)

Viva a OAB!
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Pródiga a Ordem em apontar o "rabo do macaco alheio".
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Não abre seus arquivos, "parece aquele associado a 13 de dezembro de 68", aos advogados.
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Seria um escândalo.

A conta

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A conta foi para a Seccional! Deveria ir para a diretoria politiqueira e omissa. Como pode a coletividade pagar pelas rinhas pessoais! Algo está errado.

Antes um alerta que um desabafo.

Dr. Marcelo Alves (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Tenho que, não importa o tamanho e a envergadura de uma instituição, pois, quando ela estiver confundida com os privatísticos sentimentos mesquinhos de alguns de seus membros, se tornará tão pequena quanto.
Aqui falo da omissão dolosa da OAB/ES em virar as costas e fechar os olhos para a infringência das prerrogativas de um Advogado capixaba que permaneceu por mais de nove horas algemado numa delegacia de polícia que mais perece o "quintal da casa" de quem não deveria estar lá.
Falo da omissão dolosa da OAB/ES quando um membro seu fora covardemente agredido pelos truculentos policiais que efetuaram sua prisão e da franca animosidade de um magistrado de plantão que, em uma única tacada, decretou a prisão preventiva do meu cliente - estando ciente de que o mesmo havia sido enviado INDEVIDAMENTE para o Presídio de Viana - decretando ainda a quebra do sigilo fiscal, bancário e de comunicação de dados do meu cliente em razão, pasmem, da acusação de supostas infrações, quais, mesmo se foram cometidas, não às foram em razão do exercício da profissão.
E também nisso a OAB/ES quedou-se, oi foi calada.
Falo dos 35 (trinta e cinco) dias de prisão do meu cliente numa cela comum, um "simulacro de sela especial" (com "S" mesmo), onde a simples apreciação de um pedido de liberdade provisória e de um Habeas Corpus fizeram parecer à Justiça um exercício por demais forçoso e inumano à outra parcela encarregada de sua eficácia.
Aqui, falo de parte do Judiciário capixaba e, mais uma vez, a OAB/ES se calou ou foi advertida a não se pronunciar.
Então, que raios de entidade de classe é essa que pretende fazer a pretensa defesa da cidadania, mas que não é capaz de fazer a defesa de um único cidadão, qual e aliás é também Advogado?
Reflitam sobre isso.

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