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Pesquisa Gallup

8% dos americanos acreditam na honestidade de parlamentares

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A pesquisa anual do Instituto Gallup sobre a percepção de honestidade e ética de diferentes classes profissionais nos EUA, divulgada nesta segunda-feira (16/12), revelou que os parlamentares só perdem para os lobistas em desonestidade. De acordo com a pesquisa de 2013, apenas 8% dos americanos acreditam que parlamentares são honestos, enquanto os lobistas, aqueles que negociam favores com os congressistas ou autoridades governamentais, só são respeitados por 6% da população do país. 

De certa forma, os eleitores americanos, como os brasileiros, admitem que escolhem representantes desonestos para cuidar de seus interesses. Isso coloca os parlamentares, em termos de honestidade (segundo a percepção da população), abaixo dos vendedores de carros que, historicamente, ocupam as posições mais baixas nos quadros anuais da honestidade e da ética. No ano passado, 10% da população acreditava que parlamentares eram honestos — enquanto eles caíram para 8%, os vendedores de carros subiram de 8%, em 2012, para 9% em 2013. Mais americanos (29%) acreditam em mecânicos de automóveis.

A posição de advogados e juízes não está entre as melhores. Menos da metade da população acredita na honestidade dos advogados (20%) e juízes (46%). O mesmo acontece com publicitários (14%), autoridades estaduais (14%), repórteres de TV (20%), repórteres de jornais (21%), executivos de empresas (22%), autoridades municipais (23%), banqueiros (27%) e padres (47%) – entre outros.

Os sacerdotes da Igreja Católica ainda pagam o preço dos escândalos relacionados a abusos de crianças no início dos anos 2000. A pesquisa anual indica que credibilidade perdida é difícil de recuperar, diz o instituto Gallup. Mas é recuperável. A prova disso foi a escalada do prestígio dos cuidadores residenciais nos últimos anos, depois de escândalos que estouraram há algumas décadas.

A única classe profissional aparentemente não recuperável, em termos de credibilidade, é a de políticos, englobando parlamentares e autoridades governamentais de todos os níveis. Os americanos os consideram desonestos, há mais de 40 anos. O instituto Gallup acredita que os lobistas também terão dificuldades em alcançar melhor percepção de honestidade e ética, porque sete em dez americanos acreditam que eles têm poder demais sobre os Legislativos e Executivos, em nível federal, estadual e municipal.

A classe profissional mais respeitada pelos americanos é a de enfermeiros: 82% acreditam que são honestos. Eles ocupam a primeira posição desde 1999, com exceção de 2001, quando os bombeiros atingiram o primeiro lugar devido aos episódios de resgate após os ataques às Torres Gêmeas em Nova York.

Enfermeiros, farmacêuticos e médicos sempre ocupam os primeiros lugares no quadro, porque essas profissões são, estereotipadamente, ligadas à saúde. E os professores, à educação. De uma maneira geral, todas as 22 profissões pesquisadas sofrem influências de estereótipos construídos através dos anos, diz o instituto Gallup.

O Gallup entrevistou 1.031 pessoas, por telefone, entre 5 a 8 de dezembro. A margem de erro, segundo o instituto, é de mais ou menos 4 pontos percentuais, em um nível de confiança de 95%. Participaram entrevistados de todos os 50 estados americanos e do Distrito de Colúmbia (o Distrito Federal dos EUA).

Quadro de honestidade e ética de 2013 nos EUA :

Confiança nos profissionais
Profissão%
Enfermeiros82
Farmacêuticos70
Professores 1º e 2º grau70
Médicos69
Autoridades militares69
Autoridades policiais54
Sacerdotes47
Provedores de creche46
Juízes46
Cuidadores residenciais32
Mecânicos29
Banqueiros27
Autoridades municipais23
Executivos de empresas22
Repórteres de jornais21
Advogados20
Repórteres de TV20
Publicitários/anunciantes14
Autoridades estaduais14
Vendedores de carro9
Parlamentares8
Lobistas6

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2013, 15h33

Comentários de leitores

1 comentário

curiosidade

Prætor (Outros)

Curioso perceber que 4 entre 5 norte-americanos não confiam em advogados. Será por quê?

Comentários encerrados em 25/12/2013.
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